de facto é uma questão bicuda. Com três bicos, mais precisamente. E se eu acho que três é a conta que Zeus fez, também me parece que um trio, pela sua natureza, é qualquer coisa que quase todos queremos muito mas poucos são os que se conseguem aguentar dentro e depois dela. Para além dos evidentes membros a mais, o que, só por si, já causa estranheza, há o pendor proibido da questão, sempre presente, que se por um lado dá tesão por outro pode cortá-la. Ou seja, um trio é uma situação forte do ponto de vista físico mas também mental. All in all, é boa, é muito boa, e, como quase tudo, depende do entrosamento das partes em jogo.
Arrumada esta questão, vamos a outra. A minha experiência diz-me que não é aconselhável fazer trios com amigos nem com namorados, a não ser que o nível de relação esteja tão maduro que permita que sejam replicadas situações de intimidade do par para uma outra com um vértice mais. Quanto aos amigos, também não aconselho. Há domínios que são como água e azeite. Não se misturam. Mas isto sou eu.
Arrumada mais esta, vamos a outra. Não sei se o seu namorado (o ex ou o futuro) vai adorar a ideia. Na realidade, ninguém sabe. Porém, e dada a tendência do macho português para a visão turva no que toca à sexualidade feminina, se calhar não vai bater palminhas e pedir bis. A não ser que seja com ele, e aí cabe-lhe a si decidir...
Quanto ao amigo comum, e correndo o risco de ser injusta, eu a si procurava outra pessoa com quem se aconselhar. A lealdade masculina é um facto e existe.
Em suma, minha cara, se está solteira, quer muito a coisa e não vê consequências de maior, aproveite. Mas esteja ciente que elas podem existir...
De TriumTrial a 29 de Março de 2007 às 10:55
Isto cheira a consultório da revista "Maria"...
Mas vá lá!...
A subdita, depois de lhe faltar o macho durante uns tempos está "tesuda". Isso é bom! É sinal que ainda mexe!
Quanto ao casal que a convidou para uma trilogia, não lhe deve ser estranho. Pelo menos a mim, nunca me foi feito esse convite enquanto eu passeava na Baixa de Lisboa! Se confia e tem curiosidade, previna-se e goze o momento como se fosse o último. Se decidir contar ao seu namorado e ele quiser repetir, olhe, aguente-se!
Nestas coisas de experiências, quantos menos souberem melhor...Se sente um grande desejo de contar como foi, pode sempre vir aqui ao palácio que a Princesa não se importa!
Quanto ao amigo-que-é-o-melhor-amigo-do-seu-ex-namorado, deixe-o estar sossegado. A Princesa tem razão...O pessoal apoia os amigos.
Beijos p'rá Princesa e J
Cumps p'ró pessoal mais "solidário". lol
De Ás de Paus a 29 de Março de 2007 às 11:04
Boas.
um conselho para si, Súbdita Devidamente Identificada
vá em frente.. siga o seu instinto. nada melhor que a propia experiência. Depois venha cá contar .. hehehe
Beijinhos
De
Marci a 29 de Março de 2007 às 11:09
Subdita
menage vai em frente mas nunca com amigos ou pessoas que lida diariamente;
contar ao amigo do ex não faça isso se não quer levar com o seu ex em "cima";
contar essa experiencia a um futuro namorado, ó minha querida, deixe-se de merdas, todo o ser humano tem os seus segredos e quando se começa a namorar alguem passado é passado, não seja ingenua.
Princesa, bem respondido
(vénia)
De Kim Green a 29 de Março de 2007 às 12:24
Faça se lhe apetece, mas não conte. Contar é parte do prazer? Pois é, mas as desvantagens sobrepôem-se às vantagens. A confidência pode ser transformada em boomerang e aleijá-la mais tarde. Tome cautelas para não ficar "presa pelo rabo", a nenhum dos membros do casal. Faça o favor de ser feliz.
De Luna a 29 de Março de 2007 às 11:43
Cara súbdita, vá em frente, experiências nunca são demais, só nos enriquecem. Quem sabe se o seu futuro namorado não lhe contará uma experiência idêntica. Se ainda não experimentou também não sabe se vai gostar ao ponto de querer repetir, o mesmo pode acontecer com o seu futuro namorado e aí tudo na boa (sendo um pouco optimista demais :) ). Se o seu futuro namorado não tiver experiências semelhantes, se gostar mesmo de si vai compreender prefeitamente, passado é passado, cada um com as suas experiências.
As outras pessoas axo que não têm de saber, é uma experiência intíma sua, a não ser que sinta mesmo muita necessidade de falar com alguém sobre o assunto, mas não o melhor amigo do ex, claro.
Cumps
Todos fazemos coisas que não queremos que o público em geral ou família/amigos/caras-metades saibam. Toda a gente tem segredos.
O que os outros podem pensar daquilo que fazemos não deve ser impeditivo das nossas acções. A não ser que sejamos esse tipo de pessoa.
Por isso, a escolha tem mesmo de ser da súbdita. Estou certa que um "threesome" não é nada que nunca tenha passado pela cabeça dos visitantes deste blog.
Parabéns a Sua Alteza pelo seu blog tão interessante, que há algum tempo visito, apesar de nunca ter comentado.
Olha, outra vez a Sandocha!!!
A sandocha pode, de facto, ser uma experiência muito divertida e prazerosa, mas vale pelo que vale. É uma coisa pontual e volátil, na qual não faz sentido basear um projecto de estabilidade emocional.
Mas isto, a Estimada Súbdita parece que já sabe. O que não consegue é avaliar se o prazer que daí vai retirar compensa os constrangimentos que as eventuais consequências poderão acarretar.
Também não consigo dizer-lhe que não faça uma coisa que lhe apetece tanto por conta dos resultados que advêm num futuro que nem sabemos se temos. O futuro, minha cara, ainda não existe.
Por outro lado, parece-me que os cenários que teme não são os mais importantes. SE este namorado... SE o próximo namorado... SE vai ter de repetir... SE vai ser rejeitada... Tanto SE ainda lá tão longe...
Tenho para mim que a consequência mais importante á a marca que esta experiência vai deixar em SI, na sua cabeça e no seu coração - e como irá, ou não, ser capaz de guardá-la com serenidade.
É que há pessoas que são óptimas a guardar lembranças. Juntam as pequenas recordações das suas vivências, fazem um montinho muito organizadinho e simétrico, atam-no com um cordelinho (dão um nó cego, não vá o molhinho desfazer-se) e escondem-no bem no fundo da gaveta dos pijamas, onde não maçam ninguém. Agora, se a Estimada é pequena que gosta de remexer nas gavetas com regularidade...
Mas olhe, ainda lhe digo: não ir a jogo, só porque há a hipótese de perder... parece-me tãããããõoooo pobrezinho...
Beijos a todos.
A questão é de facto, como foi muito bem dito, bicuda.
É praticamente impossível saber até que ponto as pessoas podem reagir, sejam homens ou mulheres, quando confrontadas com algo que foge ao habitual. Se bem que a definição de habitual é mais fluida que óleo alimentar, mas enfim...
Arrisco a dizer, mas sem qualquer intenção de postular, que quanto maior a vivência, melhor a capacidade de encaixe para situações como estas. Há qualquer algo de muito interessante em quem foi lá, viu, e volta para contar, e no meu modesto ver, não retira o interesse à pessoa. Se a rejeição então for com bases supostamente morais, ou por intimidação, bem, talvez seja pertinente pensar se uma pessoa é realmente compatível connosco se não tem uma visão pelo menos tolerante perante os nossos gostos e preferências.
Mas numa coisa acho que concordo com a maioria dos comentadores. Nunca, (para mim ,claro) mas nunca fazer isto com pessoas amigas, ou com a pessoa de quem se gosta realmente. Criam-se ali problemas complicadíssimos, inseguranças dificeis de ultrapassar. Olhar para a pessoa de quem se gosta e ver os seus trejeitos e reacções de prazer com alguém que não nós, bem... é no mínimo complicado. Criam-se muitas minhoquinhas na cabeça, muitas dúvidas, julgo eu.
Quanto a contar?
Bem, só sondando e conhecendo a pessoa, e sabendo a sua reacção perante este tipo de fenómenos. Mas há necessidade de contar? É discutível. Todos nós temos segredos, coisas que guardamos, que são nossas, e que por mais na ponta da língua que estejam permanecem por dizer.
Mas há um ponto pertinente.
Se faz parte de si, se se revê nessa forma de estar, e porque ela poderá e provavelmente se colocará no seu caminho no futuro, não contar será esconder uma parte da sua personalidade e não um facto isolado. E isso, como sabemos, comporta riscos. A descoberta pode ser uma coisa muito divertida para a cara metade, ou ela pode sentir-se enganada, e aí é uma bronca...
Somos o que somos. E perto de nós deverá estar quem consiga adaptar-se tanto como nos conseguimos adaptar-nos a esse alguém, mas sempre sem perder a genuinidade, ou estamos perante uma infelicidade a prazo.
Bonne chance
Abraço a todos.
De Susana a 29 de Março de 2007 às 12:05
Acho que hà coisas que devem ficar no segredo dos deuses e esta se calhar é uma delas. Porque acha que tem que contar uma experiência desse género a um futuro parceiro? Isto da honestidade é tudo muito bonito, mas há coisas que eu preferia não contar e outras não saber. Informação a mais tráz insegurança e às vezes desconfianças.
Faça, saiba com quem faz e não conte.
De Minhoquita a 29 de Março de 2007 às 14:20
Cara amiga....
vontade, é uma coisa que assola a nossa cabeça tantas vezes, ver um rapaz geitoso passar na rua e sentir o seu aroma... e subir por nós a cima um calor de vontade!! Quem nunca lhe aconteceu que atire a primeia pedra! E vontade de mandar uma a três, é coisa que passa pela cabeça de muita gentinha, só o grelame se faz de esquisito, dizendo ai eu não gosto, ai que coisa... mas lá que ficam doidas ficam. Em relação a ter a oportunidade de experimentar, eu não perdia a oportunidade principalmente quando o casal em questão me interessa-se, se são amigos ou apes conhecidos? Primeiro acho q tem d se dar minimamente para que possa existir descontração e à vontade.... o depois só se terá de saber lidar com ele e sair na boa! Quanto a contar a alguém cuidado quando falamos pois às vezes em quem mais nós confiamos é quem nos trai primeiro por isso nada melhor é que vir contar aqui ao belo do palácio a expriêcia, e deixar-nos todos loucos por tb experimentar... pois é uma coisa por que à muito espero experimentar!
Beijos humidos para todos e sua alteza real.... já marchava!!!
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