A todos os que me escrevem a pedir para desenhar palavras sobre o Amor, e porque não sou abalizada para isso, cá vai uma citação do Amor dos tempos modernos por quem realmente percebe do assunto.
De sim.sim.oh-sim a 12 de Março de 2007 às 02:55
Estimada Princesa (vénia),
Perdoe-me a ousadia, mas não concordo lá com o senhor Alain de Botton. Tadinho do telefone!! O tipo a querer projectar para o desgraçado as ansiedades do expectante receptor! E quando o tadinho finalmente toca e o coração quase salta de tanta emoção!!? Disso já ele não fala.
Desculpem lá, mas eu sou muito sensível às injustiças!
E porque é que o receptor nao se torna em emissor? Ah, gosta da tortura… é o chamado agridoce!! ;)
Agora também há mail e msn! Coitado do telefone!
Besos á Princesa e a todos.
Vou só ali deitar fora o telele e já volto...
(Enquanto escrevi estas 10 palavrinhas olhei para o raio do "bicho" umas três vezes. Nem telefonemas, nem mensagens. Até me apetece dizer uma asneirada)
Há alturas em que telefonar é impensável...Pelo que concordo com o autor...
E lembram-se de quando não havia telemóveis (pelo menos de forma tão banalizada como hoje)? As pessoas não estavam à distância de um toque... Lembram-se da ânsia e do desejo do que existia para que o telefone tocasse?
De Anti-Tm a 12 de Março de 2007 às 12:31
O Tm / Telef / whatever...tanto aproxima como afasta!
Se a aproximação é agradável, já o mesmo sentimento não se aplica ao afastamento. Passo a explicar o meu ponto-de-vista:
Quando a cobardia se apodera de "nós", é mais fácil usar este meio de comunicação...É mais fácil dizer não, quando não temos de encarar a outra parte.
Já estive (e ainda fico muitas vezes) refém do Tm. Quando se procura um trabalho, quando se procura uma companhia, etc.
Assim sendo, cara s.s.o.-s., permito-me concordar consigo (no aspecto de que "ele" é portador de boas notícias), mas também é um "instrumento do diabo", quando se trata de incentivar à cobardia!
Por mim, reduzo a utilização do dito aparelho ao mínimo estritamente necessário...Olhos-nos-olhos é que é!
Beijo p'rá Princesa e p'rá J
Cumps p'ró restante ppl
De Menhir a 12 de Março de 2007 às 13:53
Acho que o contexto tem também a ver com insegurança.
O risco de não voltar a tocar. A angústia da incerteza.
É também uma armadilha que apanha a apregoada independência dos tempos de hoje nas malhas dum sentimento.
s.s.o-s,
Quando o tipo escreveu aquilo ainda não havia telemóveis, só telefones fixos...
...e podemos também não atender.
...mas há sempre quem atenda como uma amiga que pergunta à outra:
- quando estás a fazer amor atendes o telefone?
- sim... se fôr o meu marido.
Bjs e Cmpt.
De Mrs. Jones a 12 de Março de 2007 às 14:03
Olá a todos.
Nesta concordo com a sim.sim.oh-sim.
Tadito do telefone, arguido de um processo que não é seu, bode espiatório dos males dos outros.
O telefone (tal como outras abençoadas invenções de comunicação à distância) substitui temporária - e mais ou menos eficazmente - o toque dos dedos, o cruzar dos olhares, a proximidade física.
Mas é apenas o espelho neutro das intenções e como qualquer bom espelho que se preze, só mostra o que está lá.
Não estando lá nada, o trim trim torna-se a mais perfeita das inutilidades.
No caso em apreço, é só mais um dos muitos modos de instrumentalização ao serviço dos jogos de domínio e submissão das relações afectivas. Mas para que funcione como objecto de poder, é preciso que alguém esteja disposto a aguardar sentado pacientemente ao seu lado.
«The receiver can only follow», uma ova. Pode-se sempre dizer: desculpe, foi engano.
Bjs
De Profunda a 12 de Março de 2007 às 15:23
Parece-me que esse Alain de Botton é mais um adepto do BDSM!! não querem lá ver o rapaz! não é que se submete ao jugo de um telefone!!! "answer when called"??? Será que o pikeno não tem dedinho suficiente para ... digitar? hum... típico helvético, neutro... :D
Cumprimentos
De Teresa a 12 de Março de 2007 às 20:48
Verdade, verdadinha... Quer custe a admitir, ou nao...
Beijinhos, se me permite, Cara princesa.. (venia)
Espero que se encontre bem...:)
De João Ratão a 12 de Março de 2007 às 16:25
Excelentíssima Princesa Altezíssima!!!!
Q aconteceu ao 2º comment q estava aqui?
Pq razão o expulsou dos V. Altezíssimos aposentos?
Eu, sim eu, q até já fui censurado num fórum por defender o blog e o livro d V. Alteza, escrevi +/- assim:
Alain de Botton, escreveu "Essays in Love" em 1993, n1 tempo em q a internet era rudimentar. Hoje, com ADSL tudo s alterou e a Net substituíu o telefone, tornando-se o veículo do namoro virtual por excelência. Até níveis de paixões platónicas.
Numa aproximação ao real, o telefone retoma algum do seu estatuto anterior, até ao contacto físico. E aqui, acontece a decepção ou a obsessão. Obsessão, no caso das paixões impossíveis ou pouco práticas...
Agora altezíssima, edite isto do seu castelo.
Prometo que na próxima noite de frio, usarei o seu livrinho para acender a lareira.
Cumps,
De
sissi a 12 de Março de 2007 às 17:23
Caro Ratão,
não foi por minha mão, certamente, que o comment despareceu. Desculpo-me pelo sistema, esse malandro, que não me obedece. A realeza não lhe diz nada. Manias.
cumps
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