Quarta-feira, 20 de Dezembro de 2006
«Gosto» do Natal...
Gosto muito do Natal. Gosto das prendas, caríssimas, compradas à última da hora e apenas porque sim. Gosto de bacalhau, borrego e bolo-rei. Adoro ter que rever familiares de sangue e não de coração, apenas porque Jesus nasceu nesse dia. Exulto com as mensagens que me entopem o telefone, nada personalizadas, cuja proveniência desconheço. Gosto ainda da caridadezinha que se pratica nestas alturas, como se as pessoas infelizes o fossem apenas nesta quadra festiva. Deliro com as mensagens de paz e amor, vindas de bocas inócuas e corações vazios. Choro de alegria com os Jantares de Natal e Amigos Secretos, que servem apenas para descarregar frustrações refervidas acumuladas ao longo do ano. Adoro receber presentes iguais todos os anos, adquiridos sem sinapse ou intenção. Gosto das filas, bichas, enchentes e da meia-noite. Adoro que façamos listas de desejos ao Pai Natal, quando nós próprios não estamos dispostos a fazer nada por elas.
O Natal, salvo algumas excepções, é um campo de batalha familiar. Deve ser por isso que lhe chamam a Festa da Família...
Gosto de «gostar» do Natal.
Boa tarde Sissi,
Nem mais... este seu post ilustra bem o espirito natalício congénito da especíe humana. Fomos habituados a gostar do Natal, assim como gostamos daquela tia-avó caquética que teima em deixar-nos com a cabeça em água. Faz parte da nossa existência todos os condicionalismos para vivermos em sociedade, hipócrita é verdade, mas a única que temos...
De Daniela a 20 de Dezembro de 2006 às 14:38
O Natal devia ser uma época calma e relaxante mas em vez disso andamos numa correria desenfriada porque falta sempre um ultimo presente.Depois chegada a hora da seia volta a confusão volta com tachos e panelas por todo o lado,os doces a fazer caretas aos mais gulosos como eu .Depois a hora das prendas ,confusão total.E no dia seguinte toca a levantar cedo pra preparar o almoço para mais 150 pessoas .Começo a ficar um bocado farta mas no fim e em jeito de conclusão Ainda adoro o Natal.
De Geordie a 20 de Dezembro de 2006 às 14:30
Enfim, as coisas são o que fazemos delas.
De
Floribela a 21 de Dezembro de 2006 às 12:35
Bem lá tenho de animar as hostes que a Sissi não se zanga comigo pela certa, espero eu já que estamos na época da BOA BONTADE!!!
- Marquês DE Meirelles: Vai até à janela tira o tricórnio real e vai ver se neva okie!
- Lulu: Palavrões são linguagem corrente em Portugal, sabias? Eu cá por mim até digo 16 por palavra, tenho boca para isso darlingue!
- Zeca: Se estás à espera de comentários a agradecer as tuas palavras puxa o banquinho e senta o cuzinho, okie. Seriedade e humor não se metem em lado nenhum pá, devem é fazer parte da vidinha e mais nada.
- Cláudia: Bonitas palavras linda. Grande Quissi para ti.
bem Querida Sissi já destilei um benenozito e bou boltar para a banca a ber se bendo mais alguma coisita. Muitos Quisses para Ti Princesa.
De nelson anjos a 22 de Dezembro de 2006 às 06:16
Nunca tinha aqui botado faladura. Mas... com essa de que "o natal é um campo de batalha familiar" não pude mais conter o meu silêncio: é brilhante!
Já agora aproveito para acrescentar, que não sei de que é que gosto menos: se do natal, se da instituição familiar!
nelson
De Andrómeda a 21 de Dezembro de 2006 às 11:14
Bom dia a todos os seres do reino.
Concordo plenamente quando afirmam que esta é uma quadra em que existe muita hipócrisia e consumismo. Mas a culpa é de todos nós que continuamos a alimentar todos os valores errados do Natal e nos esquecemos do verdadeiro significado do Natal.
Na minha família juntamos apenas os membros mais chegados e que conviveram connosco o ano inteiro. (Não concordo com os glutões que vêem nas épocas festivas uma oportunidade de se empanturrarem à custa daqueles que lhe foram indiferentes ao longo de 12 meses.)
Juntamos a matriárca da família com os seus respeitáveis 93 anos (a minha querida avó), os meus pais, as filhas (eu e as minhas manas), os respectivos maridos e, os reis da festa, os nossos filhos. Porque é para eles que é o Natal. A magia da árvore, do presépio, das prendas (apenas para as crianças) debaixo da árvore que desaparecem ao final da noite e depois voltam com um pai Natal improvisado (que todos eles reconhecem mas todos os anos adoram), isso sim, é para mim o Natal. Não é uma noite por ano que vai alterar a maneira egoista e egocêntrica com que nós seres humanos encaramos o dia a dia ao longo do ano. Mas pelo menos dá às nossas crianças uma noite de magia em familia, uma noite em que eles podem ficar acordados juntamente com os crescidos.
Por isso, pelo brilho nos olhos do meu filho a olhar para os presentes, eu adoro o Natal.
Feliz Natal a todos e um ano novo cheio de felicidade, alegria, muita saúde e porque não com um pouco mais de orçamento familiar.
De quixote a 21 de Dezembro de 2006 às 10:26
eu antes também era assim: mentia com quantos dentes tinha!!
De
Floribela a 21 de Dezembro de 2006 às 09:50
Mizezinha Darlingue,
Contra aquilo que prometi à Sissi vais levar comigo que até andas de lado, topas ou ressabiada. Para começar ó otária de galochas eu cá por mim escrevo porque gosto e não tenho os olhos em bico ó sonsinha embrulhda em papel pardo.
E para terminar que merda como tu anda para ai aos montes, não anda aqui ninguém a angariar clientes para lado nenhum, porque que eu saiba casa nem as casas de alterne fazem dessas, eles entram e depois cagam-se todos é na saida, não só pelas contas mas depois pelas broncas.
Por isso minha filha vai mas é levar onde gostas, se é que gostas, de quem gostas se alguém tiver pachorra para levar contigo e se não conseguires enfia o toco lá na gruta e xia que nem uma rena atrasada nas entregas de presentes, topas.
Quisses Minha Princesa, e desculpa mas broncas não entram cá na boca da Florzinha.
Natal é quando um homem quiser...
(E a mulher deixar!)
A todas as gajas desta cena, Vénus deseja boas festas (em todos os sentidos).
http://venusexaminaomeucoracao.blogspot.com
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