Terça-feira, 21 de Novembro de 2006
Singles
Se pudesse dar um cognome a Lisboa, e dentre todos os atributos que a cidade encerra, há um epíteto que me vem logo à cabeça: casada.
Ao contrário de Londres, onde se vive com a liberdade que só as grandes metrópoles permitem, Lisboa, qual casulo de bicho-da-seda, está pejada de casais. De volta ao burgo, reparo que homens e mulheres encontram nessa finisterra de entendimento substrato e adubo para a sua própria vivência.
Parece que o celibato está fora de moda. Parece mesmo que ser-se solteiro em Lisboa é como pertencer a um grupo separatista, verdadeiros braços armados da revolução conjugal. De outra forma não se entende a necessidade de acasalar por acasalar e, uma vez aí chegados, não rumar a Sul quando o Inverno chega.
Os casais dominam a cena social. Como se o número dois fosse mais apelativo que o um e os ímpios solteiros fossem menos dignos de luz que os outros. O tempo dos amigos altera-se a partir do momento em que um significant other invade as suas vidas e os convites para jantar lá em casa passam a ser beneplácito do socialmente aceite. Afinal de contas, quem é que vai querer ser confrontado com a aparente liberdade de um homem solteiro? Ou com a suposta leveza de vida de uma celibatária que é, verdadeiramente dona do seu tempo?
Não se trata aqui de apregoar uma ou outra condição. Cada um com a sua. Mas o apagamento da reflexão e escolha individual, verdadeira fonte de evolução humana, em detrimento de uma vivência que apenas permite a escolha em casal é, ironicamente, o principal factor de ruína dessa instituição. Pensar EM conjunto será sempre diferente de pensar PARA o conjunto.
Vidas.
De
Abigail a 24 de Janeiro de 2007 às 10:54
Readed
Know most of the rooms of thy native country before thou goest over the threshold thereof
De
Mário a 24 de Janeiro de 2007 às 05:55
O casamento é a união de um homem e uma mulher inseguros, que procuram na exclusividade constituida refugio para a falta de imaginação.
Marinho Guzman- Brasil
De Regi a 22 de Novembro de 2006 às 20:43
Owner of a lonely heart,is much better than owner of a broken heart..
Bjos
De Fragmentada a 22 de Novembro de 2006 às 21:15
Perdoem-me se faço comentário descontextualizado ou que não se refere às intenções com os post's anteriores foram escritos mas, para mim, falar acerca da outra metade da laranja implica esperar ou procurar por alguém que nos completa e nos faz feliz. Pessoalmente, acho que a pessoa que me faz feliz sou eu mesma. Colocar todo este peso e expectativas numa relação é meio caminho andado para o fracasso. As relações são boas, ser parte de um casal também. Mas não é tudo. E ninguém pode ser parte de um casal feliz se, logo à partida não se sente bem na sua pele.
De brites a 22 de Novembro de 2006 às 20:03
Obrigada, Framboesa, não fazia ideia. Soa muito bem... :)
De 13@ a 22 de Novembro de 2006 às 19:18
Ratinho, como tudo haverá quem goste e haverá quem não goste..
Agora vou-me ausentar para ir apanhar uma carga de nervos com o meu Sporting!
Fiquem bem e não se esqueçam de lutar pela Paz!!!
De Framboesa a 22 de Novembro de 2006 às 18:26
informação: media naranja é cara metade em español! Besos
Meus caros, a paz parte do interior de cada um de nós, é tão simples quanto isso.
13@,
Sua atrevida :)
Mas vamos lá trabalhar para o orgasmo global, causa tão nobre... mas já agora podiamos prolongar o acto, dia 23, 24, 25... e por aí em diante! Paz, paz, paz, no mundo claro :P
De 13@ a 22 de Novembro de 2006 às 19:06
Conde De Ratão, nobre é o facto de te teres disponibilizado para tantos dias..lol, eu sabia que podia contar contigo.
Já estou como a Observadora..Lutaremos até que a "voz" nos doa...isto se os "rinzes" não doerem primeiro...
It´s You...acho que a luta pela paz pode ser a 2 mas também pode ser uma coisa individual, o que é importante é que o propósito seja atingido.. ;-)
Este paz, paz, paz não soa lá muito bem.. ups
Mas por falar nisso, as mulheres gostam de levar palmadas no rabo no durante o acto? Ainda não percebi se sim ou se não!
A mim não me dá prazer nenhum em dar sapatadas no rabo, mas isso sou eu..
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