Quinta-feira, 19 de Outubro de 2006
Mão Amiga
Eu acho alguma piada aos mitos urbanos e frases feitas. Como faço parte da tribo do verbo ir, o meu chavão favorito é «se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai à montanha». E a minha mentira favorita tem duas palavrinhas apenas: orgasmo vaginal. De que forma estes dois conceitos se ligam? Simples. Sigam-me.
Desde tenra idade percebi que no complexo aparelho reprodutor feminino há um sininho que anuncia a missa. Chama-se clitóris e é um dos mistérios mais intrincados e difíceis de explicar. Os gajos não fazem ideia onde fica porque não nasceram com GPS e as gajas, danadas pela falta das placas indicadores no DNA masculino, ficam quedas e mudas e não abrem o bico. Como sabem, é da necessidade de uns e outros em explicar os próprios desencontros que nasceu o mito urbano do orgasmo vaginal. E das duas uma: ou sou eu que sou estranha ou anda meio mundo a enganar outro meio. Porque toda a gente sabe que se não houver o bailado da fricção do clitóris numa qualquer zona do homem, não há gemido nem passarinho verde. E não é que seja obrigatório, mas é, sem dúvida, muito melhor.
Ora eu, que sou uma Princesa prática e não gosto de deixar passar uma foda sem orgasmo, adoptei o método da Mão Amiga, ou seja, se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai à montanha. Se o gajo não me toca o sininho, recorro à mão amiga, que sempre fui boa em trabalhos manuais.
Há grelame que tem orgasmos para dar e vender. Outras, como eu, mais contidas, são um pouco como aquelas cartas que chegam ao destinatário sem recorrer ao correio. Vão por mão própria. Assim é a natureza da maioria dos orgasmos reais.
Ai e que bons que são...
Por falar nisso...com licença.
De Francoatirador a 29 de Outubro de 2006 às 13:25
Para a Sissi, "GOSTEI DO QUE LI"
Para os inúmeros comentadores "BAHHH!!!:::TANTA IGNORÂNCIA"
De Anónimo a 29 de Outubro de 2006 às 13:29
again?
De uma gaja a 12 de Novembro de 2006 às 01:50
lamento discordar com a cara princesa e com a maior parte dos seus súbditos..
.. mas o orgasmo vaginal existe SIM! garanto.o eu, q jah tive muitos sem tocar (ou ser tocada) no sininho. mas nao foi, obviamente, num one night stand.. penso q eh preciso aquela intimidade e confiança de uma relaçao de algum tempo, em q jah se conhecem os corpos um do outro. eh possivel, sim, mas depois de muita exploração, muito treino, muitas horinhas de suor! mas foi um prazer (:
ass.: uma gaja
De Bock a 19 de Outubro de 2006 às 15:44
Definitivamente, um bom sinal.
De desenrascanço e espírito prático, e de colocação em prática do famoso (e desejável) brocardo que parece cada vez mais reger a vida da Shôra Dona Alteza, a saber: sol na eira e chuva no nabal. Ou, mais vale ter uma mão na pássara que duas a voar... ou coisa que o valha...
De
NunoV a 19 de Outubro de 2006 às 15:48
Apesar de não concordar com tudo, achos os textos deliciosos! E parabéns pelo livro!
De
sissi a 19 de Outubro de 2006 às 15:51
Xôr Bock,
quanto à eira e ao nabal, terei denotado uma certa inveja, saudável claro, nas suas palavras...hein?
cumps
Estimado Nuno,
obrigada pela simpatia. Volte sempre!
cumps
De Mike Alhau a 19 de Outubro de 2006 às 15:51
A parte final não foi totalmente original...de qq forma acho k tens um pouco de azar com os parceiros.
De Bock a 19 de Outubro de 2006 às 15:59
Shora Altez(íssim)a, o sol na eira e a chuva no nabal, se não são a aspiração de qualquer gajo ou gaja que se prezem, deveria ser.
Logo, é natural que se há quem o consegue, isso desperte uma pontinha inveja. e sim, saudável.
Fico muito feliz por quem o consegue. Mesmo.
E agora vou ali ver uma gaja gira.
De Sofi a 19 de Outubro de 2006 às 16:09
Então e...
Bolas, é só a mim ou o bom do sexo anal também faz ver estrelas????
A mim, pelo menos...
De Alfinete de peito a 19 de Outubro de 2006 às 16:25
Cara Sofi... tenho que te apresentar o arquitecto.
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