Segunda-feira, 18 de Setembro de 2006
Com força e até ao fundo
O sexo é uma arte que todos gostaríamos de dominar. Mas como em todas as formas de arte, há quem a entenda e quem lhe passe ao lado. Na foda passa-se a mesmíssima coisa. Há quem aceite o conceito inscrito na sua génese e quem levante moinhos de vento. Ou seja, há os que percebem a dinâmica sexual propriamente dita, um entra e sai tão simples como inspirar e expirar, e outros que insistem em reinventar a roda.
Se há coisa que me arrepia os pêlos do cu, se os tivesse, é aquele tipo de gajo que acha que foder tem apenas um caminho: o que entra. E uma intensidade: a força. E um destino: bater no fundo. Não há nada mais exasperante para uma mulher que perceber que se não tiver cuidado, em vez de uma foda bem dada lhe vão fazer uma extracção das amígdalas, tal é a força (e o total desconhecimento) com que o macho a penetra. Pior: penetra e lá fica, a hibernar, mexendo o quadril como se a piça fosse uma broca gigante que perfura, perfura, perfura o interior da mulher, qual garimpeiro em busca do ouro. O que interessa é que seja com força e até ao fundo. São homens em missão, obviamente solitária, que, julgo, nascer daquele mito masculino do «todo lá dentro da querida».
Esqueçam os lábios vaginais, as zonas sensíveis que aí existem facilmente estimuladas pela passagem do falo, obliterem o clitóris, obnubilem tudo isso. Para certo tipo de homens, enfiar é a palavra de ordem. Eu até percebo que o sexo possa sufocar com tantas exigências, especialmente no plano do desempenho e da esperada eficácia, mas bolas, por Toutatis!, que raio de fixação! É uma espécie de foda à coelho, um lapin despropositado, um bailado desconexado numa caixa velocidades com apenas uma mudança: a quinta.
Caríssimos machames, não sejam apressados. Perfilem-se na pole position e dêem as voltas de aquecimento necessárias. Usem a dita caixa de velocidades de todas formas possíveis e sejam indulgentes com as várias combinações que ela vos permite.
E já agora, quando sentirem a vossa piça embater na parede, se calhar é porque a pista acaba ali…
Fiz-me entender queridos?
Claro que fiz…
De
Joshua a 17 de Dezembro de 2006 às 07:41
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Poetry is to hold judgment on your soul
De
Duke a 18 de Setembro de 2006 às 10:45
Pois é Princesa:acredito que haja mulheres (e homens) para todos os gostos!Eu defendo que deve ser tudo na medida certa, verificando as reacções e indo de encontro às mesmas! Se assim não for, parece-me que, acima de tudo, haverá uma grande ignorância da parte do casal!Mas nessas ocasiões a mulher tb pode ter um papel importante a desempenhar, não acha?
De
sissi a 18 de Setembro de 2006 às 10:46
Estimado Duke,
obviamente q sim. Já aqui escrevi muito sobre o papel da mulher nesta questão.
cumps
De Anonimo a 18 de Setembro de 2006 às 11:05
E talvez às senhoras caiba não se limitarem a abrir as pernas...
De
sissi a 18 de Setembro de 2006 às 11:12
estimado anónimo,
não me leve a mal, mas se verificar posts anteriores poderá ler o que penso a respeito.
cumps
concordo. o pior é que com tanto entra e sai os mais sensíveis arriscam uma ejaculação precoce...
De Anónimo a 18 de Setembro de 2006 às 12:14
Até para podar roseiras se pede talento...
Como alguém já disse, só coisas que chateiam e aborrecem! Ou serão antes coisas que maçam e apoquentam?
Simpatias em Belize, ou em qualquer outra bolha de igual qualidade...
De
sissi a 18 de Setembro de 2006 às 12:18
Estimado wolf,
n seja pessimista...:-)
cumps
Carissimo,
finalmente a verve naquele quadrado preto...e que verve...
cumps
Há posições e posições. A receita é elementar: ponham-se numa boa posição e troquem sexo por afecto.
Quem sabe, sabe.
Não é?
it's the nature of the game
verve?
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