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cenas de gaja

19
Jul06

Sissi de Suza

sissi
Estou apaixonada pelo meu país.

Qual amante velhaco, ele puxa-me para si com o calor de magma e abandona-me quando me sente rendida. Pisca-me o olho, sabido, atraindo-me de novo, e quando me vejo a aquecer o ninho diz-me que é hora de voar outra vez.

Eu, qual amante dorida com memória de tempos bons, penduro-me nela e balanço entre cá e lá. Que fazer? Prostro-me novamente aos seus pés ou recosto-me nos braços do novo amante, segura de uma existência mais pacífica? No regaço do novo interesse, a vida corre mais lesta. O nosso amor não exulta mas também não dói. Não arde mas, ainda assim, aquece.

O meu país é como um baú cheio de tesouros mas com fundo falso. Quando o abrimos reluz. Quando lhe tocamos perde força e substância. Assim sendo, como poderei considerar a hipótese de trocar a luz interior, a verdadeira, do novo amante pelo artifício de luz do amante velhaco?
Simples. Foi a única que sempre conhecemos.

O encantamento é um estado perigoso. Por isso ainda não é altura de voltar.

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