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cenas de gaja

09
Jul06

Non è vero ma... è benne trovato

sissi
Desde há umas décadas a esta parte que a Itália deixou de ser um país e se tornou uma marca. Se nós, portugueses, ainda vivemos à sombra dos Descobrimentos, os italianos ainda festejam a FIAT. Como nação, são fracotes. Como marca, são imbatíveis. Hoje a sua cotação atingiu os máximos olímpicos.

A existência da nação italiana assenta no estilo e na fama que a precede. Os transalpinos são conhecidos pela boa comida, pelo som da sua língua e pelos exemplares sem mácula da raça humana. Quem é que se lembra do Renascimento? Ou do Felinni? Da Duomo? Népias. Isso são coisas que ficam, eventualmente, na nossa nuca. Na retina fica o folclore que alimenta a Itália, os mitos urbanos, o que é a nossa percepção da grande nação italiana. Ficam os amantes latinos, as mulheres bonitas, a Sardenha do Il Postino de Neruda, as Vespas, as pizzas, a FIAT e, obviamente, a Camorra. Mas até a Máfia tem estilo em Itália!!

A Itália é o exemplo acabado que as marcas são as entidades que mais dinheiro geram nos dias estranhos que vivemos. Conseguiram sobreviver a sucessivos governos desmantelados e sem força, a uma crise económica sem precedentes, a um primeiro-ministro déspota, ridículo e incompetente, e responderam à maior crise de sempre no seu futebol com a vitória no Campeonato do Mundo. Os anos vindouros mostrarão os dividendos deste resultado.

Não conheço nenhum outro caso na Europa de um país que se movimente à sombra das conquistas passadas, verdadeiros mausoléus factuais, continuando a fazer delas as suas maiores riquezas. É nelas que a Itália se equilibra. Como aqueles cantores que têm apenas uma canção de sucesso mas que fazem milhões durante a vida inteira à custa dos respectivos direito de autor.

Obviamente que olhando para eles, ninguém os diz decadentes. No que toca ao parecer, não há quem os bata. Os homens são, regra geral, bonitos, charmosos, galanteadores. A beleza das mulheres é um dogma. Conteúdo, nenhum. But who cares...?

São uma nação bonita. E assim de repente é o que se me apraz dizer... Ainda assim, será que Portugal poderá fazer um benchmark...?

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