Quarta-feira, 17 de Maio de 2006
Do Refinamento
Um dos maiores ensinamentos que a Rainha-Mãe deu a esta princesa foi que tudo o que se faz, pensa ou diz, tem que ser feito com classe, garbo, rigor e estilo próprio. Tenho imagens fortes da minha mãe, uma Senhora, a provar os fatos feitos por medida na modista da Av. de Roma e de me questionar porque raio se havia ali tantas lojas teria ela que inventar novos moldes e padrões?
Tinha seis anos. Nessa altura queria era jogar à bola na rua enquanto fazia ballet no Colégio. Não tinha a mais pálida ideia do que era ser uma Senhora como a minha mãe. Ainda hoje não sei, provavelmente não saberei nunca.
Dei por mim a pensar nestas questões quando matutava sobre um certo macho que ando a deglutir. Nada de mais, é um amuse bouche. Porém, questionava-me sobre o que me faz continuar a prová-lo sabendo que não é inteiramente satisfatório. Várias sinapses depois descobri. O homem é um gentleman, como vi poucos até hoje, e trata-me como uma princesa. Das verdadeiras.
E perguntava-me uma aia da Corte: mas isso para ti é importante?
É. É pois! A envolvente do macho é importante. Não falo do dinheiro, que eu sou tudo menos money oriented, mas um tipo refinado tem sobre mim um fascínio incrível. Refinado nos modos e sobretudo no pensamento. E assim é este espécime.
Vejamos. Convida-me para jantar lá em casa. Cozinha um salmão no forno com especiarias que ele próprio comprou num mercado longínquo perdido na Índia. Enquanto jantamos, falamos de livros, de autores, de viagens, mas também de coisas mundanas, do futebol, de alguns programas de Tv, dos amigos comuns, dos respectivos trabalhos. A sobremesa vem a seguir e ele prepara-me o melhor Tiramusu que alguma vez entrou em contacto com as minhas papilas gustativas. Para digerir, um Armagnac. A música, Nicola Conte ou umas milongas argentinas. A erva, da melhor qualidade.
No dia seguinte, o mesmo ritual. Pequeno-almoço na cama. Sumo de laranja acabado de espremer. Croissants quentinhos com Creme de Leche. Piéce de Resistence: jamaican Blue Coffee, um dos melhores cafés do mundo. O jornal também não falta. Trouxe-me aquele que costumo ler, que é diferente do que ele lê. A tarde é passada na leitura e na escrita enquanto ouvimos música. O silêncio pode ser de ouro mas a capacidade de estar em silêncio é, certamente, de platina.
Posto isto, volto a questionar-me: a envolvente de um homem é importante?
Para mim, sem dúvida. Ou como diria a minha mãe: para quê comprar três camisolas na Zara se podes ter uma da Burberry's?
Será?
De
cb a 19 de Maio de 2006 às 13:55
Mas esta discussão traz nos o Lord of La Palice de volta no seu imenso ser. Toda a gente gostas de ser tratado como um principe ou princesa. Eu pelo menos o exijo. Mas o q realmente me questiono são os casos das mulheres e homens q gostam de ser maltratadas. Um dos misterios da mente...
De Intruso a 19 de Maio de 2006 às 19:53
Desculpem..mas desviaram-se da questão ; com tantas qualidades, porque razão terá sido relegado para um mero " amuse bouche ", "não inteiramente satisfatório" ?...
Cumprimentos...
errr.. Just came by to greet you my dearest one. Kiss.
De
River a 19 de Maio de 2006 às 10:43
Minha Alteza "mai boa", passei de fugida só para deixar uma beijoca...
(Com a m*** da formação não há tempo para mais!)
E aproveito para dizer, em relação ao post... Eu tenho um lado Kitsch, embora "domine" a Vogue! E gosto de ser assim!!! :)
Um abraço com Muuuuuuuuuuuuuitas Saudades!
De Cláudia a 19 de Maio de 2006 às 11:00
Sissi,
Definitivamente, mais vale 1 camisola Burberys do q cinco da Zara.
Esta foi uma das coisas que também aprendi com a minha mãezinha.
E um homem interessa muito mais pela envolvente do que pela performance.
Quantas vezes já acordamos ao lado de tipos muita feios mas que, por algum motivo (e não foi o alcool em excesso) nos seduziram, seja com salmões no forno, histórias de viajens ou miminhos e delicadezas a que não estamos habituadas.
De
joao a 18 de Maio de 2006 às 13:52
E agora, pensado melhor, por acaso até é uma marca que não me diz muito... o cavaleiro com a lança... naaa...
Mas por outro lado o capitão Ronald Amundsen vestia a marca qunda chegou ao pólo em 1911, tem de ser material de qualidade
De Explícito a 18 de Maio de 2006 às 20:17
Caríssima Bourgoise,
Era uma provocação...
Com muito atraso, regresso. Sobre os posts, o mais interessante foi aquele que cersava sobre a Net. Surpreendentemente, ou talvez não, foi aquele que recolheu menos participações.
Há outros post's de sua senhoria, que antes de uma "confissão", me parecem pretender provocar reacções. Poucos perceberam. Foi isso que entendi... Interpretação livre e pessoal.
Sobre a opção entre "Zara" e "Burberry’s", actualmente a diferença reside somente no Marketing, e no mercado que se pretende atingir. O centros de produção são os mesmos: países de mão-de-obra barata. Ambas ganham borbotos. Uma é mais cara que a outra. Contudo, a mais barata é também a mais rentável. Nem tudo é claro...
Peço que dê uma vista no seu mail.
Cumprimentos
De Sandra a 18 de Maio de 2006 às 21:07
De facto, "gentlemen always". Só é pena que os espécimes dessa raça não abundem e talvez seja pela raridade deles que depois ficamos habituadas a esses "maus" vícios... ;)
humm...'the plot thickens again!' Understood! :D
Cumps** (Get him to the tanning parlour loool)
De
sissi a 18 de Maio de 2006 às 09:24
My Kind,
LOLOLOL!
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