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cenas de gaja

24
Abr06

Entropias

sissi
Ainda a propósito do post de ontem, e para começo de conversa, apraz-me dizer o seguinte:
Há homens que fazem maus minetes e mulheres que não se manifestam.
Parto daqui porque me parece importante e ilustra na perfeição a falta de um elemento fundamental em tudo na vida, e principalmente no sexo: comunicação.

Acredito profundamente que sem comunicação o sexo é apenas um conjunto, muitas vezes desconexo, de actos mecanizados. De resto ter sexo é, primordialmente, comunicar o desejo pelo desejo de outrém. É estar em contacto, enviar sinais, receber feedback. Comunicar, portanto. Até aqui tudo bem. Quando os corpos se conhecem e se apetecem os caminhos inspiram menos dúvidas. Há qualquer coisa de confortável e terrivelmente apaziguador em percorrer o corpo do nosso amor. Conhecemo-lo bem e sabemos o que o faz estremecer. Não conheço melhor sensação que aquela que nos faz apetecer o colo de alguém que ainda tem nele o cheiro do nosso corpo. Quando assim é não existem palavras que melhor ilustrem o torpor que o olhar transparente do desejo mal contido.
Mas enquanto não chegamos aí, como fazemos?
Desconheço outra forma de comunicar ao meu parceiro aquilo que gosto que não seja verbalizando. Quanto muito, posso pegar-lhe na mão e mostrar-lhe. E sorrir e dizer-lhe: É aqui...

Aliás, porque raio não eu hei-de eu fazer isto? Porque deverei sossegar o meu parceiro com mentiras piedosas? Se ele, porque não me conhece ou não está a prestar atenção, não consegue perceber o que me faz titilar, parece-me que, para bem dos dois, devo comunicar-lhe o facto e explicar como gosto de ser tocada. Tento fazê-lo, obviamente, com cuidado. Nestas ocasiões uma palavra mal colocada por causar mossa. Mas se depois do cuidado que julgo colocar nas palavras, para melhor nutrir a relação, o meu parceiro insiste em ficar ofendido, deverei sossegá-lo com o meu silêncio? Além disso, acho extraordinária a excitação que se cria quando as duas pessoas se descobrem nas palavras e as transformam em actos. È maravilhoso o afago das mãos ao ritmo das mesmas.

No sexo como em tudo o resto, a minha mente não é normalizada. Tento não me limitar a existir, mas a viver. Tento não apenas falar, mas conversar. Parece me justo que também queira ter bom sexo. Nem que para isso tenho que explicar como.

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