Enquanto Recupero das Festividades de Ontem e Não Consigo Abrir a Pestana Quanto Mais Pôr o Tico e o
De
Lisa a 22 de Setembro de 2005 às 14:43
Quanto à maternidade, a Alfredo da Costa é ali nas Picoas.
Agora a sério: não me espanta e não censuro quem tome a opção de ser mãe/pai a tempo inteiro, tal como não censuro quem opta por se dedicar inteiramente à carreira. Tem é que ser uma opção, e haver lugar à escolha livre e determinada pelo próprio, e não por circunstâncias de pressão social ou familiar. Em Portugal, e graças aos ordenados de miséria, é muito difícil para uma mãe/pai tomar tal opção. Mas devia ser possível.
Repare-se: pai ou mãe, não necessariamente mãe.
Pessoalmente posso adiantar que me seria impossível ser uma stay at home mom, acho que dava em maluca. O meu trabalho faz parte daquilo que sou, completa-me e significa para mim um campo de desenvolvimento pessoal que me recuso a abandonar. A maternidade ainda não me cruzou o caminho mas, já agora, e em vez de se polarizar a questão (ou se é mãe ou profissional) não era má ideia haver maior protecção à paternidade/maternidade de molde a que quem trabalha possa acompanhar melhor os rebentos. Eles - e em última instância, a sociedade - só têm a ganhar.
Desculpa o lençol, mas pediste a opinião, toma lá.
De
sissi a 22 de Setembro de 2005 às 15:21
Lisa,
só não desculpo o facto de não terem sido dois lençóis...
beijinhos!
De
Bock a 22 de Setembro de 2005 às 15:58
Epá, se ficassem a limpar o cu dos meninos ainda vá que não vá ...
É que vão a conventos e sítios desses à procura de gajas iletradas de países subdesenvolvidos e metem-nas a educar-lhes os filhos enquanto elas vão, como V/ licenºça, coçar o grelo defronte de uma Perrier e uma salada waldorf-astoria.
Cá para mim, e como a Lisa said, a escolha por uma só opção tem muito valor, seja ela qual for, embora confesse que uma apreciação mais emocional que racional me leva a dar mais valor a quem escolhe a maternidade.
se bem que depois, se não se põem a pau ficam umas chatas do caraças, só falam de crianças e de merdas de e para a casa...
Mas também, as que escolhem a carreira, depois também só sabem falar de trabalho...
Nah.
Cá para mim a virtude lies somewhere in between. e se iosso é impossível, a culpa é do sistema e a solução é só uma : emigração ou anarquia!!!!
De Anonymous a 22 de Setembro de 2005 às 17:29
Mas existe alguém aqui que consiga escrever 3 linhas de texto sem recorrer a Inglesismos?!!
De
Lisa a 22 de Setembro de 2005 às 22:39
Anónimo, môri, é anglicismo que se diz.
E no, me don't understand how to evitate talk english, thank you very nice.
(que me desculpe a senhora da casa, mas não resisti)
De
Bock a 22 de Setembro de 2005 às 23:52
Acho que estamos a sayar a mesma coisa, Lisa. ;)
E sim, acho que a virtude está no meio. Nem oito nem oitenta. que um filho ou uma carreira não apareçam porque não calhou ou não apeteceu, é uma coisa, outra é criar-se a convicção que são coisas incompatíveis.
não são.
Custa, e eu bem sei que vivi sempre com isso, como filho, e agora como pai. Custa e cansa e stressa, mas não é inconciliável...
De
sissi a 23 de Setembro de 2005 às 10:59
Caro Anónimo,
existe muita gente que consegue escrever três linhas, ou mais, sem «inglesismos»...sobretudo aqueles que não falam inglês...não é o caso aqui...domage...
Vivemos o tempo do pós-feminismo, em que em teoria o Estado providenciou sistemas que permitissem à mulher realizar-se e integrar-se igualitariamente na estrutura de emprego. No entanto os dados mostram que esta medidas ainda estão longe de produzirem resultados educacionais de base na sociedade. Dou o exemplo da Galloup este ano, em que anunciou que o rendimento médio das mulheres brancas amaericanas se encontravam já atrás do rendimento médio anual dos negros, hispânicos, asiáticos e claro, brancos. Ora isto mostra como a diferença intra-sexual é muito mais dramática e difícil de rectificar do que a diferença assimétrica intra-racial, afinal as mulheres brancas estão na América há pelo menos tantos anos como os homens brancos. Isot mostra que o pós-feminismo é uma fraude!!!!!!!
Em Portugal o caso repete-se. Dou o exemplo de uma amiga minha professora que não ficou colocada pelo 3 ano. Em vez de aceitar um emprego abaixo das suas qualificações está a pensar seriamente enveredar pela profissão "mãe", dado que o namorado (que ela detesta mas do qual até depende para carregar o telemóvel) tem uma profissão estável. Ora este tipo de escolha, sendo válido e permitindo teoricamente mais tempo com os filhos não se tem demonstrado saudável. O comportamento obsessivo-compulsivo nas mães desempregadas sobre-qualidficadas é 7 vezes superior ao das mães não desempregadas mesmo que as profissões não estejam de acordo com os seus estudos. ALém disso estas desperate housewifes são as maiores consumidores de anti-depressivos!!!
Claro que é uma prerrogativa que assiste ás mulheres, o direito de arranjar marido, casarem e terem filhos, mas ela é de todo contraditória com o movimento das mulheres para a igualdade no emprego e de oportunidades, pq as mulheres tÊm uma opção que não é acessível ao homem baseada nas regras sociais de distribuição desigualitária de rendimentos. Ou seja, quanto maior a diferença de oportunidades entre homens e mulheres mais mulheres sem acesso a empregos iguais aos homens e portanto mais mulheres em condições de preferirem a situação de abdicarem da situação de empregadas. Ou seja, é preciso trabalhar ao nível da reinvidicação no mercado de trabalho
; ))))
Fui claro minha Imperatriz?
De
sissi a 23 de Setembro de 2005 às 11:39
Crystal Clear! As usual!
De Anonymous a 23 de Setembro de 2005 às 12:10
...Feira de Vaidades...
Comentar post