Quinta-feira, 25 de Agosto de 2005
O meu chefe e eu
O meu chefe e eu temos uma relação estranha. Ele flirta comigo porque acha que eu me importo, eu sorrio para ele porque gosto de o ver flirtar mesmo sabendo que não me importo.
É estúpido, eu sei. Prerrogativa de gaja, talvez. Mas faço-o por todas as vezes que me troca as voltas no trabalho, por cada minuto a mais que, por incúria, me rouba à minha vida real (aquela que começa depois da hora do expediente), por todas as outras em que procuro avançar com trabalho e ele o estanca num leviano «agora não me apetece», pelas vezes que me pergunta se tenho amigas solteiras, pelas inúmeras situações em que me deixa a fazer o trabalho dele, para o ostentar, diante de outros, o fruto do SEU esforço. Por tudo isto, hei-de ostentar-lhe sempre o meu maior sorriso e mais delineado decote, sabendo que mesmo os postes de electricidade fariam as minhas sinapses hormonais correr mais rápido.
Até aqui eu vou. Agora, por Zeus!, coçar a tomatada durante minutos que parecem horas, enquanto me pergunta pelo Plano de Marketing, afastar os chatos da colhoada imberbe, enquanto «revê notas comigo», beliscar os colhões ao som de discursos meus sobre orçamentos inflacionados, ISSO já é abusar da minha complacência para com chavalitos a meio dos vintes, cujo sangue se confunde com a assinatura dos meus cheques de ordenado.
Vai coçar tomates pó caralho! (que é lá perto e tudo...)
argh...
De Fora-de-Lei a 25 de Agosto de 2005 às 22:32
"Por tudo isto, hei-de ostentar-lhe sempre o meu maior sorriso e mais delineado decote..."
Uma vez mais os decotes. Sempre os decotes... ;-))
L I N D O
o mundo dos chefes tem disto!
De
sissi a 26 de Agosto de 2005 às 09:25
Ó fora-de-lei, bom dia! Não acha que perante o claro e repetido abuso dos direitos das concidadãs (direitos aka não ser obrigadas a ver o chefe coçar os tomates), a gaja tem o direito de usar das armas que estão mais à mão? Quem é que disse que vale tudo no amor e na guerra? No meu caso vale quase tudo. Menos arrancar olhos!
Beijinhos!
De
Rosebud a 26 de Agosto de 2005 às 09:28
De
Rosebud a 26 de Agosto de 2005 às 09:29
E o primeiro prémio da Gala "Se-este-gajo-não-existisse-
tinha-de-ser-inventado-afinal-
marca-um-novo-limite-ao-ponto-
mais-baixo-a-que-um-gajo-barra-
um-chefe-pode-chegar" vai paaaaaaaaaaaaaaara..... (não desperdicemos o rufar dos tambores) o patrão da Sissi! (Não desperdicemos os aplausos)
Patsy Dear, terei de te parafrasear: argh...
De
sissi a 26 de Agosto de 2005 às 09:47
Chuif, chuif...já deito lágrimas reais...obrigada amigas...e ainda dizem que não há solidariedade feminina...o chefe chama-me...parece que que é para rever notas...arrrrrrrrrrggggggghhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!
BOM DIA!!!
De Anonymous a 26 de Agosto de 2005 às 09:55
Será que ninguem defende o direito universal de coçar a tomatada?????
De
sissi a 26 de Agosto de 2005 às 10:16
Caro Anónimo (nome original),
o direito a coçar a tomatada é legítimo, assim como o é o meu direito a não gostar de o ver na situação em que descrevo no post. Não é bonito, é constrangedor. Foleiríssimo...
De Fora-de-Lei a 26 de Agosto de 2005 às 10:32
sissi 9:25 AM
"Não acha que perante o claro e repetido abuso dos direitos das concidadãs... a gaja tem o direito de usar das armas que estão mais à mão ?"
Faça uma experiência: veja se o seu chefe coça os "tintins" mesmo quando a Sissi não aparece com decote. Depois faça-me um relatório do resultado do teste... ;-))
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