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cenas de gaja

08
Jun06

Pensamento da semana

sissi
Meus carissimos,

isto está que não se aguenta. Agora percebo os meus amigos que vivem, tal como eu, fora da sua pátria, que me mandavam foder (e eu ia...) quando lhes ligava a a vociferar «Então pá, não respondes aos mails caralho?!». Agora que finalmente arranjei um emprego decente percebo tudo. O cansaço, o significado da expressão «não tenho tempo», a taxa de suicídio, a taxa de alcoolismo, o número de casais que só tem sexo ao fim de semana, enfim, posso dizer, justamente, que atingi a maioridade expatriada. Sou uma mulher empregada, tal como a Rainha-Mãe sempre ambicionou.
Isto tudo para dizer que os posts têm sido menos e que estas duas semanas vou fazer de um tudo para continuar a postar, embora vocês, tal como eu, vão andar distraídos com o Mundial, mesmo os que não gostam da chincha que, ao menos, sempre têm desculpa para ir para a esplanada ver as pitas histéricas com as mamas aos saltos a gritar por Portugal quando nem sequer sabem distinguir um off side de um penalty. Ainda por cima, aqui estão uns loucos 27 graus, o que equivale aos vossos 35 tudo para mais, o que significa que eu já ando de havaianas e saínha leve. E depois o calor...sabem como é...
Para rematar, deixo-vos com o pensamento da semana, impregnado da costumeira profundidade a que já vos habituei:

«Um mau beijo pode esconder uma boa queca.»

Cumps a todos
04
Jun06

DST

sissi
Há coisas que são ditas, ideias veiculadas que são, não só, de uma tremenda injustica, como de uma estupidez e ignorância inomináveis. Associar Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) com comportamento sexual, fazendo a primeira depender exclusivamente da segunda, prova à saciedade que todas as campanhas de prevenção e infomação do mundo não batem o autismo e estupidez humanas.

Tenho como certo, por razões que extrapolam este post, que pessoas sexualmente activas, que frequentam um circuito sexual público ou privado, em casal ou individualmente, com o mesmo parceiro ou com vários, são as mais precavidas quanto às DST. São também as mais cuidadosas, testadas regularmente, e, logo, as mais fiáveis. A mesma razão que os leva a ter prazer, leva-os a tomar precauções. Ou seja, o que é bom não tem que acabar depressa, assim se cumpra o absolutamente necessário: o uso do preservativo.

Já privei com pessoas que participam activamente em orgias, swingers que gostam de variar e outras «combinações» e todos eles entendem que para que o sexo seja vivido com o máximo de prazer e segurança, não poderá pairar a nuvem das DST. Até aqui, estamos esclarecidos.

O que, verdadeiramente, me exaspera é que se tente atribuir a responsabilidade da propagação da doença apenas aos chamados grupos de risco e aos malandros, aos biltres, pécoras, bandalhos dos fodilhões que andam aí, com uns e com outros no deboche geral!!!

Nestas alturas ocorre-me sempre a imagem do cenário dantesco das casas de passe, os bordéis modernos mas com menos condições e glamour, onde os senhores se predispõe a pagar mais uns dobrões por uma noite de sexo desprotegido. Ocorre-me ainda, que esses senhores, no dédalo de relações legítimas e ilegítimas que criam, se predisponham sempre ao mesmo, e que no caso de terem contraído uma DST infectem toda a sua pipeline, incluíndo a incauta esposa, que aguarda em casa o marido, o qual, de tempos a tempos, a faz sentir mulher novamente encenando uma relação sexual. Sem preservativo...

Todos temos um passado. E todos também já fizémos sexo sem preservativo. A quem não o queira usar, mando-o foder. Com outra que não eu. E quando um dia me encontrar numa relação, espero que o meu parceiro seja testado, como eu o farei, e espero, sobretudo, que se decidir foder outra pessoa que não eu, que use preservativo.
Antes a dor de corno que a morte...
01
Jun06

Curriculum Sexuae

sissi
Ontem saí com macho novo. Macho actor, macho francês, comediante, na minha faixa etária, e giro, giro que se farta. Decidida que estava a não trocar fluídos com ele na primeira noite, deixei-me ir na conversa até roçar o limite do aborrecido. Chegada aí, e quase como que por osmose, o assunto que, tal como a Pasta Medicinal Couto, está na boca de toda a gente, foi jogado para cima da mesa pelo machame em questão, qual Full House numa roda de jogadores. Obviamente a coisa animou. E palavra puxa palavra, o macho abre o livro e conta-me a história de uma amiga que lhe confidencia ter feito um threesome. Conta ele que ia morrendo quando soube. E eu ia morrendo a seguir com a reacção...

«Mais non, tu compreends pas sissi, c'est la perversion ça! Il n'ya pas de limites! On vit dans un monde oú toute est possible! Les gens se respecte pas!»

E eu pensei: «Tanta beleza junta tinha de ter um catch...» Que rasteira... E ocorreu-me: qual é a relevância do CV Sexual de uma mulher?

É imensa. Mas, para variar, julgo que me encontro do outro lado do espelho. Porque penso que em quase tudo na vida, a experiência e conhecimento quase sempre levam ao fundo das questões, e esta temática não é excepção. Se uma mulher viver uma sexualidade saudável com uma líbido apurada, parece-me natural que as suas experiências sejam em maior número e diversidade que uma outra que viva com fantasmas e recalcamentos e tristezas que tais. E assim acontecendo, é mais provável, embora não líquido, que a primeira seja mais diligente no acto que a segunda. Ora, posto isto, porque é que ainda há tipos que se preocupam com o número de homens com que a parceira dormiu? Porque lhes há-de incomodar a razão daquele broche perfeito ou a disponibilidade da mulher para o sexo anal?

Eu percebo o receio da comparação. Bem vistas as coisas, quanto mais parceiros mais barómetros, e há homens para os quais tudo se resume ao tamanho da piça, e muitos ainda há por aí que preferem o conforto de uma queca menos satisfatória ao desafio e, porque nao, ao receio, que uma mulher madura provoca na cama.

A mim se me derem a escolher (yeah, right, a escolher....) entre um homem rodado e um menos experiente, respondo, acto contínuo, que prefiro aquele que me puder dar mais prazer. E com isto não falo apenas da capacidade física e técnica ou de endurance. Mas é certo que, não sendo totalmente desprovidos de massa cinzenta, e como em tudo o resto, fode-se melhor quanto mais se fode, embora desconheça os limites superiores da coisa...

Saber ouvir e conhecer o corpo da mulher e do homem é qualquer coisa que vem com o empirismo do acto. E assim sendo, porque raio é tão difícil aceitá-lo?

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