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cenas de gaja

14
Mai06

Post (bravamente) Alcoolizado

sissi
Algumas considerações sobre um sábado à noite:

1 - a Favela Chic é uma boa favela

2 - um homem que dança bem climatiza uma sala e fica bem em qualquer quarto

3 - os pretos são gajos que me dão uns calores acima da média

4 - os pretos a dançar são uma site for sore eyes

5 - misturar mojitos com cerveja dá vontade de fazer um nº 2

6 - um decote é um decote é um decote e a sua eficácia é universal

7 - os alcóol e as substâncias psicotrópicas são uma mistura explosiva que faz com que certas partes do
corpo fiquem algo agitadas

8 - Uma noite em que passa Faith No More seguido de Michael Jackson seguido de N.E.R.D seguido de
Marcelo D2, não é necessariamente uma má noite

9 - uma noite na Favela Chic afaga o ego grandemente

10 - já estive mais longe de me tornar uma alcoólica

Maneiras que é isto.
09
Mai06

A cereja no topo do bolo ou como é tão fácil agradar a uma princesa perambulante

sissi
A princesa caminha de volta a casa depois de mais uma prazerosa noite de copos nessa mini metróple que que é Camden Town. Ao chegar ao bairro burguês onde mora (uma vez princesa para sempre princesa...), quase esbarra com transeunte em bicicleta, que trava quase in extremis a seus pés.

Sissi - (sorrindo um sorriso bêbado) - sorry, didn´t see you.

transeunte em bicicleta - no worries...I wouldn´t run over you, you´re far to sexy for that...

sissi - (continuando a sorrir) thank you...


PS - é difícil agradar a uma gaja, caralho? Não, pá. Não é. Chiste bem jogado e fui toda contente pra casa...Tem alguma coisa que saber...?
09
Mai06

A Net é uma coisa bonita...

sissi
Da minha boquinha santa nunca sairão frases tão profanas como «o que conta é o interior». Porém, quanto mais o tempo passa e as minha vida se enriquece de experiências às quais me dedico com inominável fervor, mais se desenvolve em mim a ideia que o chamado «interior» é o que nos distingue uns dos outros enquanto pessoas e é, quanto a mim, o que faz despoletar o meu interesse ou desinteresse pela caça.

Claro que agora de repente até parecia que La Palisse estava entre nós na sua enorme ubiquidade que o obriga a estar em vários quadrantes, mas dei por mim a pensar nisto enquanto me questionava com igual força sobre porque razão uns mails trocados com alguém que não conheço me fazem ruborescer de desejo e empurram para os braços, sempre abertos e disponíveis, do meu vibrador?

Estava eu no Palácio Real, na varanda, a roubar os últimos raios de sol do dia, quando irrompe pelo meu mail missiva de novo macho. «Olaré! Que é isto», pensei, enquanto a net teimava em preguiçar, «não conheço este mail»... Era um rapazola que tinha vindo aqui e gostava de trocar umas ideias comigo sobre alguns temas. Como sabem, meus caros, eu sou uma Princesa solícita. Não resisto a apelo bem escrito e inteligente. Além disso, ainda não desisti de ser a Dr. Ruth portuguesa, mas em bom, claro, e rapidamente acedi em responder às questões colocadas, tudo em prol do bom nome deste Reino, obviamente.

A coisa desenvolveu-se. Os mails sucediam-se. Já me sentia a Meg Ryan no «You've Got Mail», mas com um corte de cabelo melhor, e de cada vez que a janela de pop up do hotmail saltava inopinadamente do canto do meu ecrã, eu sentia um frisson booommmm que começava a percorrer-me os estreitos... Mais do que o que estava dito, era o não dito que me agradava. O jogo, que começou por ser de palavras, passou para intenções e quase resvalava para a promessa do «melhor sexo da tua vida», não fosse a frase ser foleira e encerrar em si mesma um ónus da prova que não queria reclamar para mim.

O que é engraçado nestes mails é que aqui ninguém está preocupado com a sua condição, seja ela qual for. A net é um bicho perverso. Tem um lado libertador, que permite criar personas e soltar fantastmas, e, paradoxalmente, prender-nos a eles. Chama-se a isto morrer da cura...porque desabituar o corpo e o espírito desta dose diária de comoção é difícil e nunca é desejável. Quem é que quer viver sempre, a todas as horas do dia, em todos os dias do ano, e todos os anos da sua vida, o seu próprio Eu? Arrisco-me a dizer ninguém...por isso nunca somos só isto ou aquilo. Somos uma série de coisas diferentes em situações diferentes, com uma matriz comum, é certo, mas com contornos diferentes sempre.

Os mails que troquei tinham essa finalidade. É um jogo perigoso. Mas quando bem jogado, é das melhores sensações que conheço. É ter sexo sem o toque, é achar o Ponto G sem nunca nos termos despido, é despirmo-nos sem nunca tiramos a roupa.

Let the Games begin...
(said the princess, with a smile full of lust...)
05
Mai06

Adoro

sissi
Gosto de homens inteligentes, com sentido de humor e libido apurada. Nao gosto de homens cobardes. Gosto que sejam asseados mas que percebam que o sexo e porco. Nao gosto de homens fracos que nao tem coragem para estar com mulheres fortes. Gosto de homens arrojados, com uma certa dose de loucura. Nao gosto de homens possessivos e ciumentos e inseguros. Porque esses seus problemas facilmente se tornam num problema meu tambem. Gosto de homens com um pensamento criativo, desenvoltos, simpaticos e que gostem de conversar, em vez de apenas falar. Nao gosto de homens egoistas. Gosto de homens que assumam o que sao e o que pensam, mesmo que isso colida com os meus interesses. Odeio homens preguicosos. Adoro homens que fazem por si. Adoro um gentleman. Alias, exijo. Odeio homens que nao tem educacao nem modos a mesa. Adoro homens eloquentes. Odeio homens que nao sabem falar, nem querem saber.

E depois, obviamente, adoro homens que me fazem sentir bonita, especial e unica. E objecto de desejo... Enfim, adoro que me adorem. E eu adoro adorar.


Carissimo P, esta foi so para ti...
04
Mai06

TPM # 15

sissi
Passo a Millenium Bridge para a outra margem e coloco-me ao contrário do vento. Caminho lentamente, não há pressa, o tempo espera. A relva da Tate não foge. Desde que o tempo melhorou que aquele pedacinho de verde com vista para o rio me mata as saudades de casa. Uma pechincha que a Natureza me ofereceu e que hoje foi ainda mais barata. Havia sol. Mais. Não havia frio. E por vezes quase parecia que estava no Adamastor a ver o Tejo. Mas não. E ainda bem...

Chego e encosto-me à minha árvore favorita. Saco do livro e do Moleskine. Dos Marlboro Reds e da máquina fotográfica, e com a mesa posta não preciso de mais nada. A nao ser das pessoas, e essas estão sempre lá. Hoje, com o Sol a tocar-nos a todos, a relva estava ainda mais verde e animada. Recostei-me e deixei-me ficar. Ao meu lado um casal de namorados dava os primeiros beijos. Daqueles que sabem a medo e a desejo. Há pintores, escritores, mulheres que riem alto, homens que as olham baixinho, e o rio que nos ultrapassa a todos no seu vogar indiferente.

O livro ficou na mesma página. Encostei a cabeça ao tronco, fechei os olhos e deixei-me ficar.
Há dias assim. Cheios. Felizes. Mesmo assim, deitada na cama, com o lap top no colo, e olhando da janela o Parque mais bonito da cidade, penso que para ser perfeito, este dia merecia que alguém estivesse aqui ao lado, e me soprasse ao ouvido uma vontade por conter.

Enfim. We can´t change the weather... Can we?
01
Mai06

Lapsus Linguae

sissi
Não querendo levantar polémicas, mas já levantando, tenho a dizer o seguinte: independentemente da qualidade e nacionalidade do macho, para mim, como portuguesa, é muito melhor foder em inglês.
Eu explico.

Apesar de partidária da comunicação sexual, nunca me deu para chamar nomes ao meu parceiro durante o acto. Felizmente também nunca nenhum mo pediu, o que agradeço aos santinhos, porque me fazem rir as coisas que se dizem nessas alturas e, consequentemente, perder a tesão, coisa que não é desejável. De maneiras que sempre optei pela manutenção verbal do meu prazer e do outro sem nunca entrar em grandes intentonas orgíaco/verbais como forma de excitação última.

Claro que cidade nova, vida nova. Língua nova, hábitos sexuais novos. Percebi este fim de semana porque razão há bandas portuguesas que cantam em inglês. Até aqui achei que era um preciosismo ou apenas uma questão de estilo. Mas não. Realmente há coisas que em inglês ficam mais suaves, ou menos fortes, não sei. Sei que soam melhor. Ou menos mal. Algumas até dão tesão.

Julgo nunca ter cogitado virar-me para o meu parceiro e dizer-lhe «apetece-me tanto que mo espetes todo». Mas um «I´d like you to stick it in» quer dizer a mesma coisa e não soa tanto a trolha a foder. Por exemplo, «quero foder-te aqui e agora» está mais na linha da Gina que um «oh, I so wanna fuck you now!», mais intenso e tesudo. Claro está que para um anglófono a coisa vai dar ao mesmo, mas eu estou exultante com esta recente descoberta!!

E agora se me dão licença, vou ali ter umas aulas de inglês...

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