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cenas de gaja

16
Ago05

Fragmentos de um fim de semana no campo #1

sissi
Cenário:
Santarém, Portas do Sol. Três mulheres destilam suores e conversas à beira de uma piscina salgada com o fio do horizonte a servir de bandeja às sinapses quase sempre emocionais. Falamos de nós e dos outros mas impera, sobretudo, um silêncio em surdina que nasce na calma daquele sítio mágico. A vida parou ali . E continuou, três dias depois.
Obrigada minhas queridas.
14
Ago05

Da piscina para onde?

sissi
Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina. Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.Da piscina para o chapéu, do chapéu para a piscina.
12
Ago05

A cadela Real

sissi
Ontem dei por mim a a pensar na sorte que tinha. A cogitar que dentre os cães do mundo, de todos os países e continentes, ilhas, ilhotas, ilhéus, principados, de todas as pessoas e de todas as raças, foi-me calhar a cadela mais bonita, querida e inteligente da vida do mundo dos vivos.
Isto é que é a chamada «sorte».
É tão riquinha, tão riquinha, que passo o tempo a fazer-lhe festas e a dar beijos no focinho. Ontem, ao olhá-la pela enésima vez (e nunca serão demais), dei por mim a sorrir e a pensar que gosto mais dela que da larguíssima maioria das pessoas que conheço. O meu afecto é, largamente, canalizado para ela, num amor que em nada difere daquele que sinto pelos que me são próximos. Caguei se soa mal. Mas não há nada como chegar a casa e ter aquela gordalhona, com cara de parva a olhar para mim (isto são tudo palavras carinhosas...), já de bola na boca prontinha para a depositar aos meus pés, da mesma forma que deposito nela o meu cuidado maternal. É uma troca de afectos, portanto. Eu cuido dela, ela cuida de mim, de uma forma que só o animal e o dono entendem.
A minha Pipa é do melhor. É uma Labradora amarela, que de loira burra não tem nada. Um dia destes coloco aqui a foto da cadela real.
11
Ago05

That´s what friends are for

sissi
Há pessoas que escolhem os amigos pelo código postal e pela visão periférica. São tão amigos uns dos outros conquanto esses outros se movimentem na sua área de interesse e campo de visão. É complicado ser amigo de pessoas assim, principalmente para pessoas como eu que tenho nos amigos a única fonte de afecto. Esforço-me (demasiado) para estar com eles, para fazê-los felizes quando estão comigo e tento estar presente quando é necessário um miminho ou uma gargalhada.
Acho que sofro do Síndroma do Palhaço Rico, cuja função é fazer rir, mas tem sempre um semblante triste e carregado. Sempre fui o bôbo da corte dos vários micro-grupos de amigos e julgo que isso sempre lhes deu a ideia de que a auto-suficiência (sinal de extrema arrogância e falta de inteligência), era uma característica que me segurava e perpassava transversalmente. Como se o riso e as lágrimas não pudessem existir em conjunto.
Com o passar do tempo, esses grupos tendem, finalmente, a juntar-se pela premissa do estado civil. Os casais fazem jantares e convidam os outros casais. Os casais vão beber copos com os outros casais. Os casais falam entre eles de coisas que só os casais conhecem, do alto da sua sapiência oca, cheia de ar. Os solteiros, como eu, estão a mais. Como se os casais soubessem coisas que os outros não sabem. A princípio julguei que era eu que me sentia mal e que estas considerações eram resultado disso. Mas não. Os casais vivem num grande, gigante casal, porque não gostam de se confrontar com os solteiros. Por razões de vária ordem, mas principalmente porque, na sua maioria, os solteiros representam uma liberdade que eles não têm, por viverem presos na sua vida de casal.
Irónico...

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