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cenas de gaja

11
Mai10

Moody

sissi

Agora que tenho um trabalho como as pessoas (algum dia tinha de ser...) tenho experimentado as delícias do sono profundo. Razão pela qual ando há semanas a tentar ver a segunda série do Californication, sem sucesso. Não obstante, e nos poucos segundos antes de desmaiar no dossel real, lambo os dedinhos, e mais se me deixassem, com as cornucópias mentais da deliciosa personagem desta brilhante série, de sua graça Hank Moody.

 

De todas as ideias feitas que vigoram sobre a casta masculina, a que me parece mais falsa, fantasiosa até, é a da aparente simplicidade dos homens. Dizemos que os homens são simples como quem explica que para fazer uma mousse caseira basta juntar água e já está. E isso parece-me, manifestamente, pouco. É claro que a falta de hormonas em crise existencial lhes permite uma existência mais calma, o que à partida pode ser visto pela lupa de uma aparente simplicidade. Mas será? Vejamos Hank Moody. O que há de simples na sua cartilha? Suponho que nada.

 

Muitos de nós conhecemos um Hank Moody. Alguém que as mulheres desejam e odeiam em partes iguais e com a mesma força, e que os homens…também. Mas por razões diferentes. É o mais perfeito contra senso masculino, o que, como nós mulheres bem sabemos, é uma armadilha. É o tipo de homem que consegue passear no fio da navalha com a souplesse de uma prima ballerina. Faça o que fizer, haverá sempre um par de olhos e consciência indulgentes que aceitarão, graciosamente, toda a atitude, palavra ou chiste bem metido e ainda batem palmas para o encore. É dele que esperamos ouvir tudo o que pensamos mas nunca diremos e são ainda da sua safra as questões e ideias mais deliciosamente contra corrente e politicamente incorrectas, mas sempre embrulhadas num papel de seda no qual, muito raramente, tropeçamos. Poucos homens conseguem adorar mulheres, consumi-las à saciedade e largá-las no dia seguinte com a candura de Hank Moody. Poucos ainda conseguem o seu equilíbrio extraordinário de verbalizar opiniões que ofendem sem que as mesmas sejam necessariamente ofensivas.

 

Não há pruridos nesse lado masculino do mundo. E talvez seja esta naturalidade de quem não pede desculpas por chamar preto ao preto e branco ao branco que nos leva a nós, mulheres, dizer de cima do salto que os homens são simples. Serão?

 

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