Tanto para falar sobre este assunto....
O amor perfeito, dito por quem pouco percebe como eu, é aquele que na cegueira da paixão, cedemos o suficiente para nos adaptarmos à outra pessoa. Temos logo aqui o problema de perfeito + cedemos na mesma frase, o que torna logo o perfeito um imperfeito. Se fosse perfeito não era necessário cedências...
Então se calhar não existe esse tal amor perfeito...
Há de facto pessoas que passam na nossa vida e nos marcam mais profundamente. Não é apenas a queca que nos acompanhou durante um par de anos. Aliás, por sorte ou azar, as melhores quecas que mandei foram com pessoas que na realidade nunca amei e diga-se de passagem que, se a relação assumida durou tanto tempo, é porque a queca resolvia alguns problemas de entendimento. Acho que não serei o único a conhecer pessoas com as quais temos sexo fantástico apesar de nem gostarmos de estar com a pessoa.
Amor? O amor é fodido e já escreveram sobre isso
De
Pati a 13 de Novembro de 2008 às 11:32
Yes, it is you.
Provavelmente vc é que está foder gajos há muito tempo e se esqueceu de que de vez em quando é agradável acordar com alguém do lado não porque fez sexo com ele, mas porque dividem uma cama e uma vida.
E quem disse que o amor também tem que ser pra sempre? Também pode-se viver amando e "amanhã veremos". Por mais que se amem, duas pessoas não vão ter tanto assim em comum pra sempre. E quando acaba, acabou. Pronto, pode cada um seguir a sua vidinha. Mas se foi bom enquanto durou, então valeu a pena.
Bah, foda-se, hoje estou romântica. Devem ser os hormônios.
De
Eduardo a 13 de Novembro de 2008 às 11:32
Ora, simples.
O primeiro amor, vá dois. São de total entrega e consequentemente optimos e marcantes e blablabla dignos de um livro de romance ou/e quiça uma comedia romantica. Não ligamos aos defeitos e adoramos tudo.
Mas se esses não funcionam e passamos a um terceiro ou quarto amor, a entrega nunca será a mesma porque se não funcionou com entrega as primeiras vezes não funcionará nas seguintes tão pouco. Logo inconscientemente a estrategia mudou..
E assim, sem a entrega anterior andam todos a procura do Amorzinho bonito e querido como a primeira vez! Abram os olhos primeira vez há só uma! Mas as outras vezes não têm de ser más...
Tenho dito.
De Rui Zasso a 13 de Novembro de 2008 às 13:13
Não vale a pena teorizar Princesa. Acontece ou não acontece. E não acontece só a quem anda à procura, nem deixa de acontecer a quem se acha imune a essas coisas.
Só lhe posso garantir que, quando acordamos um dia e pensamos "eu acho que quero tê-la ao meu lado para sempre"... ui ui, até sinto uma arritmia das boas só de me lembrar disso!!
Os orgasmos são óptimos, mas uma sensação dessas aquece a alma, não apenas as partes baixas.
VALE A PENA!! ;)
beijo
De Gi a 13 de Novembro de 2008 às 14:00
sim minha rainha...és tu q andas a foder gajos há demasiado tempo...
De soledad a 13 de Novembro de 2008 às 14:44
Posso dizer-lhe, Princesa, que só fui para a cama com o meu marido( há 3 anos)É verdade, ele é o homem da minha vida, não só porque me proporciona orgasmos, e bons, mas porque atura todas as minhas pancas e manias, porque é meu amigo...enfim. Mas não penso que é para sempre, ou melhor, é para sempre, enquanto o sempre durar...É verdade que devo andar a perder muita queca das boas, e tenho noção que no meio das minhas amigas eu sou uma espécie de ave rara,quem sabe um dia me farto da monogamia?! Uma coisa eu tenho a certeza, mesmo que eu venha a conhecer 1000 homens, ele será sempre " the number one".
De ZOT a 13 de Novembro de 2008 às 15:13
Como diz o povo; cada um é como cada qual!
Tal como aos Quinta do Bill, a vida de marinheiro chega a um ponto que começa a dar cabo de nos. Da muito menos trabalho e stress ficar com a tal, ou aquela que é uma versão aproximada da tal que nunca encontramos, e que seria ali que finalmente paravamos.
Ha de facto possibilidades de construir uma relação de cumplicidade, amor e/ou amizade, suficiente para sobreviver ao instinto predador ou à tentação da carne. Temos é que decidir muito bem o que realmente queremos fazer das nossas vidas, e se estamos preparados.
Vender o barco e comprar uma casa? ou comprar um barco melhor? sera que um não se vai arrepender de ter perdido definitivamente uma casa excelente, ao ver que aquele barco é exigente demais para a sua condição fisica? Corre-se o risco de ter que atracar definitivamente e passar o resto da vida so, folheando albuns de fotografias de momentos felizes enquanto passa os dedos nas cicatrizes.
No entanto, também acho muito bem que se aproveite o presente da melhor maneira, porque isto é bom e não dura para sempre.
Cumps
De Bombay Tónico a 13 de Novembro de 2008 às 23:48
Amigo, todo esse fluir prosaico deve-o ter confundido... Não são os Quinta do Bill , mas sim os Sitiados.
Cumps
De Alice a 13 de Novembro de 2008 às 15:38
Todas as relações assentam na base do "venha o que vier hoje, que amanhã logo se vê". Quem vê muitas telenovelas se calhar não se lembra disto e insiste em viver na ficção.
O que é certo é que enquanto se ama, a felicidade tem outro gosto.
O sexo é outro assunto completamente diferente...
De Alice a 14 de Novembro de 2008 às 08:40
PS - Não é o amor que nos faz querer conter a pessoa que amamos numa garrafa... é a nossa própria insegurança que nos faz temer que o outro descubra que há coisas melhores por aí. Em teoria o amor é altruísta...
tenho para mim que essa merdinha que nos enfiam na cabeça desde pequeninos de amor romântico e para sempre, é isso mesmo, uma merdinha que alguém se lembrou de inventar. daquelas merdinhas em que acreditamos até ao dia em que percebemos que... surprise, não existe. (as in amor romântico para a vida). Agradecida a quem inventou tal coisa.
De
provoCão a 13 de Novembro de 2008 às 16:28
também me faz confusão essa forma de pensar lunática e crédula. e mais ainda a coisa de se esperar que caia do céu a "alma-gémea", o "amor perfeito", o "príncipe encantado".
se nós não tivermos os olhos abertos, se não investirmos na nossa vida amorosa, se não nos empenharmos nas relações que queremos manter, se nos fecharmos no quarto a sonhar com o amor para a vida que a vida nos vai plantar no quotidiano... bem, as hipóteses de sermos felizes diminuem bastante.
talvez haja algum aconchego (doentio) em continuar a acreditar nessa coisa perfeita e que nos chega do exterior, como presente do cosmos. é que assim, sempre que uma relação acaba (porque correu mal ou porque não fazia sentido continuar) continua-se a acreditar que acabou, que não resultou, porque ainda não apareceu "a pessoa certa".
temos é que sair do conforto e do romantismo imaturo para a realidade. e fazermo-nos à vida, armados de sorriso e determinação. a não ser que se prefira a perspectiva de ficar no sofá a ver telenovelas ou futebol, à espera que o amor nos bata à porta.
De BT a 14 de Novembro de 2008 às 00:21
Enquanto não encontramos a pessoa certa vamo-nos divertindo com as erradas,right???!!!:P
De elise a 13 de Novembro de 2008 às 16:54
Já passei por todas essas fases:
Quando me casei, disse (chocando os convidados) que a união só duraria enquanto desse. O noivo apenas sorriu :-)
Quando me separei, achei que ia até já estava madurinha, ao ponto de confiar e acreditar num amor futuro, que durasse até ao fim dos nossos dias.
E foi a minha pior e mais infeliz ideia,(nao merecia este mal a que me propus) porque encontrei um, que o assumi e vivi como tal..
E isso leva-nos a que não resulte, algo (ou tudo) e que se falhe (menos o sexo), e voltasse á estaca zero, com as vertebras mais doridas, e o estomago ainda golpeado a soco.
Agora (e o ponto de retrocesso?), já fico naquela, o meu passado, e ex-futuro marido... mantém comigo uma amizade e uma cumplicidade unicas, que se têm mantido, e que dão que pensar!
Já não é o amor, que me preocupa, mas aquela pessoa que nos vai arrancar da (por vezes má) companhia que somos para nós mesmos!
Beijinhos, Princesa
(confusa já eu estou lol, desculpa se agravei)
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