penso que falamos aqui de coisas diferentes. A minha vasta experiência de mastigadora diz-me que, para a maioria dos homens, sexo e amor são coisas diferentes. Ou seja, o facto de foderem uma gaja por fora não implica que não amem a que têm. Provavelmente implicará outras questões ligadas à relação propriamente dita, como a rotina, mas o afecto e o sentimento está lá e não são uns passeios na relva mais verde do lado de lá da cerca que alguma vez porão isso em causa.
Bem sei que é complicado para nós, mulheres, entendermos isso, quando, quase por inerência, temos tendência a colocar tudo no mesmo carrinho de compras. Se os amamos somos fiéis, parágrafo. Quando na realidade, a fidelidade não passa apenas pelo farejar do corpo de outro alguém. Quando flirtamos activa e abertamente no messenger com alguém que se adivinha carne nova estamos a ser infiéis? Cada um com a sua.
Também os há que gostam de passear fora das premissas da relação exactamente para que a possam manter. Como se foder outra gaja fosse colutório para conseguirem continuar a comer a que têm, fugindo à rotina e aos centímetros de corpo tantas vezes percorridos.
Maneiras que é isto. A larga maioria dos homens que conheço daria sem pensar uma foda por fora sem que isso pusesse em causa a sua relação nem o substracto que a alimenta. Nada do que construimos dia a dia com a pessoa com quem estamos entra no campeonato da química, tesão, you name it, que podemos sentir por outras pessoas. A escolha da infidelidade fica a cargo de coisas bem mais prosaicas como o trabalho que dá ou a probabildade de se vir a saber.
De Riccardo a 17 de Julho de 2008 às 12:24
Este post, estimada Princesa valerá-lhe um jantar quando quiser, onde quiser e como quiser. Estou absorto!
Cumprimentos.
Altezíssima, felicito-a por tão clara exposição.
Infelizmente, não vai convencer esta nem nenhuma súbdita com essa interrogação. Porque foram concebidas com todos os tectos sacristias e pudores, são incapazes de entender uma coisa do reino animal selvagem.
Falta, porém, uma verdade verdadinha: gaja que é gaja que sabe que é boa, provova a toda a hora. E não há gajo que resista a tanta provocação. Está no sangue das gajas provocar. Está no sangue dos gajos ir a jogo e caçar.
Gaja que não aguente isto, é "uma foda" no mau sentido. Há-de vir o dia que não será tanto assim... Nesse dia, quero reencarnar. De preferência na maior riqueza do mundo: numa gaja boa.
:D
De paco a 17 de Julho de 2008 às 19:16
Apesar de eu ser um bom fdp qdo quero tb sei aplaudir de pé qdo a malha é boa.
Pela exposição tão clara e assertiva o meu bem haja, Sua Altamente! Não fosse eu gostar mais de vacas d q de bois e dar-lhe-ia os parabéns tb pelo homem q há dentro de si...
( por falar em bois, percebe agora pq é q às vezes é preciso chamá-los pelos nomes e dizer-lhes q sao uns burros do caralho?? )
Esta é mta prafunda!
:D
D modux q deu-me prá divagação:
-"Serão os toureiros gays?"
Sempre m irritaram as touradas. E sempre achei aquelas danças e aqules gestos à volta daqueles bichos tão machos, uma coisa apaneleirada.
Acho q na origem, quem toureava eram gajas.
Dps, vieram uns ciumentos tirar-lhes o lugar.
Gajas a tourear é mto + bonito!
E mto + digno pra 1 macho c a dignidade d1 touro, ser fintado e alfinetado por uma gaja!
Serão os gajos q vão às touradas paneleiros?
De paco a 25 de Julho de 2008 às 14:23
É uma praivate joca! Nao queiras entender tudo.
Continua a divagar, mas não te metas em touradas, q nao és do género..
De Pirikita a 17 de Julho de 2008 às 21:32
num sei onde é que li isto, mas não foi ha muito tempo: "um bom casamento tem que ter um caso". concordo plenamente. e concordo com este post. é verdade que pro gajedo é complicado entender que sexo nao quer dizer amor. mas é verdade que muitas vezes pensamos em dar uma rapidinha com o gajo do café onde vamos todos os dias. e é tao ladrao o que vai a horta como o que fica a porta... quantos e quantos que eu conheço que amam a sua esponja mas, no entanto, de vez em quando, la se perdem nao na relva alheia mas nas cuecas alheias. e ao vir de la, ate parece que vêm ainda mais arrebatados de amor pla dita cuja. e eu, sinceramente, penso o mesmo. por muito que eu te ame, comer todos os dias a mesma coisa enjoa!!!
De
patricia a 17 de Julho de 2008 às 22:28
Hehehe....gosto quase tanto destes comentários como dos posts....a sério.
Não conheço melhor sitio para "ouvir" as "bilhardices" dos machos.
;)
Pat
De
patricia a 17 de Julho de 2008 às 22:29
...e das femeas.
De
carlos a 17 de Julho de 2008 às 23:17
O homem é promiscuo por natureza e meus caros amigos e amigas TAMBEM A MULHER, segundo a evolução o ideal seria a femea ter filhos de machos diferentes, porque quanto mais mistura melhor, porque os bebes teriam as defesas de machos diferentes, no passado sempre houve doenças e os humanos sobreviveram porque causa da mistura de genes porque havia sempre uns tantos que tinham defesas porque se membros da mesma familia procriarem entre si primos com primas nao aumentam as defesas geneticas e se aparecer uma doença todos morrem se nao tivessem defesas, resumindo desde o tempo dos australopitecos que a femea +e promiscua o propio penis tem a forma de escavadora para tirar o semem de um macho e colocar outro tal como a femea tem orgasmos multiplos porque ela teria um orgasmos por macho, mas a sociedade sempre disse que os promiscuos eram os homens simplesmente porque os homens tem as costas largas se os homens fodem, com alguem a-de ser né a percentagem de infidelidade é apenas ligeiramente maior nos homens por causa da prostituição de resto homens e mulheres sao promicuos e nao ha nada a fazer é desfrutar e pronto...
De
avela a 18 de Julho de 2008 às 10:28
essa descrição dos homens não é, e cada vez menos é, exclusiva para os homens, muitas mulheres tambem pensam assim e agem assim. graças aos deuses, digo! e deixem-se de merdas sexo é sexo e ponto final!
De ZOT a 18 de Julho de 2008 às 10:59
Um amigo meu, cada vez que ve um casamento passar, diz: "Putas, as mesmas. Cabrões, mais um."
A vida é assim! Os homens gostam de encher de cruzes o seu livro de ponto e as mulheres gostam de os provocar, nem que seja pela competição com as outras. Quanto ao foder, até os cãezinhos gostam...
Cumps
De Menhir a 18 de Julho de 2008 às 12:18
Infiel à companheira mas fiel aos impulsos.
O que é que isso tem a ver com amor?
De Gui a 18 de Julho de 2008 às 12:28
Nem mais nem menos. É precisamente o que acho da fidelidade. O facto de dar por fora não significa que não goste da minha mulher.
Cumprimentos,
De Juca a 18 de Julho de 2008 às 16:11
Antes pelo contrário! Faz dar mais valor à legítima, porque se assim não fosse trocava uma pela outra(s).
É como quem diz "foda é foda, amor é amor". De resto penso que homens e mulheres estejam a convergir para os mesmos valores, no que à infidelidade diz respeito. Com a maior independência das meninas, também veio o maior à vontade para as berlaitadas por fora. Graças a Deus né?
De Anónimo a 23 de Abril de 2009 às 20:15
O facto de a sua mulher lhe meter os cornos com o moço do café também não a faz gostar menos de si..
De Capitão Microondas a 18 de Julho de 2008 às 18:17
Neste contexto existem três tipos de homens:
- os que cedem mais ou menos indiscriminadamente ao impulso.
- os que o conseguem controlar mas sabem que ele existe.
- os que gostam de dizer que não o têm e aviam canholas no WC a uma taxa acima da habitual para compensar.
Têm todos em comum algo óbvio: o instinto animal que caracteriza o macho de tantas espécies animais - a procura da diversidade. O homem tem a sorte de, sobre esse impulso, ter a capacidade de desenvolver sentimentos que se sobrepoem a esse instinto. Se os sentimentos são fortes e bem vividos, a coisa controla-se (mas está lá). Se a coisa dá para o torto o instinto toma conta da operação.
Penso que sempre existiram mulheres com os mesmos traços (da mesma forma que também existem espécies em que é a fémea que se comporta desta forma) mas hoje a coisa está porventura mais disseminada ou pelo menos mais assumida. Mas existe provavelmente um padrão mais ou menos comum nesta história, que define o homem.
Quanto a este assunto a mulher tem uma opção: ou aceita ou não aceita. E quando digo aceita não digo que aceita a infidelidade. Deve aceitar, se provida de inteligência, a existência deste instinto ou característica pseudo genética. Porque só aceitando tem o principio do caminho feito para ou evitar que o mal lhe bata à porta ou simplesmente borrifar-se no tema.
Infelizmente a nossa sociedade está pejada de mulheres que demonstram claramente não conhecer, aceitar ou viver a existência deste instinto. É comum vê-las por aí. Caracterizam-se por usar um anel no dedo, uns quilos a mais, pouca preocupação com o seu nível de qualidade e normalmente fazem upgrades ao corpo apenas após receberem o gadget da moda (Ihorn) e darem seguimento à papelada do divórcio. É pena.
De Alice a 22 de Julho de 2008 às 10:12
De facto consigo encaixar quase todos os homens que conheço nessas tipologias. E é um exercício engraçado de se fazer.
Existem de facto excepções que confirmam a regra, ou melhor, estados mais ou menos transitórios que os fazem sair dessas definições - aqueles tão apaixonados que nem existe espaço para mais impulsos (mas na realidade não sei o q fazem no WC).
PS - Acho apenas que a pouca preocupação com o "seu nível de qualidade" de algumas mulheres não está ligada à percepção ou não destas coisas. É um problema muito mais diversificado e abrangente.
De Capitão Microondas a 23 de Julho de 2008 às 16:55
Cara Alice,
Concordo que a preocupação com o "nível de qualidade" da mulher "casada" não decorre apenas da percepção desta caracterização do animal homem. Refiro-me exclusivamente às tais adeptas do recauchutamento pós divórcio. São as mesmas que na fase pré divórcio se divertem (ou enganam) trocando mails entre amigas com brincalhonas parábolas sobre porque é que ter celulite a mais e quilos a rodos nas ancas deve ser aceite pelos seus mais que tudo com amor, jurando a elas próprias algo do tipo "naa, o meu não se porta mal, alguma vez..". Um pouco mais de esforço de recauchutamento ANTES da desgraça não era mal pensado.
E atenção, isto não é exclusivo feminino. Os homens fazem-no de outra forma. A única diferença é que os homens normalmente é após os 40, compram um casaco de cabedal novo e uma virago da treta e acham que ainda comem todas as amigas das sobrinhas que aparecerem que vivam complexos de édipo mais acentuados ou precisem de um cota para pagar as contas da zara. Normalmente estes pobres diabo também estiveram casados durante anos com as adeptas do recauchutamento tardio, que terminam muito tristes quando perguntando a um rapaz novo que idade lhes dão ouvem na mesma 56 apesar de todo o investimento feito na remodelação da viatura.
(não me leve a mal a "metaforagem" à maluca, é defeito de fabrico)
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