O Sissi Responde vai ter que esperar mais uma semana. Hoje decidi falar aqui de Maria Porto, ou A Tua Amiga, que está prestes a lançar mais um livro. Os teasers a esse livro podem ser encontrados no You Tube e são a melhor coisinha que tenho visto nos últimos tempos.
Independentemente do conteúdo, a Maria tem aquilo que falta à maioria de nós: estômago e coragem. Assumir-se puta é duro. Sobretudo porque a maioria das pessoas não entende a sua importância. Não percebe que há quem não viva uma dimensão sexual satisfatória, com ou sem parceiro, e tem de recorrer aos préstimos de alguém abalizado para a preencher.
Ser puta é prestar um serviço que mais ninguém presta. É trabalhar num enclave de mercado que bule com o que temos de mais recôndito, escuro e bizarro. O traçado da sua função fá-las acumular encómios: são, a espaços, cortesãs, amantes, confidentes, pais e mães e quer-me parecer que quem se presta a semelhantes trabalhos não deveria ser vista como alguém que vive de sinecuras. Ser puta não é menos importante ou digno que ser outra coisa qualquer. Pagar para ter sexo não é iníquio nem porco. É uma troca de serviços entre alguém que tem para comprar e outra que tem para vender. A função já é dura o suficiente sem venhamos nós apontar o dedo.
Por tudo isto e mais, és grande Maria Porto! Vou comprar os teus livros. Tenho, seguramente, muito a aprender.
E antes que ressuscitem os Torquemadas, as crianças estão, obviamente, excluídas desta apreciação.
De
patricia a 19 de Junho de 2008 às 18:29
Olha, vou comprar também....
Eu nao tenho por habito criticar as escolhas dos outros.Cada um faz do seu corpo aquilo que quer e bem entende.Agora , e nao me armando em pudica, que é coisa que nao sou,nao concordo com este banalizar de sexo.Que uma pessoa faça sexo para sentir prazer, porque tem necessidade disso( fisica), porque ate foi uma coisa do momento que aconteceu e apeteceu, tudo bem, nada contra.Agora «Ser puta não é menos importante ou digno que ser outra coisa qualquer. Pagar para ter sexo não é iníquio nem porco. É uma troca de serviços »acho que isto já é rebaixar a condiçao humana.fazer sexo por dinheiro rebaixa as mulheres SIM.Nao duvido que existam prostitutas que gostam do que fazem, mas custa-me a crer que sejam sempre tratadas com o minimo de respeito. e ser desrespeitado penso que nao é do agrado de ninguem. peço desculpa se ofendi alguem .nunca foi essa a minha intençao.isto é tao só a minha mais humilde opiniao.
De Capitão Microondas a 26 de Junho de 2008 às 17:48
Cada um com a sua opinião apenas faço uma ressalva: o número de putas a operar no mercado (no sentido que lhe atribui, alguém que se predispõe, entre outras coisas, a fazer "o amor" em troca de dinheiro e várias coisas que lhe estão associadas) ultrapassa em larga escala, eu diria de goleada, as estimativas de números que provavelmente incluem a frontal e corajosa Maria Porto no número "oficial" de putas a operar neste e noutros países. Neste numero brutal incluem-se obviamente as que vão para a rua, as que operam na net, as que namoram ou até casaram dentro deste processo profissional. Algumas nem sabem que são putas, julgam que é amor. Mas são. E saem incomparavelmente mais caras que a Maria Porto.
nao deixa de ter razao.Mas ( e mais uma vez nao estou a criticar:quem sou eu para o fazer? )uma puta é e será sempre uma puta, seja ela cara ou barata.
De Petrus a 20 de Junho de 2008 às 10:10
As putas mais nojentas..., vendidas a interesses vários (construção civil, ind farmacêutica...), recebem os nossos votos de 4 em 4.
Sobre as putas anónimas, já foi tudo bem resumido pela princesa. Conheço alguns políticos bem putas, não conheço/nunca estive com nenhuma puta-puta. Vou comprar o livro e, se a princesa "mexer" os seus cordelinhos, terei todo o prazer em beber um chá (*) com uma Puta com M grande, de Mulher, também escritora.
(*) para algumas das mentes porcas que por aqui andam, quando falo de chá, estou a falar de Earl Grey em Chávena, não em chá de pelo púbico bebido na fonte.
De carlos a 21 de Junho de 2008 às 16:51
Isto de mulheres & putas tem muito que se lhe diga ... por exemplo aquelas que casam por dinheiro e conseguem passar uma vida inteira de falsidade e traíções, mas falando sério se a putaria é assim tão importante para a sociedade porque nao legaliza-la? ora se se legalizou o aborto para o prazer sem complicações da mulher porque não a prostituiçºao para o o prazer sem complicações da homem, e nao me venham com o trafico de mulheres uma das coisas que aprendemos com sexo e a cidade é que ha muitas mulheres que adoram sexo variado dinheiro e glammour ora ingredientes para a puta fina nao há...jamais estas mulhres estariam em empregos 9/18 a ganhar 500 euros... além disso e os impostos que o governo nao recolheria? ja poderiam ir para o aumento dos combustiveis :)
De Lilqa a 21 de Junho de 2008 às 18:46
Olá Princesa,
Já sigo este seu Blog há algum tempo, mas só descobri o da Maria Porto depois deste post, tipo ontem. Bem, certo é que o li de ponta a ponta , tal como aconteceu há meses ao descobrir o seu ;)
O que ambas têm em comum... algumas coisas, das quais destaco o humor e sarcasmo (que aprecio imenso), a escrita cuidada em harmonia com os palavrões que todos pensamos mas nem todos se atreveriam a usar e, claro, os temas abordados de manaira simples e didática. Lololol
Ah! Curto muito a atitude do quero-posso-e-mando-porque-este-é-o-meu-blog quando certas e determinadas pessoas vêm mandar postas de bacalhau e falsos moralismos. Até porque há sábios conselhos nestes reais posts... mto úteis, aliás.
Um beijo prá Princesa da emigrante em terras mais a Norte (e a descobrir os prazeres que os machos de cá podem proporcionar ;)
De Lilqa a 21 de Junho de 2008 às 23:29
Por escrita cuidada, num dos casos ou, as vezes, em ambos, entenda-se "forma muito própria de expressão" :p
De mafalda a 22 de Junho de 2008 às 19:12
cara sissi,
voce desta vez conseguiu ultrapassar-se - mesmo quando eu já pensava que pior era impossível.
De Loira a 22 de Junho de 2008 às 21:14
Afinal, é preciso ensinar às meninas que esta é a profissão mais bem paga neste país, além de ser apoiada por toda nossa intelligentsia festiva.
Sinto-me acabada de sair de um qualquer baú de moral e bons costumes. Estaremos todos a entrar numa espiral em que invertemos valores a nosso belo prazer? O que se segue a seguir?
Não consigo acreditar nestas yuppies do sexo. Não acredito que quem faça do sexo um negócio e tenha de foder com qualquer pila para atingir o target financeiro mensal, o encare com esta leveza toda.
Bom, mas parece que há de tudo, devo ter errado na profissão, estoirei noites e neurónios numa faculdade, trabalhei que nem uma tonta até chegar ao patamar que satisfaz o meu nível de vida, fodi só quem quis e afinal aparece uma ninfeta que ganha pipas com aquilo e ainda é aplaudida.
Desculpem, mas qualquer mulher que não tenha dois dedos de testa ou opções pode ser puta . Qualquer mulher que seja puta pode escrever um livro. Estamos no país dos brandos costumes. Já andarmos todos num coro desenfreado a aplaudir, desculpem, mas eu não.
Não critico a profissão, mas também não aplaudo. Como mulher lamento que aquilo que eu faço com muito prazer com o homem que amo, tenha de ser usado como modo de vida. Ainda como mulher e objectivamente faz-me confusão ter 4 ou 5 homens num dia. Acho que afinal saí mesmo do tal baú.
De ZOT a 23 de Junho de 2008 às 01:07
Ora foda-se!
E se o Bibi também souber escrever ou arranjar quem o faça por ele, também pode contar como abusava dos putos e como ganhou tanto dinheiro vendendo-os aos pedofilos ricos. Isto da para todos, e não falta quem aprecie coisas deste tipo e experiencias do género.
Ca para mim dispenso, obrigadinho mas não tenho grande interesse na vida do putedo, seja ele de primeira categoria ou de putas ranhosas de beira da estrada.
Olha, só vi isto agora.
Thanks!
:)
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