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cenas de gaja

15
Abr08

Modernas ou talvez não

sissi

O advento da nova mulher trouxe-nos coisas boas. A independência, ou a aparência dela, é uma delas. Podemos, ou achamos que podemos, ser aquilo que quisermos, sem que isso seja uma fatalidade ou uma âncora que carregamos para a vida.

Como se sabe, a liberdade é um valor bonito em absoluto mas que convém lidar com cuidado. É aditiva, leva a excessos, e a simples ideia de que fazemos porque podemos trilha caminhos perigosos.

 

O campo da sexualidade é quem mais tem privado com esta novel condição. De submissas passámos a activas num piscar de olhos e muito se perdeu nesse caminho de desembaraço social e afectivo. Perdeu-se uma certa feminilidade, a delicadeza do gesto, o glamour e a beleza de sermos o belo sexo. Claro que tudo isto é recente e por isso ainda acertamos as agulhas que definem o equilibrio entre o que queremos e o que parecemos. E depois caímos em excessos, sobretudo quando não temos arcaboiço e jogo de cintura para os aguentar.

 

Quando nos mandamos à parva para cima de um tipo, quando achamos que porque somos gajas e modernas e não queremos mais nada que não foder e ainda assim levamos um rotundo não, ficamos fodidas. Aliás, não fodidas. E ressabiadas. E achamos logo que, das duas uma, ou é paneleiro ou idiota ou qualquer nome carinhoso destes. Ora, porque raio não há-de um gajo querer foder comigo, que até nem lhe vou ligar mais ou mesmo que ligue nunca vou querer ser namorada dele, cruz credo, isso é para as outras as cornudas, que cada um sabe de si e eu só quero saber de mim?

 

É obvio que os tempos em que bastava abrir as pernas eram tempos felizes. Mas eram sobretudo falíveis. Na realidade, quando tínhamos o comando remoto da piça alheia não sabíamos exactamente porque razão eramos fodidas. Havendo pau tudo marcha.

 

É preciso mais do que uma aparente modernidade para levar um não de perna aberta e sair de sorriso sincero nos lábios. Pois é. São precisas muitas negas.

2 comentários

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    Riccardo 15.04.2008

    Disso não tenho a menor duvida, já todos somos crescidotes ao ponto de saber aceitar as consequências dos próprios actos. Porém o que diz dizer foi que a forma de não de levar o estalo não um segredo assim tão grande. Não basta abrir as pernas, como sua alteza disse são custos da evolução. Contudo nenhuma evolução é tão rápida assim. Quero dizer com isto que as vezes abrir as pernas simplesmente pode parecer ofensivo para nos Homens. Gostamos de sentir que merecemos o pitéu, que somos desejados e não apenas uma escolha aleatória num bar cheio de indivíduos a tentar bater o recorde mundial de ingestão de álcool. Finalizo com um ditado de que gosto muito, sem cair não se aprende a andar de bicicleta.
    Os meus mais sinceros cumprimentos.
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