O jugo do sexo é tão pernicioso quanto o jugo de outra coisa qualquer. Quando aperta o garrote da vontade, esse híbrido ubervalorizado, tornamo-nos, rapidamente, reféns de qualquer coisa que não reconhecemos como palpável. Que raio é ter vontade de foder? De que falamos exactamente quando dizemos «apetece-me foder»? Coloco-me a questão há anos porque não tendo uma personalidade aditiva, deparo-me com esta vontade de tudo e de nada que não identifico como real. Sinto-me a serva da gleba dos conceitos de livros da especialidade.
Será que me falta o beijo? A cópula? Seja o que for o melhor é entrar em detox.
