Este vai direitinho aos desencontros e aos desencontrados. Que ainda não perceberam que a vida só se vive uma vez.
a imaginar, a imaginar?..
cortando o mar, cortando o ar.
psuedotumor-cerebri-cyclobenzaprine
De Luna a 9 de Maio de 2007 às 08:45
O amor é o amor... Cada um com a sua forma mais sublime de amar, cada um com a sua beleza.
Mas lá está, se não agirmos perante nós próprios até desencontrados podemos ficar da nossa pessoa e maior ainda será o desencontro com o amor e a vida.
Ficar apenas a imaginar? Imaginar, sonhar sim, mas não sem correr atrás desses sonhos, não perdendo oportunidades de viver, conhecer por vezes as melhores sensações da única vida que temos. A vida é bela e tem muitos encontros e desencontrados para serem descobertos e vividos.
Bjs
De
Sol a 9 de Maio de 2007 às 09:20
Depois... não há depois.
O medo do depois pode não fazer o antes e o durante acontecer. Esse o grande perigo. Mas, depois... Oh, well, depois se vê!
Fica para vocês a letra de "Eu te amo" de Chico Buarque de Holanda e Tom Jobim. Gosto de toda a música, mas especialmente as etrofes 4a e 5a...
"Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir"
Beijinhos e um ótimo dia a todos.
De Peste a 9 de Maio de 2007 às 09:26
Cara alteza,
O amor é o amor, é como um intenso oceano onde o devir é constante mas a água mantém-se a mesma. Como no surf, o segredo é perceber quando vem a maré, quando chega o set, de ondas de arremesso e poder, ondas que tanto nos acariciam como nos deitam abaixo, beijados pela espuma mesmo quando caídos... e como o mar tem o amor também toda uma calmaria, onde podemos relaxar e inalar o sal que tempera a alma, apreciar o silêncio e o eco da nossa alma, da alma do mar, da alma do amor... o importante no amor é não esquecer que as ondas vêm de sete em sete, e que nos períodos onde nos sentimos safe and sound, é preciso continuar a olhar o horizonte, à espera do set, sempre preparados para as ondas...ou então seremos arrastados até à praia...a praia do amor é um interregno, uma incerteza, uma sensação de derrota...o verdadeiro amor é como o mar, vivo, intenso, surpreendente e por isso mesmo temos de amar desportivamente, treinar todos os dias, e assegurarmos a nossa capacidade para o surfar e viver, sem nunca esquecer que quando somos um com o mar, o amor é simbiótico. Toddos nascemos para amar, alguns de nós têm é de aprender a surfar.
Até à próxima, numa onda perto de si.
De Mrs. Jones a 9 de Maio de 2007 às 09:41
Para dar uma achega aos desencontros e aos desencontrados que ainda não perceberam que a vida só se vive uma vez - e já que estamos em maré de citações, aqui vai um excerto (o texto é muito grande) do:
ELOGIO AO AMOR - de Miguel Esteves Cardoso
"Quero fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi casais
tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia (...).
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra.
(...) Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a
desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.
Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber.(...) Não se pode ceder. Não se pode resistir.A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
E pronto.
Beijinhos para todos.
De
sissi a 9 de Maio de 2007 às 10:00
Dear All,
para mais conversas sobre o Amor, aconselho o filme The End of the Affair. Mas levem Kleenexes.
cumps e obrigada
De
Lily a 9 de Maio de 2007 às 10:03
ah, o amor.
essa coisa que nos tritura o coração e o estômago e...
oh o amor.
De Lolita a 9 de Maio de 2007 às 11:10
O que é o Amor?!...
Embora não haja definição para o Amor, "O Amor pode fazer um cão ladrar em versos." (John Fletcher)
Curvadas vénias.
É o amor. E chega. Tudo o resto são restos.
Abraço.
De Luna a 9 de Maio de 2007 às 10:06
As pessoas já não seguem os seus instintos na totalidade, por medo das consequências que o realismo dos outros provoca. Os casais hoje planeiam tudo ao pormenor, desde o primeiro momento, sonham pouco em conjunto. Mesmo que um tenha a capacidade de sonhar pelos dois há sempre o medo da racionalidade do outro, não se vivendo com a intensidade e prazer que seria possivel, deixando nós se ser, muitas vezes, a pessoa que realmente gostamos de ser.
Bjs
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