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  <title>cenas de gaja</title>
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  <description>cenas de gaja - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Sun, 12 Dec 2010 15:26:08 GMT</pubDate>
  <title>The End ou A Última Carta ao Pai Natal</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;Querido Pai Natal,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;espero que este post te encontre de saúde, que nós por aqui bem, obrigada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Escrevo-te pela última vez desta morada.  Por isso, decidi que o meu último pedido vai para as pessoas que, verdadeiramente, fazem este palácio. São eles quem o pintam, estucam, dão estrutura. Eu limito-te a mandar motes para o ar, na esperança que eles sejam apanhados e trabalhados comme il faut. E foi isso que aconteceu ao longo destes quase seis anos. Assim sendo, Pai Natal, espero que coloques no sapatinho de todas, mas mesmo todas as pessoas que por aqui passaram uma dose massiva de felicidade, acompanhada pela responsabilidade que cada um de nós tem nela. Dá-lhes ainda clarividência, serenidade, calma e paz. Embrulha todos estes presentes com uma fita de seda feita de de criatividade e coragem para assumirem o que são e o que querem. E, finalmente, generosidade para que consigam estar para si e para os outros. É só isto. E diz-lhes que lhe agradeço todo este tempo, do fundo do coração apertado de Princesa, mas que outro palácio, muito diferente, se abriu noutro lado, e que agora é o tempo dele. Informa-os ainda que, em querendo saber onde estou, é mandar uma missiva para o Correio da Princesa, e eu informarei. Mas avisa-os que não esperem sexo. Do outro lado do espelho há todo um novo mundo, uma princesa que não é nova para mim mas é nova para eles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais uma vez, Pai Natal, não te esqueças de lhes agradecer por mim. Outra vez. É mesmo muito importante que eles saibam que este foi o melhor blog do mundo também porque cá estiveram. Livros, crónicas, participações avulsas aqui e ali, este sítio foi repositório de alegrias, tristezas, frustrações, cogitações, indignações e muito, mas muito prazer. Mas agora chega. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Até breve.  &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 29 Nov 2010 23:28:07 GMT</pubDate>
  <title>Lelo</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;E depois de monitorizar as centenas de downloads do terceiro livro - para os mais distraídos, podem fazê-lo gratuitamente aí do lado direito ao pé das capas dos outros livros - estou de volta ao recesso do lar real. E para quê? Para vos dar conta de uma das razões onde gasto o meu tempo e dobrões: &lt;a href=&quot;http://pt.lelo.com/index.php&quot;&gt;os sex toys da Lelo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não sei como é convosco, mas comigo, mesmo que seja badalhoco, o sexo tem de ser bonito. Há qualquer coisa no erotismo e na estética da foda que me encanta sobremaneira. Vai daí, desde que descobri estes pequeninos que não olho para o lado. Sou mulher de um vibrador só, a não ser que esse vibrador venha em formas e feitios deveras bonitos e bons. Por isso, sugiro que pousem a vista nisto. Aconselho-os todos a todos. Não porque me apeteça, mas porque sei. Tenho-os a todos cá em casa e sei do que falo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para já, fiquem com a mais nova &lt;a href=&quot;http://pt.lelo.com/index.php?collectionName=insignia&amp;amp;groupName=ISLA&quot;&gt;aquisição&lt;/a&gt;. Tem tanto de lindinho como de perfeitamente eficaz e tem pormenores deliciosos. Seis velocidades e cadências para vosso gosto e prazer. O meu é cor de rosinha e dourado. Um must. Lindo de morrer. E vem com um pin, ou um broche, como preferirem, que nos identifica a todos. É uma coisa tipo maçons da foda. Nós os fãs da Lelo conhecemo-nos. Não é?&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 22 Nov 2010 17:09:24 GMT</pubDate>
  <title>O novo livro - download à borliú! </title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;Maneiras que é isto. Quando a vida nos mete uma curva sinuosa no meio de uma recta, há que reduzir velocidade e mudar de rumo. Tanta merda pra vos dizer que afinal o livro e as promos e o caralho já não saem. Nas bancas. Saem aqui. Se repararem bem, no lado direito do ecrã, em cima, junto às capas dos outros livros, está um documento em pdf prontinho a ser descarregado, pela módica quantia de 30 segundos, que é mais ou menos o tempo que demora até terem a Obra na mão, de seu nome Sex Bomb.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aproveito para agradecer, sem ironias, a todos os que colaboraram. Foram realmente muitos os súbditos e súbditas que participaram. Espero que gostem do resultado. Passem a palavra, façam o download, partilhem. É de borla e de coração.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enjoy!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PS. o livro não está paginado nem revisto. Por isso, não se armem em parvos com as vírgulas e gralhas que não há cú pra isso.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 05 Nov 2010 14:55:56 GMT</pubDate>
  <title>A pedido de várias famílias...</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;...fica a informação que a reportagem do retiro de meditação que fiz sai amanhã, na revista Index do jornal I.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Ah e tal, mas depois ficam a saber o teu nome». Certo. Caguei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enjoy!&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 04 Nov 2010 16:26:00 GMT</pubDate>
  <title>Amores perros</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;Minhas queridas,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;que noite, a de ontem. O Universo às vezes é fodido mas sabe sempre o que faz. Claro que isto agora vos soa pior, mais ridículo e idiota que a própria hecatombe que, parece, se abateu sobre as vossas vidas. Ainda me lembro da última vez que o o meu coração se derreteu nas mãos de homem que queria «para a vida». Também tive amigos, quando os pedi, e arrendei o seu colo a cada golfada de ar. Para além de amizade, posso oferecer-vos o que tenho de melhor nestes dias. A minha presença silenciosa. Faz parte. Quando alguém que amamos decide mudar a bússola e não nos coloca em nenhum dos pontos cardeais, resta-nos o silêncio. Não o silêncio digno das bem aventuradas, mas o silêncio sofrido e doído das que, tendo coração, ficaram sem ele. Pelo menos, assim parece.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dizer-vos que vêm aí dias melhores, não ajuda. Há sempre aquele gosto de fim de linha, que se mistura com as perguntas sem resposta, que nos obnubila o pensar e nos deixa apáticas, catatónicas. É sempre assim. Temos grandes planos para os outros. Neste caso, o plano de que a pessoa a quem entregamos o viver amoroso, e às vezes mais que isso, nos ame para sempre, sem percebermos que o «para sempre» só existe nas músicas foleiras de elevador. Nada é para sempre. Nem nós mesmas somos para sempre. Mas enquanto vivemos e alimentamos essa bolha, esquecemo-nos, tantas vezes, de nos alimentar a nós. Foi o vosso caso. Alargaram o vosso limiar de dor numa relação a dois e aceitaram que ele vos fosse transformando, insidiosamente, numa outra pessoa. Indesculpável, para quem partilha paredes connosco e que, paulatinamente, vai deixando de gostar sem nunca manifestar grande coisa a respeito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porque há homens assim. Mergulhados em culpa cristã e viciados em palavras bonitas que embrulham quotidianos falsos. Mas eles não importam, minhas queridas. O que importa são vocês. Chorem, berrem, gritem, durmam, durmam muito. Morram, nasçam e voltem. Porque quando o fizerem, vão perceber que o mundo vai continuar a girar e nós vamos continuar aqui. A girar convosco também.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 28 Oct 2010 12:42:59 GMT</pubDate>
  <title>I have a dream</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;A vida em comum é qualquer coisa que me atrai e repele com a mesma força. Quanto mais o tempo passa menos vontade tenho de encontrar o cheiro a macho em cada recanto do Palácio. Por outro lado, tenho dias em que o sonho romântico e adolescente me acerta em cheio qual maçã envenenada. O ideal seria enamorar-me pelo meu vizinho de baixo. Ou do lado. Ou da frente. Alguém que estivesse perto mas não demasiadamente perto, e apenas à distância de uns 3 minutos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E nem vou aqui elucubrar sobre como a proximidade dá cabo do romance e do mistério. Até porque se dá cabo de umas coisas, constrói outras e ninguém disse que isto acontecia de forma fácil e sem trabalho. Concentro-me apenas na logística, no dia a dia, no quotidiano que encerra a manta e o sofá mas raramente compreende a casa inteira só para nós e para um desleixo que é útil e saudável. Nem sempre me apetece estar de banhinho tomado ou de cabelo penteado. Tenho dias em que este pele alva e leitosa só vê água antes de Morfeu e isso seria impensável com um macho a viver debaixo do mesmo texto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E de pensamento em pensamento até à teoria final, lembrei-me de uma actividade diária sem a qual os meus nervos sobreviveriam muito pior: masturbação. Onde fica este deleite quando a vida de casal se instala? I have a dream. O sonho de poder masturbar-me quando me apetece sem que o parceiro se incomode, a não ser que se queira dar ao «incómodo» de se juntar. Mas não carece. Na verdade, esta obtenção do prazer autónomo é das coisas mais bonitas que uma mulher pode fazer por si. E disto não abdico. Como dizia, I have a dream. O de encontrar um parceiro que, percebendo a minha vontade de gemido em mono se orgulhe de mim e vá dar uma volta ao bilhar grande durante meia horita. Ou faça o jantar. Ou vá ler o jornal. Ou à bica. O que lhe apetecer. Mas que me deixe estar sossegada e quieta um bocadinho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;I have a dream. Still waiting.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 25 Oct 2010 22:26:05 GMT</pubDate>
  <title>Cena de Gajo</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;Acabadinha de chegar do retiro, e depois de dez dias em modo espiritual, decidi brindar o meu regresso à vida real com uma actividade que me afasta, uma vez mais, das excelsas representantes do meu género: shopping. Se há coisa que me aborrece e entedia é ter que ir às compras. A minha falta de paciência para entrar e sair de lojas, vê daqui e experimenta dali, não me permite cair nesse estereotipo feminino embora, amiúde, não me reste outra saída se não enfrentar as hordas de gente em modo retail therapy, como se fossem encontrar nos trapos a cura para todas as suas maleitas. Adiante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estava eu ontem na fila para pagar umas quantas merdas, estrategicamente colocada ao pé dos provadores da loja, quando dou por mim condoída, solidária e quase em estertor com o sofrimento e embaraço de um macho que, por amor à sua musa, se desdobrava em panegíricos e outros elogios que tais. A tal, a menina dos seus olhos, tinha, claramente, peso a mais. Não era cheia, nem gordinha, nem anafada. Era gorda, ponto final. E sempre que vestia uma peça de roupa, muitos números abaixo do que seria visualmente agradável, pedia opinião ao namorado, coitado, que fazia verdadeiros malabarismos de palavras e boas intenções impregnadas do que, julgo, só poder vir de um local de amor profundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Empatizei com a situação. Que difícil deve ser dizer à pessoa que gostamos, com todas as suas camadas adiposas e detalhes estéticos associados, que apesar de a amarmos para além do seu recorte, aquela camisola verde colada ao corpo é feia demais para a beleza que os olhos dele ditam ver. O que umas calças apertadas e de cintura baixa lhe trituram as carnes e que isso não se compadece com a formosura que ele sabe que ela tem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porque por mais que o afecto se desenvolva para além do nosso recorte, e que nós, como amadores, amemos a cousa amada independentemente da informação da balança, não é fácil dizermos a quem gostamos que as calças apertadas não a «favorecem porque tens essa barriguinha linda um bocadinho grande» sem parecermos paternalistas e ridículos. Por outro lado, faze-lo é das coisas mais quentinhas e amorosas que já ouvi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acho que estou a ficar velha.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 25 Oct 2010 10:51:47 GMT</pubDate>
  <title>De volta ao mundo dos vivos</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;É isto. Estou de volta dos 10 dias mais duros desta minha vida boa de princesa. Não vi a luz nem encontrei o sentido da vida numa folha de oliveira, mas trouxe comigo a certeza de estar no caminho certo. Levantar às quatro da manhã, meditar até às seis e meia e todo um programa de festas espartano como se quer quando o fito somos apenas nós. Foi lindo. Mas a minha vida é melhor. E cá estou eu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O relato completo podem lê-lo numa determinada revista de um determinado jornal no próximo fim de semana, que versará sobre determinadas coisas de determinado retiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E depois desta eloquência de espantar, vou só ali regularizar horários e venho já. Não saiam daí.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 13 Oct 2010 10:36:09 GMT</pubDate>
  <title>Retiro</title>
  <author>sissi</author>
  <link>http://cenasdegaja.blogs.sapo.pt/201592.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Maneiras que é isto. Vou em Retiro. Durante os próximos dez dias vai ser um fartote de meditação. 8 horas por dia, basicamente. Se depois disto não vir a luz, em todas as cores do Pantone, entrego-me aos prazeres da carne e vou atacar para Miami. Ou não. Também posso ir pra Cannes, que também diz que é bom.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De todo o modo, voltarei, provavelmente já com rastas e sem colocar hidratante de manhã e à noite e prontinha para fazer as malas e mudar-me para uma comunidade. Para já, vou estar incontactável e o único mundo que me verá a fronha é o meu, interior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portem-se bem, por aqui. Não se peguem uns com os outros. Voltarei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Até já.&lt;/p&gt;
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&lt;p&gt;Deixo-vos com esta dos Jamiroquai, que me acalma e me leva para sítios bonitos na minha cabeça. Enjoy!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
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&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 11 Oct 2010 14:33:14 GMT</pubDate>
  <title>Maigret de Pato ou de como as relações podem ser um verdadeiro open space</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;Era apenas mais um jantar. Não fosse estar alapada no melhor sofá da casa e o dito estar rodeado de grelame, teria sido, de facto, apenas mais um jantar. Daqueles que os amigos oferecem com o intuito de reforçar o anglicismo mingle e convidar pessoas que não se conhecem para travar, justamente, conhecimento. Dizia eu que estava com o meus glúteos cada vez melhores colados a um pequeno sofá para dois que açambarquei para mim, quando parte do grelame que se juntava à minha volta, quais acólitas em preparação para a missa, se lembra de iniciar o vómito colectivo e secreto em direcção aos seus mais que tudo, sentados no lado oposto da sala. Ou seja, abrem, literalmente as hostilidades, numa contenda onde só elas marcam presença.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que aqui d&apos;el rey, dizia uma, o tipo só desarrumava, não era capaz de colocar um prato na máquina, que ela já nem pedia mais, um prato, por Zeus, um prato e estaria reposta a harmonia familiar, ou que não, dizia a outra, o dela era muito limpinho mas um frouxo na cama, que, tadinha, não tinha um orgasmo vai para seis meses, altura, mais ou menos, em que ele começou a trabalhar que nem um cão, que, ok, está bem, sabem bem os 3500 euros no final do mês, mas, e ela?, ela também precisa dele, e ele, bandalho, nem um orgasmo para amostra, o pécora, ah, mas vocês têm muita sorte, dizia uma terceira, que o dela está com mais 15 quilos desde o casamento, um desleixado, ainda por cima, ela não se sente ouvida, sente ignorada, a pobre, ele não a apoia em nada, não quer saber. E foi mais de meia hora nisto. Até que perguntei, estupidamente: mas...vocês já falaram sobre isso com...sei lá...os vossos namorados e marido? «Achas? Eles lá nos ouvem!», responde a chefe das carpideiras, claramente a agitadora de massas de grupo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora, dado que eu estava, como disse, alapada num sofá confortável e comer um maigret de pato que era uma especialidade, e um tinto, cuja proveniência desconheço, que acompanhava muito bem, estava-me a foder o juízo ter que me levantar para me sentar num sítio onde o ar fosse limpo. Mas assim o fiz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E qual Labrador, fomos para um canto, eu e o meu maigret de pato, ao qual se nos juntou uma sensação de dejá vú. De facto, não é a primeira vez que assisto a este número de circo. E não é que duvide dos queixumes que ouvi, mas esta lavagem de roupa suja em público, este desbotar acompanhado de relações íntimas causa-me um espanto incrível. Porque seja qual for o motivo, não vislumbro uma razão, por mais ténue que seja, de rasgar de alto abaixo a pessoa com quem vivemos, nas suas costas, e depois alegremente voltar a casa e partilhar com ela a mesma cama.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pior, não imagino o que levará alguém a fazê-lo com o objecto de (des)amor no mesmo metro quadrado. Acho de uma falta de respeito e de solidariedade inomináveis. E não interessa se têm razão. A intimidade discute-se no íntimo. Não quero ter que olhar para a cara de pessoas que conheço e ver um homem que é porco e não arruma ou um frouxo que não sabe foder.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A sério, grelame bom do meu país. Guardem o que é de guardar. Não transformem  o T2 da vossa relação num open space a céu aberto. Pelo menos não enquanto eu e o meu pato estivermos na sala.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 08 Oct 2010 21:26:57 GMT</pubDate>
  <title>And here´s your moment of Zen. Truly. </title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Os 3 minutos mais bem empregues dos últimos tempos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;É isto. É exactamente isto.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 07 Oct 2010 22:53:03 GMT</pubDate>
  <title>PPP - Pill-Poping People</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;Eu sou, claramente, uma gaja optimista. Já vivi mais tristezas em 36 anos que muitos de vocês encontrarão numa vida inteira. Não ser optimista e feliz seria quase uma sobranceria para com o que a vida me permitiu fazer e um sinal, claro, de muito pouca inteligência. Por isso me incomoda este mau estar geral, esta infelicidade endógena que nos apodrece e paralisa. Esta conversa da crise, da contenção que nos exigem com medidas que não entendo. Como me aflige olhar à volta e perceber que a depressão, a tristeza e a total demissão pela própria vida é mais valorizada que o seu inverso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dizer que se está deprimido passou a ser um sinal de status. Trocar referências de «médicos amigos» é desbloqueador de conversa. E contar, à mesa de café, os nomes dos comprimidos que se enfiam bucho abaixo é tão normal quanto pedir uma bica escaldada. E pergunto-me: desde quando é que ser-se infeliz é bom? Em que momento da nossa patética existência como comunidade e projecto social passou a ser cool ser-se ansioso, viver com medo e existirmos em dormência farmacêutica? E quando é que mudámos de paradigma e ser feliz, optimista, responsável pelo seu bem-estar passou a ser um tratado de estupidez e perca de tempo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora que escrevo isto até entendo. Stroke of insight. Ser optimista não é ser pateta alegre nem ver a vida com lentes cor de rosa. Mas dá trabalho. Oh se dá. Dá aquele trabalho que ninguém pode fazer por nós. Não há cábulas, internet nem relatos que nos valham. Estamos nós, sem aditivos, e nós mesmos. E acreditem, eu sei o quanto isso pode ser assustador. Mas estar atento e consciente do que a vida nos traz é um processo compensador. Além disso, expliquem-me os infelizes e depressivos crónicos: o negrume tem funcionado?  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tristeza acontece, as questões infelizes aparecem, sem que possamos fazer nada. Mas cultivar a natureza de um sentimento que nos faz mal, que nos oblitera, nos confunde e nos mata, através de um automatismo de pill-popping - vão ao Google - sem mais trabalho nosso ou pedido de ajuda, parece-me pouco. Vivemos rodeados de PPP com síndrome de KKK - este acho que não precisam de ir ao Google. E cada um faz o que quer, obviamente. Mas não me fodam. Não me olhem de lado quando me proclamo feliz, quando me meto nas merdas new age porque a old age não me faz sentido ou quando escrevo textos destes porque sei, melhor que muita gente, o que é morrer e nascer de novo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E se eu consigo, vocês também.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 07 Oct 2010 10:23:23 GMT</pubDate>
  <title>Dedicado</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;‎(...) E posto que viver me é excelente &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;cada vez gosto mais de menos gente (...) &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Agostinho da Silva&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 07 Oct 2010 09:20:33 GMT</pubDate>
  <title>Oh, well...</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Misógino, mas bom.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 02 Oct 2010 00:19:27 GMT</pubDate>
  <title>Sissi Responde - Heartbreaking</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;table cellspacing=&quot;0&quot; width=&quot;100%&quot;&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td class=&quot;text&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;fixed leftAlign&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Olá. Estou a passar uma fase complicada na minha vida, um desgosto amoroso de uma relação de 2 anos e meio. Será que me podes dar umas dicas de como ultrapassar isso? Sou obrigado a conviver diariamente com a outra...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Súbdito Devidamente Identificado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estimado Súbdito,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;tenho boas e más notícias. As más, primeiro: não há nada que eu lhe possa dizer que o meu caro não saiba também. Não há remédios caseiros, poções encantadas e seredipismos que nos tornem, subitamente, cientes que, apesar de o nosso amor ter ficado para trás, continuamos vivos. Na verdade, só nós é que achamos que não sobrevivemos a uma relação fracassada. Se reparar bem, o dia continua a ser dia, a noite continua a ser noite e a natureza do amor romântico não vai deixar de implicar a perda só porque nos fartamos de sofrer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gostaria muito de ter uma lista, bem concatenada, de tarefas e instruções que fizessem desaparecer e sensação de termos ficado sem uma perna ou um braço. Gostaria de a ter pra si, pra mim, e para toda a gente que tem coragem de se ligar a outro sabendo que o pode perder. Mas, acredite ou não, apesar de eu mesma estar no rescaldo de um coração partido, se essa lista existisse, os meus olhos não passariam por ela. Porque não há maior oportunidade de nos tornarmos na pessoa que queremos ser que o espaço por preencher de alguém que já não está. Parece-me que não há nada que possa fazer para mudar o que aconteceu. Está feito e para sempre inscrito na sua história pessoal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que pode fazer, e estas são as boas notícias, é decidir como viver essa falta. Isso, sim, depende de si e vai colmatar a falta de controlo que só sente quem já se deixou ser guiado por um sentimento forte que, de repente, desaparece. E eis o que eu sei, o que aprendi: por muito difícil que seja, por muito que achemos que nunca vamos encontrar ninguém igual, que a pessoa que se foi concentrava nela todas as qualidades do mundo, isso não é verdade. O desgosto amoroso, em parte como o amor, é, na sua essência mentiroso. Faz-nos acreditar que morrermos a cada golfada de ar sem nos deixar perceber que é o ar que, precisamente, nos faz viver.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que é que pode fazer? Continuar a andar. Um dia, quando menos esperar, a coisa passa. Oh, se passa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Palavra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PS. ofereço-lhe esta. Das minhas favoritas. Enjoy!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
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  <pubDate>Fri, 01 Oct 2010 13:53:57 GMT</pubDate>
  <title>TPM#25</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;Saiu apenas com uma mala. Lá dentro colocou dois filhos, rapazes, um cão, a casa de Lisboa e a de fim-de-semana, os mimos, o riso, o sexo e aquele ingrediente extra que por não ter nome parece nada mas que é o tudo que faltou. Closure, ouviu nos filmes. É a palavra que designa o momento em que sai de casa de mala na mão e coração na boca. Aqui não volto.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 30 Sep 2010 13:20:59 GMT</pubDate>
  <title>Sissi Responde is back!</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;Uma das belezas deste blog tem a ver com a quantidade de mails que recebo de pessoas que confiam o suficiente para me colocarem nas mãos medos e questões que as atormentam. Assim sendo, decidi reabrir o consultório: Sissi Responde is back. Mandem mail para o Correio da Princesa, aqui mesmo ao lado. Anonimato garantido, sinceridade e generosidade confirmadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Até lá, e depois de dias a debater-me com uma história que me chegou, fiquem-se com esta pérola de sabedoria:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Se vos parecer que o objecto do vosso desejo não vos deseja da mesma maneira, em toda a probabilidade, é porque não deseja mesmo. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 28 Sep 2010 23:16:36 GMT</pubDate>
  <title>Quem quer entrar no vídeo da Obra meta o dedo no ar!</title>
  <author>sissi</author>
  <link>http://cenasdegaja.blogs.sapo.pt/199278.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #888888;&quot;&gt;Estava eu em momentos de júbilo alimentar, sentada na minha poltrona nova a degustar umas tostas com um Pienza Pecorino que acompanhei com um Margaux, quando tive uma ideia do caralhão. Ora bem, sucede o seguinte: como vos disse, os vídeos de promoção do novo livro vão começar a andar por aí. Um deles terá dois protagonistas que vocês talvez conheçam - numa narrativa de bradar aos céus... - e os outros serão feitos integralmente pelos meus amigos, que vão retirar do seu precioso tempo para ler para a câmara partes da Obra. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #888888;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #888888;&quot;&gt;Ora o que é que eu pensei - já depois de ter mamado as iguarias supracitadas e já a preparar-me para enfardar uns biscoitinhos Bacci de Dama, com os quais me venho aos baldes - pensei que giro, giro era se vocês quisesses igualmente participar. Afinal de contas, a Obra é feita pelas quase 700 pessoas que responderam ao quizz. Sem vocês, grelame e machame do meu coração, a Obra não existia. Para o bem e para o mal. Assim sendo, em querendo fazer parte desta grande rambóia, enviem mail que encontraremos forma de a coisa se dar. O que ganham com isto? Um livro. É mau? Não. Porque vai ser do caralhão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #888888;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #888888;&quot;&gt;Maneiras que é isto. Mail, aparecer, divertir e esperar pelo resultado final. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #888888;&quot;&gt;Sou uma Princesa tão fixe que só me apetece dar beijos a mim mesma. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #888888;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #888888;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 27 Sep 2010 14:12:15 GMT</pubDate>
  <title>Carta aberta ao meu velho amor</title>
  <author>sissi</author>
  <link>http://cenasdegaja.blogs.sapo.pt/199146.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Caro Sporting,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;acho que desta é de vez. Depois da forma como te tens comportado nos últimos anos não me resta mais do que olhar-te nos olhos e dizer-te adeus. E escusas de vociferar. Já nem o teu rugido se ouve. Estás de quatro e ainda não percebeste. Já todos te gozam. Até os labregos do Benfica, filisteus desportivos, gentalha do garrafão e da bifana, até esses te olham sobranceiros, da margem sul da segunda circular, e se riem de ti.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Empate com o Nacional? Numa noite já fria em que nem o suposto aconchego do camarote barrica o gelo que se sente a cada golo adversário? Só podes estar a gozar comigo. Eu, tua adepta dedicada, sócia há 36 anos feitos há dias, que, durante anos, fiz do falecido estádio de Alvalade a minha casa, quer por via profissional, quer desportiva, que ganhei medalhas em teu nome, que escrevi os primeiros artigos nas já amarelas páginas do Jornal Sporting, que engatei, com sucesso, o meu primeiro jogador da bola à porta da 10A, TU AGORA FAZES-ME ESTA MERDA, CARALHO?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esquece-me. Fartei-me. Não, não, não há outro clube. Deixo-te as chaves do camarote nas meninas que estão à entrada. E já agora, diz-lhes que elas não sabem temperar um sumo de tomate comme il faut. But then again, comme il faut é qualquer coisa que há muito já te abandonou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esforço, dedicação e devoção tem um certo na minha lista. A ti, bastava-te a glória. Domage. Pode ser que para o ano lá volte. Ou não. A ver.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 24 Sep 2010 15:33:14 GMT</pubDate>
  <title>Cá merdas minhas</title>
  <author>sissi</author>
  <link>http://cenasdegaja.blogs.sapo.pt/198849.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Dentre as muitas qualidades que me integram, a paciência nunca foi uma delas. Saber esperar é uma arte secreta que, na minha cabeça, sempre esteve guardada para os outros. Os que, dir-se-ia pelo estoicismo com que aguardam a vida, sabem coisas que eu desconheço, segredos que a minha cartilha não viu impressa. Ser paciente é ter confiança. Em si mesmo, nos outros, no Universo. Mas é, sobretudo, conseguir perceber que só o tempo torna tudo mais claro, daquela claridade que nos faz, subitamente, dar passos em frente com a certeza da mudança de luas e diferença de marés.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As relações, sejam elas quais forem, precisam de tempo. Nós todos precisamos de tempo uns com os outros. O próprio tempo precisa de calma no seu vogar e de não ser apressado. Parece-me pacífico e consensual. Assim sendo, porque raio, d&apos;un coup, mergulhamos em histórias mal contadas, mal paridas e, no final, tão mal vividas? Como diz a canção: «first we take Manhattan, then we take Berlin». Mas não. Primeiro tomamo-nos de assalto, ao reclamar para nós a vivência das falácias que aprendemos a ouvir, e depois tomamos os outros de assalto, com as consequências que essas ideias pré-concebidas acarretam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Exemplo? Simples. As metades da laranja. A pessoa que completa. O outro que é «tapa buracos». Os filmes e as músicas que ouvimos fodem-nos muito a cabeça. Estou por descobrir as letras que dizem: «o outro não é fita isolante». «O outro não tem culpa da minha falta de pai e mãe». «O outro existe por si só, respira sozinha e anda pelo seu pé. Ah, e já agora, eutambém.» Não me convencem com esta coisa do amor mágico. O que me obriga a desaparecer na pessoa com quem vivo para ser uma metade. Que caralho é isso? Eu sou inteira. E procuro um inteiro. Sou das que constrói e que adiciona. Na minha tabuada, um mais um serão sempre dois. Dois.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 22 Sep 2010 22:25:59 GMT</pubDate>
  <title>Agradecimentos e mais qualquer coisita</title>
  <author>sissi</author>
  <link>http://cenasdegaja.blogs.sapo.pt/198487.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Esta Princesa agradece, dos fundilhos do seu coração, todos os comments e mails de aniversário e ainda a ajuda prestada e que foi providencial para clarificar o Tico e o Teco, animais de estimação reais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;36 anos. Foda-se, caralho. Onde se esconderam os restantes lustros? Onde é que eu estava quando cheguei aqui, ao dia depois dos 36? Caralho. 36 bem vividos, bem fumados e regados, bem fodidos, mal amados. Mal amados. Ainda assim, tenho história, tenho vida e sou a melhor pessoa que conheço. Não porque seja boazinha, mas precisamente porque sou boazona. Por dentro e por fora. Por isso, meu amores, se quiserem continuar, enjoy the ride. Se não, foi um prazer. Não sei o que aí vem, só sei que é diferente do que já foi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para já, livro novo em Novembro. Os vídeos promo do bicho vão andar a rodar e a capa já vai poder ser vista. O conteúdo, aquele a que muitos (imensos) de vocês deram corpo, será apresentado, em bebício&amp;amp;fumício de alto gabarito, daqui a uns dois meses. Conto convosco para o feliz evento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto, há novo blog no pasto, de uma mulher que eu adoro e que é uma caixinha de Pandora. &lt;a href=&quot;http://eter-o-sexual.blogs.sapo.pt/&quot;&gt;Nasceu hoje. &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://eter-o-sexual.blogs.sapo.pt/&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 21 Sep 2010 09:35:08 GMT</pubDate>
  <title>36</title>
  <author>sissi</author>
  <link>http://cenasdegaja.blogs.sapo.pt/198370.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Oh! Queres ver? Queres ver? Queres ver que faço anos? E faço mesmo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;36 anos, corpinho de 22 e cabecinha de 15. Comme il faut.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Let the adoring begin!&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 19 Sep 2010 18:52:49 GMT</pubDate>
  <title>A Princesa precisa de ajuda. </title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;Pois é, caríssimos. Chegou o dia em que vos peço ajuda. E porquê? Porque esta Princesa que vos fala está na Idade dos Porquês e vive dias em que tudo está em causa. Ou quase tudo. Vai daí, e porque a necessidade de compilar estes anos de escrita numa peça de teatro assim o obriga, procuro o «porquê?» do Palácio. Fez seis anos há poucos dias e, confesso, já não me lembro o que me fez abrir-lhe a porta e muito menos entendo o que me faz deixá-la aberta. Na verdade, porque escrevo? O que tenho para dizer ao mundo? Qual é o meu «porquê?». Não sei. E por isso vos peço ajuda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim sendo, gostava assim mesmo cómó caralho que me dissessem porque razão aqui vêm, do que gostam, do que não gostam, no fundo, o que vos faz vir aqui e, nesses minutos, não estarem a ler outro blog qualquer. Qual é o unique selling point desta xafarica? E atenção: eu não estou à procura de elogios. Digam o que quiserem, da forma mais assertiva que conseguirem. Se não quiserem comentar aqui mandem mail para &lt;a href=&quot;mailto:princesa-sissi@sapo.pt&quot;&gt;princesa-sissi@sapo.pt&lt;/a&gt;. Vão estar a ajudar-me bastante a encontrar um motivo para tudo isto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Obrigada. De coração.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 17 Sep 2010 13:04:31 GMT</pubDate>
  <title>Are we?</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;Agora que estou de sabática e, por isso, mais do que apta a demorar-me sobre este esfusiante mundo blogosférico, tenho lido, com gosto, atenção, noveis blogs que me encantam e deliciam. Já aqui dei conta de alguns e continuarei. A blogosfera é como tudo. Com o tempo muda, novas pessoas vão escrevendo, outras ideias e formatos se vão desenvolvendo e é assim que o mundo pula e avança.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que tive também oportunidade de verificar, e é sobre isso que me apetece elucubrar hoje, é na quantidade e qualidade dos comentadores. Não sei se devido ao facto de ultimamente ter de lidar com essa casta mais do que o costume, a verdade é que há pessoas que me fascinam pela pouca qualidade humana. E não falo apenas dos haters do costume, essa maltosa que se dedica com afinco a destruir o que os outros, mal ou bem, constroem. Falo também dos groupies de serviço, aqueles que perante um bufa mal parida do seu blogger de eleição, se apressam a largar «vivas» e «muito bom!» de forma tão eloquente e incisiva que, dir-se-ia, festejavam a cura do cancro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas os mais engraçados são os que, sendo comentadores verrinosos, sempre prontos a trespassar o sabre pelos textos e vidas alheias, decidem criar o seu próprio blog e se tornam, rapidamente, fiéis depositários do seu próprio veneno. Porque as ervas daninhas, como se sabem nascem em todo o lado. É vê-los a defender-se, que as pessoas são isto e aquilo, que horror, carcará sanguinólento, numa amnésia apenas ligeiramente menor que o tamanho da maldade com que até aí brindaram os outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E reparem, eu sou uma life coach na minha vida real. Não me comprazo com a desgraça alheia, nem mesmo com a destes biltres. Mas questiono-me, com algum fervor, o que leva algumas pessoas a retirar do seu tempo de vida para escarrar para cima dos outros. E não me interessam as invejas, o não ter nada que fazer e outras razões comezinhas que tais. Interessa-me ir mais fundo. Estaremos mesmo rodeados de gente com mau fundo, sociopatas desta blogosfera que de pátio interior se tornou em planície alentejana?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 14 Sep 2010 21:51:26 GMT</pubDate>
  <title>Minetes&amp;Broches</title>
  <author>sissi</author>
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  <description>&lt;p&gt;Ora bem, ia eu postar aqui uma merda de arrebimbó malho, meio sangrenta meio envergonhada com a forma e conteúdo deste filmezeco aqui em baixo...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
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&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;...quando este grande querido, a quem eu matava de tanto o foder, conseguiu dizer, com graça, tudo o que penso a respeito deste assunto.&lt;/div&gt;
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&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Meninas, não carecia este enxovalho. We had it coming. Literalmente.&lt;/div&gt;</description>
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