Domingo, 8 de Abril de 2007
Chuto no cu
Hé merdas em que nós, gajas, somos fodidas. E fodidas para nós. Não há nada que nos deixe mais presas, mais pelo beicinho, mais apaixonadas, que um bom chuto no cú. Se o tipo é dos porreiros e até se mostra disponível, é um tonto, um cão, alguém cuja importância sublimamos porque se mostra presente, em nossa opinião, demasiado presente. Se vem um outro, que a páginas tantas, nos começa a dar chutos no traseiro escamuteados seja pelo que fôr, é ver-nos, de coração em punho, ostentando uma bandeira de amor, excepto a do amor próprio.

Ora, isto a mim parece-me que não é uma boa receita para a felicidade. Quando é que nos tornámos estas mulheres pequeninas? E não me fodam, todas nós já passámos por isto, uma vez que seja. O que será que nos leva a apoucar perante um 44 biqueira larga à velocidade da luz em direcção ao nosso traseiro? E depois disso, ficamos lá porquê? Porque é que insistimos quando o sinal de «proibido circular» nos é mostrado do outro lado?

Nunca vou entender esta particularidade que é, sobretudo, feminina. Nós, grelame, mais ou menos modernas, mais ou menos vividas, gostamos de um bom pontapé no cú. E ficamos lá até o nosso amor se confundir com as pedras da calçada. E pior que isso: na loucura, o pontapeador ainda nos serve de barómetro de um amor falhado que não teve continuação... Ou seja, quando revolvermos na memória a capacidade de sermos amadas, vamos sempre lembrar-nos de ter virado o cú e pedir bis. Há alguma coisa mais irritantemente estúpida do que isto? Há. Permanecer no erro.

Lembram-se do anúncio do leite? Vamos costumizá-lo. Se ele não gostar de mim, quem gostará? E a resposta é, e deverá ser sempre: ui, tanta gente...

publicado por sissi às 23:28 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Comentários:
De Miss Precious a 9 de Abril de 2007 às 09:14
Ora, esta é uma questão muito importante que sua Alteza hoje aborda. As mulheres adoram ser maltratadas, gostam que a coisa seja sofrida e difícil. É uma mentalidade a mudar porque nos faz mal.
Mas eu também acho que os homens também gostam sobretudo de mulheres que os tratem mal. É capaz de ser uma característica da raça humana.


De patricia a 8 de Abril de 2007 às 23:53
shame on me!!!!!

mas há coisas que são inevitáveis...

e são como o anúncio da água: tão naturais como a nossa sede!


De sim.sim.oh-sim a 9 de Abril de 2007 às 00:30
Querida Princesa,

Creio que quando diz "alguém cuja importância sublimamos" queira dizer "subestimamos". Se assim for, ora cá vai a minha opinião, se não for, vai na mesma!

É de facto cena de gaja!!! É que gaja que é gaja não gosta de ser preterida e como tal esforça-se para que não o seja e luuuta, luuuuta, (porque também adoramos um desafiozinho) e além do mais o fruto proibido é sempre o mais apetecido.

Mas de facto, com os gajos, o mesmo não acontece! A malta diz - vai á merda - e eles VÃO!!!

Querida Princesa, aconteceu-me uma única vez na vida, porque lá está, não sou de permanecer no erro!

Agora é mais - ai não queres? Andor!!! Next… (ás vezes o next é que demora um cadinho, mas que seja!!!!)

Uma boa semana para todos.
Princesa, (vénia)


De Gi1980 a 9 de Abril de 2007 às 01:30
sou tua fã.fãzissima posso ate dizer.fãzona,fãzaça.olha,o q kiseres.leio-t,devoro-t.comprei o teu livrinho e ate pus a foto no meu hi5,akele site tipo talho,deves conhecer certamente - podiamos legalizar a nossa amizade lá,q dizes?:D
enfim,após este assedio necessário,so keria apenas acrescentar q pior q adorar ler os teus posts foi a coincidencia do post d hoje bater mesmo no meu próprio bikeiro,pontapé no dito cujo onde m sento.e doeu. e está a doer.já fui ate comprar uns sapatos novos,coisa d gaja portantos,mas n passou.segue-s amanha cabeleireiro e kissá unhas...enfim....
a minha vénia a sua alteza...desta sua leal e devota leitora!


De jean marc a 9 de Abril de 2007 às 09:09
Sempre foi uma questão que me meteu confusão. Algumas das relações em que me meti e que correram mal, segundo o meu melhor amigo, foi por estar muito presente. Ainda segundo ele, devia dar para trás, dar umas negas, porque o grelame gosta mais.
Continuo sem o fazer, e continuo também sem o perceber. E com a breca, já me dei bem sem o fazer...


De peras a 9 de Abril de 2007 às 03:33
"...Se vem um outro, que ... nos começa a dar chutos no traseiro ... é ver-nos de coração em punho..."

O difícil de conseguir > a obsessão > a humilhação.
É fodido pra todos.


De Profunda a 9 de Abril de 2007 às 10:17
Dear one!
Na minha tão profunda!!! opinião, o tal chuto no derrière é apenas um mero incentivo, como que o rastilho no explosivo :)
No fundo, até nos estamos pouco a lixar se os gajos gostam ou não de nós (gajos há muitos) :) O primodial é que se mexam, que se agitem, que tenho atitudes! A assertividade é um óptimo afrodisiáco mental! E já agora, dear one, retire o acento do cu... eu sei que até apoia o dito mas ..
Os meus respeitos ...


De Ze-o-Terrivel a 9 de Abril de 2007 às 09:52
Então o tal fulano que escreveu a célebre frase; "As mulheres, os cães e os piratas, são fiéis a quem lhes faz mal", sempre tinha razão!...

Eu sempre achei que este tipo foi corneado ou estava a ser exagerado. Graças a isso, muitas vezes, burro, preferi dar umas cabeçadas na parede, para evitar presentear alguns cus com uns valentes e muito merecidos pontapés de baliza, que afinal de contas até iriam ser bem recebidos e trazer bons resultados.

Obrigado princesa, é bom termos alguém que nos vai acendendo luzes nesse infindavel tunel que é o mundo das gajas.

Cumps.


De Allure a 9 de Abril de 2007 às 09:57
Bom dia Princesa!
Não podia estar mais de acordo! Mas também me parece que o fim de semana não foi muito generoso consigo... Talvez no meio de tanta divagação pseudo- intelectual o machame tenha salto fora... Já agora, vale a pena pesar nisto...

Saudações "palacianas"


De alexa a 9 de Abril de 2007 às 11:17
Mas há, quase que em oposição completa a este tipo de atitude, também um outro comportamento tipico dos homens nesta situação...
Por experiência própria, podemos andar, nós mulheres, anos e anos de nossas vidas a correr atrás deles e a levar os tais pontapés no behind até ao dia... Sim, porque há um dia em que algo acontece e já não corremos atrás, já não nos interessa e, finalmente, descanso... o rabo deixa de doer!
O interessante é observar que muito rapidamente (e ainda mais se entretanto já estivermos dedicadas a outro homem) vem ele correr atrás de nós, dizendo o quão arrependido está, blá, blá, blá.
Umas vezes ainda vêm a tempo... outras nem por isso!


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