Segunda-feira, 2 de Abril de 2007
TPM#21
Há poucas coisas na vida que podem, verdadeiramente, ser consideradas como luxo. Eu tenho grande parte delas e possuo meios para adquirir as restantes. Um dos prazeres que já são meus prende-se com a visão do Tejo que me brinda as manhãs e as noites. Da janela do leito real abro e fecho os olhos com a certeza de que o rio vai estar sempre lá. Independentente do seu vogar e da cadência da minha vida, o Tejo molha-me os pés a cada dia que passa. Refresca-me a mente e ensina-me que as coisas objectivas são as únicas que nos trazem realidades concretas. Relembra-me que o futuro é feito de presentes e que são esses que valem a pena ser cuidados. Programar, planear, querer ver para além da linha do horizonte do Tejo é querer ser maior que a vida e encerra uma arrogância que perdi com a idade. Tal como o rio, que sei correr sempre para o mar a cada vez que olho para ele, a vida não se compadece com grandes tristezas. Tal como diria Agostinho da Silva, «prefiro não fazer grandes planos para a vida e aguardar os planos que a vida tem para mim». Sem me paralizar, é isto que urge ser feito.

publicado por sissi às 00:54 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Comentários:
De River a 2 de Abril de 2007 às 13:27
Na ausência do Tejo, procuro o Sorraia...
De rio em rio, até chegar ao mar. Já que qualquer um me devolve a paz, que por vezes teima em fugir...

xuac xuac


De Menhir a 2 de Abril de 2007 às 10:42
Pegando no Agostinho da Silva, acho que apesar de tudo é preciso ter algum plano para saber escolher, entre os planos que a vida nos trás, aqueles que nos convêm.

Sibila, nada acontece por acaso? Cinco minutos da teoria do caos deve chegar para rebater essa afirmação... tal e qual o título de um livro “não há coincidências”

Bjs e Cmpt.


De Sibila a 2 de Abril de 2007 às 10:20
Bom dia Princessa Sissi!

Há muito que não espreitava a vossa janela para este Mundo... Depois de ter lido e relido o que escreveu,a acabei por me rever, ou melhor, acabei por concretizar que seria assim que gostaria de me sentir... Receio o futuro, tenho medo do presente e às vezes, dou por mim agarrada ao passado :(.. Talvez por já ter sofrido, mais que o suficiente, para uma subdita, com uma vida aparentemente normal vida, como a de um comum mortal, como euzinha!

Por tudo isto, quero apenas e para já, apostar no presente e receber de braços abertos, tudo o que tem reservado para mim! E todos os dias quando me sinto, mais tristinha, olho à minha volta e reparo, que existem muita gente que não tem nem metade, do que eu tenho! Com isto, tento, aceitar a minha realidade e ser Feliz!

Isto porque acredito que nada acontece por acaso...

Um beijo grande à Nossa Admirável Princesa Sissi, assim como aos restantes súbditos.


De Mrs Jones a 2 de Abril de 2007 às 12:21
Querida Princesa,

Hoje quero apenas informá-la de que me aproprio (assim mesmo, alarvemente e sem pedir) das suas palavras.

São todas minhas, sentidas uma a uma, com a certeza feroz de que nunca, como agora, carpe diem fez tanto sentido.

Também tenho o Tejo e mais duas ou três realidades concretas. E tenho (vou tendo) a capacidade de encarar de frente o que a vida me traz.

Muito obrigada por este post. Vou ficar a disfrutá-lo em silêncio - da mesma forma como percorro mentalmente os movimentos Tai Chi - ao mesmo tempo que me dedico à tarefa criativa de preparar os legumes para a sopa.

Hoje calou-me para todo o dia ( o que, no meu caso, é proeza de respeito).

Agradecida.

Vénia (muito merecida)


De sissi a 2 de Abril de 2007 às 12:24
Querida Jonesy,
calá-la nunca! O que seria deste Palácio sem a sua palavra douta? A minha muy estimada está numa de legumes e Tai Chi? Por aqui «leguma-se» também e medita-se. Um experiência que contarei aqui.
Cumps


De Bifido a 2 de Abril de 2007 às 01:47
Anda instrospectiva a princesa... Mas sabe, nunca devemos ser fundamentalistas em relação a nada. concordo que devemos dar a primazia ao presente sob pena de não vivermos realmente as coisas, mas há também alturas em que é aconselhável olha um pouco em frente. No fundo é uma questão de irmos percebendo a cada momento o que é melhor para nós. Ás vezes uma coisa, outras algo completamente diferente.
`
É qualidade de vida sem dúvida. abrir a janela e o tejo entrar-lhe pela casa dentro :)
*


De Zezinho a 2 de Abril de 2007 às 03:37
essa inspiraçao traz lhe confiança para o futuro ou para viver o presente pela certa?q imagem e k o tejo lhe traz?
o saber d um "velho" ou o reflexo das luzes das "novas" pontes? no fundo a representaçao da velha lisboa e a nova..

BacCi


De PlaneadorMor a 2 de Abril de 2007 às 09:25
Oh Princesa!

Não sei se será por falta de "meios para adquirir", mas esse sentimento só o tenho aos fds... É que a "vida" durante a semana é feita de planos -- nem que seja para organizar o trabalho do dia-a-dia, por forma a termos tempo para as coisas que REALMENTE interessam.

Quanto à vista para o Tejo...bem...é um luxo que não está ao alcance de todos; do seu leito real, ainda menos (presumo)! :-)

Mas ainda bem que a Princesa anda de bem com a vida (embora concorde com o Bífido, "um pouco introspectiva").

Quanto à arrogância de "olhar para o futuro", permita-me que discorde. É que, concerteza, a Princesa e todos membros deste Real domínio, têm objectivos traçados que se esforçam por atingir; para isso há um plano, há etapas que têm de ser atingidas; há um olhar para além do que existe agora.

Penso que é nessa "visão" que todos nós nos inspiramos e ganhamos fôlego, quando lutamos por obter algo. Não há arrogância no ser-se visionário! Aliás, são os visionários (e não os sonhadores) que têm sucesso; é que os visionários concretizam, ao contrários dos sonhadores.

E acho que já estou a falar demais!

Beijo p'rá Princesa e p'rá J

Beijos e Cumps p'rós habitués


De Daniela a 2 de Abril de 2007 às 09:33
Não tenho o tejo mas tenho coisas espétaculares como o tanque do meu vizinho repleto de sapos que me adormecem quase todas as noites.E acordo com os pássaros engalfinhados uns nos outros numa barulheira que só visto.

Por tudo isto condidero que sou uma pessoa muito priveligiada e quando por vezes começo a dizer mal da minha vidinha tento lembrar me destas coisas ,do verde que vejo atraves da janela do meu quarto,dos 10m que demoro a chegar ao trabalho e de tantas coisas boas que tenho na vida...

Kisses


De Cláudia a 2 de Abril de 2007 às 18:20
Gostei muito deste post. E concordo. Foi o que fiz a vida toda. Fiquei à espera daquilo que a vida planeou para mim. E até nem me dei mal...Se calhar porque também fiquei à espera, mas não foi sentada!

Também queria abrir a janela e ver o Tejo. Que sorte.


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