Terça-feira, 17 de Outubro de 2006
Dúvida Metódica
Em relação a este campanha pela despenalização do aborto ocorre-me uma dúvida, retórica: se eu quiser fazer um aborto terei que pegar no carro e ir a Espanha?

Pois. Bem me pareceu.

publicado por sissi às 08:37 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Comentários:
De Alcebíades José a 17 de Outubro de 2006 às 08:50
Estimada Sissi,

Depois de ler avidamente as palavras que se movem no seu blog, resta-me apenas convida-la a conhecer o meu mundo e esperar que se perca como eu me tenho perdido no seu.

www.omundodealcebiades.blog.com

Atenciosamente,
Alcebíades José.

P.S. Quanto ao aborto.... bem, enfim.


De sissi a 17 de Outubro de 2006 às 08:54
Estimado Alcebíades,
muito obrigada pelo seu convite. Farei o meu melhor.
cumps


De sissi a 17 de Outubro de 2006 às 09:45
Estimada Ana,
não se acanhe. Argumente.
cumps

Sarita,
que bem informada mulher!!!! :-)
hoje mando mail.
bjs mts e saudades

Estimado Vetruvio,
neste caso quem tem boca vai a Espanha...

Estimada Nina,
acima de tudo é uma questã de consciência individual e de saúde pública. Só isso.
cumps a tutti


De Ana do Alentejo a 17 de Outubro de 2006 às 09:51
Passo a transcrever o comunicado feito pela APFN e o qual subscrevo, como mãe de tres filhos e como mulher.

No próximo dia 19 de Outubro, a Assembleia da República vai discutir uma absurda proposta de referendo, com o seguinte teor:

“Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”

Este referendo destina-se a dar cobertura ao absurdo Projecto de Lei "Sobre a Exclusão da Ilicitude de casos de Interrupção Voluntária da Gravidez".

Ambos os documentos são incluídos em anexo.

Faz sentido em falar-se e, pior, escrever-se, "Interrupção"?

"Interromper" é suspender um processo que possa ser mais tarde retomado. Por isso, uma gravidez nunca pode ser interrompida, porque a vida é ininterruptível. Há quem não acredite nisso, e, por isso, há pessoas que, voluntariamente se sujeitaram à sua crio-congelação na esperança de, "mais tarde", serem descongelados e reanimados. Mesmo nestes casos, excelente exemplo de exploração da ignorância de pessoas por parte de médicos com falta de escrúpulos, não se pode falar de interrupção da vida enquanto não existir uma reanimação com sucesso.

Faz sentido em falar-se e, pior, escrever-se "voluntária"? De quem?

Como toda a gente sabe, uma mulher está grávida porque ainda tem o seu filho "na barriga". A gravidez é uma "relação a dois", mãe e filho. E uma relação a dois pode ser sempre quebrada por vontade de qualquer um, mas só pode ser designada por quebra "voluntária" se for por vontade, ou pelo menos concordância, de ambas as partes. No caso de aborto, isso NUNCA acontece! Mesmo no aborto espontâneo, o fim da gravidez é por razões alheias à vontade de ambos.

É tão absurdo designar-se o aborto provocado como "interrupção voluntária da gravidez" como as cada vez mais frequentes mortes de companheiros ou companheiras como "interrupções voluntárias de namoro".

Faz sentido falar-se, e ainda por cima escrever-se, "despenalização"?

Os proponentes não sabem que, através da Portaria 567/2006, está actualmente fixado, nos nºs 380 e 38, o pagamento de 829.91 euros por Aborto simples e 1.074,45 euros Aborto complexo? Por outras palavras, o que está em causa não é "despenalizar", mas sim "financiar?

Faz sentido em ser por opção da "mulher"?

E o pai, não tem nada a opinar? Para os proponentes, o pai é apenas "o outro responsável da concepção", como referido na página 5 da proposta de lei? Que ideia têm estes proponentes sobre Vida, Maternidade, Paternidade, Família? Que dramática experiência de vida tiveram estes proponentes, para quem a figura do seu pai se resume à de um mero "outro responsável pela concepção"? Que pensam os pais destes proponentes sobre os filhos que têm este conceito de si?

Faz sentido falar-se, e ainda por cima escrever-se, 10 semanas?

O Projecto de Lei não propõe o financiamento do aborto provocado com o consentimento da mãe até às 16 semanas, por "razões económicas e sociais"? O que são "razões económicas e sociais"? Ainda por cima simplesmente avalizadas por uns "Centros de Acolhimento Familiar (CAF)" que, pela leitura do projecto de lei, não são de acolhimento e, muito menos, familiar?

E, já agora:

Faz sentido o Primeiro-Ministro, justificadamente preocupado com a "dramática baixa taxa de natalidade", anunciar publicamente o seu empenho no financiamento do aborto provocado? E, ainda por cima, classificar como hipócritas quem quer que seja?
Faz sentido o Ministro da Saúde aumentar as taxas moderadoras dos doentes verdadeiros de modo a "ganhar" 16 milhões de euros e, simultaneamente, estar de alma e coração empenhado no financiamento do aborto provocado para atingir os seus sonhados 20.000 abortos por ano, que custarão entre esses 16 a mais de 20 milhões de euros?
Faz sentido o Primeiro-Ministro e outros defensores do aborto provocado invocarem que o fazem para acabar com o drama do aborto clandestino? É esta metodologia que vão usar para acabar com a clandestina fuga aos impostos, com a clandestina fuga aos pagamentos devidos à Segurança Social, com a clandestina cópia de CD´s e DVD´s, com a clandestina manufactura de "roupa de marca", com a clandestina corrupção?
O financiamento do aborto provocado não é apenas um gigantesco negócio para a indústria abortista, à custa do drama das mulheres que para ele são empurradas e dos bebés que são mortos?
Não é melhor apoiar-se a família (pai e mãe, e não "mulher e outro responsável pela concepção" ), de modo a terem esse filho de que até o país está sequiosamente necessitado? Existe alguma mãe que, tendo sido apoiada, esteja arrependida de não ter abortado?
Não é melhor apoiar-se os "Pontos de Apoio à Vida", em vez de criar-se uns CAF´s, simples pontos de apoio à morte?
A APFN espera que o Primeiro Ministro e a Assembleia da República dêem mostras de bom senso e preocupem-se com os sérios problemas que ameaçam a sustentabilidade do País, não ignorando os fortes sinais a que até a Comissão Europeia está atenta devidos à desastrosa política de família que Portugal tem tido nos últimos trinta anos.



15 de Outubro de 2006

APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas


De Ana do Alentejo a 17 de Outubro de 2006 às 09:05
Como membro da Associação Portuguesa de Familas Numerosas, nem lhe vou responder o que acho e sinto sobre o seu infeliz comentário sobre o aborto.

Fique bem


De sara_the_menace a 17 de Outubro de 2006 às 09:12
Nao conheco outro pais em que as coisas funcionem tanto por favores e conhecimentos. Espera talvez na America do Sul? Em Africa? *tamborila: questions, questions*


De Vitruvio a 17 de Outubro de 2006 às 09:18
Minha querida, Portugal é como uma feira há de tudo, só depende de cada um. Além disso "Quem tem boca vai a Roma".

p.s.- é a primeira vez que visito o blog e gostei muito.
Parabéns


De Nina Ricci a 17 de Outubro de 2006 às 09:28
Ola Bdia. Também é a primeira vez que aqui venho e...o seu "cantinho" é soberbo. É como eu gosto da vida, dos momentos e das pessoas, provamos, gostamos, mas sem empanturrar, para ficar sempre a vontade e o gosto de boca para voltar! Adorei. Quanto ao aborto, haverá sempre diversas opiniões, uma coisa é certa, só eu sei o que quero e não admito que me digam FAZ!ou NAO FAZES!... a não ser que eu também assim pense. Adoro ditados, todos têm o seu "q" de verdadeiro..."Vozes de Burros não vao aos Céus".
Xis


De André Cardoso a 17 de Outubro de 2006 às 10:01
Já tenho dito por aí que a haver referendo este devia ser só para as mulheres, se os homens têm voto na matéria é só como conselheiros (?) e opinadores.
Não me compreendam mal, isto não se trata de desresponsabilizar o homem, mas sim de colocar o "poder" nas mãos de quem de direito: as mulheres.
Infelizmente ainda não consegui que ninguém concordasse comigo nesta matéria. Parece-me tão óbvio.


De sissi a 17 de Outubro de 2006 às 10:05
Estimada Ana,
com o respeito que me merece, bem como a causa que defende, e para além de esperar uma resposta da sua lavra, digo-lhe que aquilo que, primodialmente, nos aparta prende-se com o facto de achar que antes do direito à vida, a criança tem o direito a ser desejada e amada, o que, como saberá, não acontece sempre. O que advogamos as duas, cada uma em pólos opostos, enferma de ser uma opção que não é perfeita. Mesmo que um dos lados vigore, as crianças abusadas e maltratadas e negligenciadas, mal amadas vão existir sempre. Como tal, e para além dos detalhes de semântica a que o seu comunicado alude, na minha consciência fica a certeza de que o direito à vida é relativizado pela vontade e possibilidade da mulher, ou do casal, em gerar e manter essa vida com a dignidade que merece.
Este blog é aberto a discussão, desde que elevada. Ficam o seu manifesto e as suas razões. A luz das argumentações nunca fez mal a ninguém.
cumps


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