Terça-feira, 5 de Setembro de 2006
Excepções
Estimados,

abro uma excepção para quem é excepcional, ou seja, para visitantes regulares e outros que, não o sendo , não confundem discordância com veneno, troca de opiniões com insultos.
Dois pontos apenas:

1 - vivam fora daqui e percebam a diferença entre um país que funciona, apesar das falhas ,e um outro, o nosso, que faz das falhas o seu modo de funcionamento.

2 - não posso deixar de registar que o nacional queixume, tão português, deu, neste post, lugar a um patriotismo que deve ser bom de ver no dia a dia e no empenho de cada um de nós nas suas próprias vidas. É bonito. Outra coisa não esperava...

Mais uma coisinha: os palhacitos da Europa eram os que estavam ontem sentados no banco do Jardim. O que, caso não tenham reparado, era ao que me referia...

Como disse, foi uma excepção para gente excepcional. Mas não tenciono voltar a responder a comments neste tom.

Cumps
Sissi

publicado por sissi às 14:48 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Comentários:
De Senador a 5 de Setembro de 2006 às 15:43
Cara Sissi,

Concordo com essa justificação porque ainda ontem fui confrontado um episódio ao por si vivido na Rua Luís de Camões, onde os turistas vindos do Hotel Carlton tinham de se desviar de um homem alcoolizado que apenas e com muito esforço se rebolava pelo passeio.
Admito que naquele momento tive vergonha de aquilo acontecer no nosso país, que as pessoas vêm de propósito conhecer o nosso país por diversão ou trabalho e dêem de caras com estas situações inaceitáveis.

Passado umas horas estava em pleno Pavilhão Atlântico onde profissionais (Pearl Jam), num gesto magnífico, fizeram questão de prolongar o concerto mesmo depois de as luzes se acenderem como se fossemos e somos, nós portugueses, especiais.

O problema nacional é que só há o bom e o mau, vencedores e derrotados, não há meios termos neste nosso canto e consequentemente vê-se apenas o imediato, aquilo que a ponta do nariz alcança. Sempre assim foi, sempre será!

Cumps


De sissi a 5 de Setembro de 2006 às 15:51
Estimado Senador,

os bêbados perguntavam aos turistas de que nacionalidade eram e tentavam cantar na língua deles. O intuito era divertir, mas saiu-lhes ao lado, por razões obvias. Os turistas riam, de gozo e de pena...
Claro que Portugal é especial e os Portugueses tb. Talvez esse meio termo a que alude possa nascer de um poder de encaixe que falta e que impede o discernimento.
Bom comment, as usual.
cumps


De Out of Time a 6 de Setembro de 2006 às 12:19
Nós somos a prova viva da Teoria do Caos. Passamos mais de metade da nossa vida productiva a gerir o caos, ora como todos nós sabemos dá muito mais trabalho entender este do que ser "certinhos" by the book.
Isto não é bom do ponto de vista da produtividade mas dá-nos imenso gozo quando relatamos algumas das nossas "criatividades".
Do ponto de vista turistico é tipico, mas não deve dar muita vontade de voltar se até nós nos perdemos por falta de sinalização.


De CarlosdoPorto a 5 de Setembro de 2006 às 17:46
Cara e imensa magestade,

Primeiro de tudo permita-me que a saúde e que lhe deseje tudo de bom.
Este humilde servo terá, se me permitir, uma opinião um pouco mais adocicada em relação a ser português e à minha convivência com os demais nesta terrinha à beira mar plantada.
Por obra do destino, saí cedo de casa - Porto - e, fui como a Linda de Suza, ganhar uns cobres para a estranja. Durante algum tempo andei de um lado para outro, conhecendo e aprendendo os usos e costumes de outros povos. Vi coisas boas e, algumas vezes, apanhei um cagaço do caraças.
Que saudades da minha santa terrinha!...
Aprendi logo em criança as regras da boa educação - bom dia, boa tarde e passe muito bem, entre outras coisas. Desde cedo aprendi como comer à mesa, que copos e talheres devia usar e outras coisas que a sra. professora nos ensinava (com a régua atrás das costas).

Sua magestade,
Por muito incultos que sejamos, os estranjas ainda têm que aprender connosco a forma de usar a simpatia, o sorriso, o deixe lá que eu ajudo, e todas aquelas coisas boas que encontram quando nos visitam.
Fiz muitos amigos e todos os anos me visitam.
Como é bom ser português.

Obrigado pelo seu tempo precioso.


De João Ratão a 5 de Setembro de 2006 às 18:39
Bravo, Alteza!
Nada de insultos.
Por favor não estraguem este principado.

De resto, que outra república senão a nossa, mereceria receber tão ilustre magestade como a princesa?

10 milhõesitos de valentes!
Cabíamos todos em Londres...
:-))


De pé de salsa a 5 de Setembro de 2006 às 19:08
cara sissi
visto ter sido o único dos comentadores a usar do vernáculo não sendo minha intenção ajavardar ou insultá-la mas sim enfatizar a minha opinião de acordo com aquilo que me deparo todos os dias desde que aqui vivo...por isso queira desculpar o tom usado..mas é que continuo a achar que apesar de pobres temos muita pinta...
...olhe que o convite para o chazinho ainda está de pé...ou gin tonic...whatever
cumps
pé de salsa


De St.J. a 5 de Setembro de 2006 às 21:42
Tão Estimada Princesa,
Estas coisas são engraçadas. Melhor: dão-nos a nossa dimensão. Somos pobres, pequenos, ficámos «parados» - a variação percentual do nosso Produto Interno diz tudo -, não contamos para a generalidade dos «rankings», mas temos uma Alma do tamanho do mundo. Por isso, maior que a nossa humildade, só o Orgulho de partilharmos o bem que sabe ser Português.

No saldo da Mais Velha Aliança, não ficará só a internacionalização do mercado do «Port wine», a criação das empresas de transportes públicos ou dos caminhos-de-ferro em África. São inúmeras as lições que os ingleses têm aprendido connosco desde o Carlos II deles, a começar pelos sucessivos chás que lhes foram ensinados a beber pela sua mulher, feínha, mas muito respeitada... De resto, que outro povo lhes poderia ter demonstrado a virtude de uma coisa tão simples quanto uma infusão com folhas de camélia da China? Consta igualmente que os leitos reais, desde os Tudor, melhoraram bastante, em imaginação, com a mundividência bebida junto dos mercadores portugueses, muito antes da nociva e traumática influência castelhana que lhes foi exercida através dos Tercios de Holanda, de que resta o fálico fontanário erigido em honra de Nelson, o salvador da imaculada honra. Nós, que nunca precisámos de comer paelha para tratarmos devidamente de uma sevilhana, miscigenámo-nos com todo o mundo, damos abraços de peito aberto, beijamo-nos na cara, tocamo-nos por dá cá aquela palha e recusamo-nos a ser erotofobicos.

Peço-lhe desculpa pelo espaço ocupado e agradeço a oportunidade de poder afirmar que é mesmo uma Adorável Sissi!
Seu,
St.
((Não a convido para chás porque só sei beber gin))


De j. a 6 de Setembro de 2006 às 03:13
ui!


De Dani a 6 de Setembro de 2006 às 07:57
When overseas you learn more about your own country, than you do the place you're visiting...


De goiaoia a 7 de Setembro de 2006 às 14:26
A ver se me recordo... Afinal, todos os anos é a mesma coisa.
Primeiro vêem os espanhois e só se ouve hablar castelhano (só se ouve porque eles falam mesmo alto), uns 15 dias depois seguem-se os franceses que acabam por se misturar com a leva de italianos... os alemães começam a chegar a meio de Agosto e limpam os últimos turistas que se ofendem por porque quase toda a gente (por cá) falar duas ou três linguas e, quase ninguém, o francês. Por último, e já em Setembro, começam a chegar os Ingleses. Para eles portugal é um paraíso na terra: copos e gente na rua até às 4 da matina. às vezes até para lá dessa hora... Bebem uns valentes copos e começam a falar como espanhóis. Bem os viontem... no miradoro de Santa Catarina, e, antes, pelo bairro alto. Uns palhacinhos... histéricos (sim, se as mulheres também têem próstata os homens têm o direito de serem histéricos) e excitados... muito pouco sofisticados. Os ingleses chungas são ingleses chungas, rien à faire... E os jovens britânicos que nos visitam... bom, não costumam abonar muito a favor das ilhas britânicas. Nenhuma fleuma... só risinhos alcoolizados e gajos alarves e miúdas bregas.
(já os viram em albufeira e em Faro... Antes os alemães da construção naval.
E nós... enfim... KWY! ou, Ká Wamos Yndo.


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