Segunda-feira, 22 de Maio de 2006
Da Libertação Sexual
É engraçado perceber o quanto mudou o comportamento sexual das mulheres. Décadas depois de tornado público o relatório Hite, de Sheree Hite, as mulheres estão mais libertas que nunca.
Mas estarão mesmo?

Para as tipas da minha geração, cuja educação sexual passou muito mais pelos serões de Sexo e a Cidade que pelo saber de experiência feito, a libertação sexual é ainda um conceito difuso. E nem vou entrar pelo famigerado Orgasmo. Porque há várias razões para não o ter e a falta dele nem sempre implica uma má relação sexual. Mas quantas de nós saberá dizer Pára, quando os corpos, simplesmente, não estão coordenados? Quantas de nós toleraremos a falta de ouvido e de consciência do parceiro perante uma vulva seca de desejo?

A Internet democratizou o sexo. Tornou-o disponível para homens e mulher. «Pornografou» o mundo civilizado e alargou a nossa imaginação, mostrando-nos coisas com as quais nem nos atrevíamos a sonhar. Se foi profícuo ou nao, guardo-o para outro post, mas que fizémos nós, mulheres, desta aparente vantagem? Pouco.

Vestimos decotes e mini saias muito sexys, falamos de sexo, admitimos um ou outro pecado da carne, bebemos e fumamos para que o possamos encarar sem sentimento de culpa cristã, mas na cama, no pagar para ver, nos finalmentes, na real thing, quantas de nós reclamamos o direito a ser bem fodidas?

Tornamos o mundo mais bonito para os homens, com as nossas fatiotas sensuais e atitudes provocadoras, encaramos o sexo como um direito e não como um prazer, como alguma coisa que nos é devida e não como algo do qual fazemos parte. Mas debaixo dos lençóis, acredito que continuamos a fingir uis e ais para que o nosso parceiro não se sinta mal por estar a fazer mal aquilo que é tão evidente.
Resta-nos a encenação social. Muitas vezes de má qualidade e duvidoso gosto. Parece que mais que ser, importa parecer, sobretudo no sexo. A atitude é tudo, depois na cama logo se vê. Assim como assim, a maioria das vezes estamos bêbados e ninguém repara...

Para nós, que já nascemos na época do bikini e do g-string, este tipo de feminismo encerra em si mesmo uma libertação perversa.

publicado por sissi às 21:55 | link do post | adicionar aos favoritos

De Bock a 24 de Maio de 2006 às 11:16
Concordo com o Mirone!


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