Quarta-feira, 29 de Março de 2006
A Educação dos Machos
Era para escrever aqui sobre uma das minhas aventuras em Londres. Mas um assunto mais premente fez-me desviar a rota. A temática nao é nova, mas também nunca vos disse que aqui se iam discutir assuntos pertinentes para o mundo em geral. Basta que o sejam para mim, como é o caso.
A vida em Londres tem dado para muita coisa, excepto para foder. Nao é que nao tenham havido oportunidades, que as houve, mas gosto de estudar bem o território onde me movo que dos burros também nao reza a história. Assim sendo, tenho analisado opções, escolhido nacionalidades, escalonado prioridades resultando esta tarefa numa mega, histórica e inexoravel tesão. De volta ao burgo e ao meu ambiente, envidei esforços para curar tao terrivel maleita, começando pelo fim, ou seja, pelo ultimo fling que deixei. Aliás, foi mais que um fling, foi um mega crush que o tempo e a distância se encarregaram de curar, desembocando hoje numa vontade e tensão mamárias também elas históricas.
No tempo em que as minhas pupilas oculares se confundiam com coraçoezinhos manhosos, e no qual todas as frases começavam pelo nome dele, toda eu era mel. Falava com mel, sorria melado, fodia com menos mel mas era mais suave, enfim, estava imprópria para diabéticos. Ora, quando
uma gaja se encontra neste estado de semi-catatonia, o macho recolhe. Felizmente nao recolhe o Falo (era o que mais faltava), mas do alto do seu poleiro, estica o peito qual ave de rapina e dali nao sai. E poderia nao sair por orgulho, por estupidez por razões de vária ordem, mas nao. Não sai por medo e por incapacidade de lidar com o mel das gajas. Porque acham que mel é sinal de aliança no dedo e filhos da barra das calças, ou porque temem que os copos com os amigos e as noites de Playstation sejam trocadas pelas noites em casa em frente à TV e pelo sexo mensal.
Ao fim de alguns anos disto, descobri que o melhor é nao lhes dar muita informação. Os machos não têm um disco rígido decente. Resta pouco espaço de memória depois das preocupações normais do machame. Nao vamos complicar ainda mais esta equacão de uma incógnita juntando-lhes outros denominadores comuns. Por muito que custe (e a mim custa-me horrores porque sou das que diz tudo como os malucos), mais vale fazer como aos burros (passe a comparação...): quando queremos alguma coisa, dizemos o absolutamente imprescindível para a compreensão do diálogo, doseamos os elementos informativos e vamos treinado o macho a apreender uma e outra coisa de cada vez.
É fácil, é barato e dá menos rugas e pés de galinha.

publicado por sissi às 14:09 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Comentários:
De Fosquinhas a 29 de Março de 2006 às 15:12
É sempre um prazer lê-la.


De sissi a 29 de Março de 2006 às 15:42
Caro Fosquinhas,
é sempre um prazer recebê-lo.
Cumps.


De Carlota Joaquina a 29 de Março de 2006 às 16:11
Que saudades! E ainda por cima recomeça logo a falar deles e dessa incompreensível incapacidade de deixarem levar as coisas sem estarem preocupados em serem levados para a forca, como gostam tanto de dizer uns aos outros:-) É assim mesmo, Alteza, são uns idiotas e não nos sabem usar. É que isto já nem lá vai com livro de instruções, é uma tristeza.


De Explícito a 29 de Março de 2006 às 18:26
Cara Bourgoise,

Bem escrito, mas com um falha imperdoável que se torna insultuosa: a generalização.

Feliz daquele que se cruzar consigo, e em si despertar a fera... Morre feliz e escanzelado... Deve ser cá um um chupão (em termos de felação...) ;)

Cumprimentos.


De River a 30 de Março de 2006 às 00:07
Ai minha querida Alteza... Até estou triste de ler tanta verdade... tão bem "escarrapachada"...
Que descrição tão real!!!
:(

Beijinhos. Amanhã lá estamos :)

PS. Zig Zag Warriors (Zé Pedro e Miguel Quintão) no Kremlin, q tal??? ;)


De rapaz a 30 de Março de 2006 às 03:56
rapariga, é isso tudo que dizes. info a mais dá rapaz a menos ou com menos pés na relação.não.relação.

mas teres isto reduzido a uma ciência é mau e pode ser o teu downfall.


De Navegante a 30 de Março de 2006 às 09:15
Alteza,

Bem-vinda de volta. Já tínhamos saudades suas!!

Vou ali, mas já volto.

Bjs


De sissi a 30 de Março de 2006 às 15:09
Claro que o Anónimo sou eu, a Alteza...


De xanocas a 30 de Março de 2006 às 23:46
Apesar de ter provas de que existem, de facto, as excepções que confirmam a regra... Tenho que lhe dar razão.

Welcome back :)

Beijinhos.


De VanDerGraff a 31 de Março de 2006 às 10:35
Altissima e Dignissima Alteza Imperial
(Pode ser também ALteza Caneca ou ALteza Tulipa que não me importo. Depende do apetite).
First of all, com grande pena minha.... Tens razão!
O pior é que até tens razão de mais!
Ou seja, feliz ou infelizmente esse é um jogo que se joga a dois.
Ou seja outra vez: também vós, lidimas representantes do chamado - e muito bem - Belo Sexo, parecem alinhar pelo principio de que "quanto mais me bates mais gosto de ti"!

Ou seja outra vez: Uma pessoa tem a sorte de "topar" com uma criatura linda, divina, suave e doce, ao que finalmente nos parece que nos calhou a sorte a que tinhamos direito, que Deus resolveu finalmente ressarssir-nos de todos os nossos infortúnios, que finalmente a vida que pedimos nos calhou a nós e não ao vizinho do lado & etc...
E bai dái óspois toca de andar com a piquena ao colo, levar-lhe o pequeno-almoço à cama, cozinhar-lhe os pitéus favoritos (sim, gosto de cozinhar, acho que sou um razoável cozinheiro, e adoro cozinhar para Ela), adivinhar aquilo me mais gozo lhe dá na cama, desorganizar a agenda em função d'Ela... & etc!
Resultado?... Sua Excelência comporta-se como se não existissemos, deixa-nos pendurados até à hora limite para combinar qualquer coisa "a ver se está disposta", nos dias de folga tem sempre uma amoga que "está muito mal e a precisar de muito apoio", deixando-nos a nadar....
Enfim!
Remetidos à nossa insignificância, e fartos de levar porrada, "tapas" e desculpas com ar manhoso tratamos de amanhar a vidinha, que se tornou insignificante por ausência da Deusa, e lá tentamos tratar de nos consolar à custa de amendoins, batatas fritas e cerveja, e uns "trabalhos manuais" para aliviar.

E não é que Sua Excelência, se topa que deixou de ser o atro-rei do nosso sistema solar, aparece de repente muito mansinha, muito meiguinha, muito cheia de disponibilidade e muito saudosa... Para depois voltar à mesma após o primeiro pequeno almoço levado à cama?!

Ora não é mesmo de uma pessoa fazer de conta que ela não existe, ligar-lhe em cima da hora assim ao estilo que "queres-queres, não-queres-andando", a ver se ela se mnatém sempre mansinha?...
O que dizem vocês, que é suposto seerem as especialistas na matéria?
Aesar de todos estes inconveninetes, continuo a preferir a companhia das mulheres à dos homens!... ;-)


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