Quarta-feira, 23 de Novembro de 2005
Since we´re on the subject...
Roy Cohn: AIDS. Homosexual. Gay. Lesbian. You think these are names that tell you who a person sleeps with, but they don't tell you that.
Henry: No?
Roy Cohn: No. Like all labels they tell you one thing, and one thing only: Where does an individual so identified fit into the food chain, the pecking order? Not ideology or sexual taste, but something much simpler: clout. Not who I fuck or who fucks me, but who will come to the phone when I call, who owes me favors. This is what a label refers to. Now to someone who does not understand this, a homosexual is what I am because I have sex with men, but really this is wrong. A homosexual is somebody who, in 15 years of trying cannot get a pissant anit-discrimination bill through the city council. A homosexual is somebody who knows nobody and who nobody knows. Who has zero clout. Does this sound like me Henry?
Meus queridíssimos visitantes deste blog,
acabei de rever (pela 5ª vez) a série Angels in America, a melhor serie sobre a qual já pousei os olhos e a cabeça.
Claro que gostei do Sexo e a Cidade, ou do Donas de Casa Desesperadas, e do excelente Six Feet Under, e vou adorar o Weeds. Mas nenhum destes me fez ou fará sentir a infinidade de coisas da forma que estes anjos o fizeram. Não sou pessoa de ver filmes ou ler coisas várias vezes. Mas senti que esta mini-série tinha muito mais para além da fímbria do que nos era mostrado. Talvez porque é uma história sobre pessoas bonitas em contextos feios, porque tem um texto magnífico que nos trespassa e faz sangrar e expurgar um bocadinho dos nossos pequenos venenos. Contém um humor cínico, que me encanta, uma aridez que me entristece e uma ternura que me apanha debalde. Consigo emocionar-me e enraivecer-me a um só tempo e desejo sempre que o fim seja apenas um intervalo.
A frase que escolhi é apenas uma das muitas que me ficaram. E trouxe-a aqui porque é uma citação aberta, passível de interpretações várias.
Que comece o jogo da hermenêutica...


publicado por sissi às 22:09 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Comentários:
De milomanara a 23 de Novembro de 2005 às 15:21
Gostas muito da palavra fímbria, certo?


De sissi a 23 de Novembro de 2005 às 15:26
Certo. Como sei poucas, essa fica sempre bem. Para além dessa, tb gosto de outras f word. Tipo fuck you. Ai! Desculpa! Essas são duas...
;-)


De Carlota Joaquina a 23 de Novembro de 2005 às 15:36
Fímbria vem de fiambre, certo?


De sissi a 23 de Novembro de 2005 às 15:38
Certo!
Cadê Jáquiná?


De Carlota Joaquina a 23 de Novembro de 2005 às 15:48
Jaquina deixei-a em casa a muito custo (apetecia-me ficar com ela o dia inteiro), muito bem comportadinha, enroscada no cobertor em cima do maple. Espero não ter nenhuma surpresa quando chegar mais logo à noitinha...:-)

Mas deixemos os felinos por agora, que gostava que este post desse azo a tantos comentários como o anterior!


De sissi a 23 de Novembro de 2005 às 15:53
Sô Dona Leide,
comentários neste post serão poucos...como não fala deliberadamente de sexo...
Qt. à minha afilhada, cheira-me que presentes e surpresas é coisa que não te vai faltar qd chegares a casa. Estás a ver aqueles sofázitos que tens na sala...?
Gostas muito deles...?
;-)


De Bock a 23 de Novembro de 2005 às 16:05
Tenho a dizer que não achei graça nenhuma a essa série.

Mais: acho que para o guito, os nomes, os meios e o diabo a sete envolvidos, o resultado até nem foi nada do outro mundo.

E teve o incrível e triste efeito em mim de me ter saturado do Al P. e da outra (Emma T?).

Enquan to que o 6ft under era uma série gay friendly, esta é uma série que, embora aborde uma série de temas humanos, fá-lo numa perspectiva de tal forma forma gay directed que não me consegui interessar por aquilo. é que dizia-me pouco. Não o digo por preconceito ou qualquer sentimento desses.

É que forcei-me a ver 3 episódios daquilio e, apesar de os temas, os cvenários as personagens, etc serem muito interessantes, epá, a mistela final caiou-me mal. Muito mal. Não consegui achar mesmo graça nenhuma.
e tive pena, porque depositei grandes expectativas nessa série.
Francamente, depois dos Sopranos não voltei a ver uma série de jeito na televisão.


De Carlota Joaquina a 23 de Novembro de 2005 às 16:07
O post não fala explicitamente de sexo? Pois então falo eu: e se a minha gata for homossexual? O que fazer?

(há que manter o optimismo e a esperança na educação e boas maneiras da bichana. afinal de contas, a rapariga foi acolhida num palácio!)


De Bock a 23 de Novembro de 2005 às 16:08
Pá, quando escrevio temas humanos (isto é o mal de querer fazer 3 merdas ao mesmo tempo...) queria dizer temas que interessam a qualquer pessoa, independentemente de orientações, cores, facções, iada, iada.


De Bock a 23 de Novembro de 2005 às 16:09
Não tens que fazer nada, Carlota.
Apenas esperar pelo cio.


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