Terça-feira, 13 de Setembro de 2005
Variações sobre o Broche
Enquanto o texto O Broche não termina no ecrã semi-escrito do meu PC, lembrei-de algumas considerações avulsas a propósito deste post. Roubando descaradamente e sem pudor as matrizes, aqui vão algumas ideias sobre o assunto:
1- O broche é rápido
sissi - Discordo de uma forma genérica, a não ser em duas situações: se for bem feito e o parceiro não tiver um orgasmo há algum tempo, sendo que a causalidade existe e é determinante para que a primeira permita a segunda. O Broche Tal Como Eu O Entendo (BTCEOE) prolonga-se não no tempo mas no prazer. E pode, ou não, ser tanto mais prazenteiro quanto mais duradouro. Claro que existem os mínimos olímpicos, mas não apenas para o homem. Uma mulher que o faz por prazer (e não apenas para agradar o parceiro) também tem os seus. O BTCEOE dura até à fímbria do orgasmo. Para depois parar, baralhar e dar de novo. E assim sucessivamente...
2- O broche permite manter os estereótipos de submissão da mulher
sissi - sempre me questionei como seria possível considerar-se o Broche como um acto de submissão da mulher, quando é esta que tem as Jóias da Coroa do parceiro na boca... Que tipo de submissão permite à mulher controlar o «âmago» do outro? Fossem todas assim as submissões... Para além disso, esta opinião assenta na ideia de que a mulher não tem prazer quando faz um broche, ideia da qual discordo em absoluto. Pode não ter orgasmo, mas terá, certamente, o prazer de dar prazer, o que para os paladinos do «sexo sem orgasmo não é sexo» será uma ideia peregrina. Para mim, é totalmente verdadeira.
3- O broche mantém inalterada a fórmula do prazer certo do homem e prazer ausente da mulher
sissi - «prazer ausente da mulher»...medo...vide ideia supra
4- O broche permite à mulher não se despir num contexto de desconforto generalizado com o seu corpo
sissi - e os broches que são feitos em vãos de escada, por exemplo? Aqueles de fugida, sorrateiros, quase insidiosos...esses são feitos de roupa vestida (ou não, mas geralmente são-no) e não são menos gostosos pela roupa tapar a pele. Já sei que me lembrarão que a esta ideia está subjacente a ideia de «desconforto generalizado com o seu corpo», mas não consigo entender como é que um broche é feito sem que um calor bizarro nos invada desde as entranhas à película capilar, sem que as sensações nasçam dos poros, e assim sendo, como é que esta ideia emparelha com a de desconforto consigo mesma.
5- O broche permite esvaziar a ideia de intimidade entre duas pessoas ao eliminar a comunicação verbal entre elas nessa intimidade (tirando os grunhos do homem claro)
sissi - Não posso discordar mais. O BTCEOE pressupõe comunicação. Verbal, não verbal, directiva, não directiva, you name it. E da forma como sempre o articulei, o broche, o verdadeiro, nasce de uma intimidade produzida, largamente, pela amizade e entendimento. Quando isto não existe, continua a ser bom, mas não é o Real Thing.
6- O broche facilita o contacto íntimo com alguém em quem não se confia, não sendo regra geral tão traumático de fazer contrariada do que o acto sexual em si
sissi - fazer broches em quem não se confia/conhece? Never!
PS - Venham os Torquemadas! Quantos são, quantos são!? ;-)


publicado por sissi às 17:44 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Comentários:
De Anonymous a 13 de Setembro de 2005 às 12:56
E quem fala assim não se engasga


De Cláudia a 13 de Setembro de 2005 às 13:15
Sissi,

concordo praticamente com tudo o que escreves no teu texto. Mas não me vou repetir nem alongar mais porque já deixei um comentário ao post do Noise em que também abordei cada um dos pontos.

Portanto, subscrevo.
Beijo ***


De Rosebud a 13 de Setembro de 2005 às 13:36
Bem aparecida Imperatriz,

de facto não há como discordar do broche-tal-como-tu-o-entendes. No entanto, a tua/nossa visão não invalida que muitas das premissas que o Noise ali escreve sejam paradigmáticas de uma mentalidade que desconfio ainda predominante. Quando o assunto "sexo oral" surge com algumas das minhas amigas, não só vem sempre mascarado de piada (pois nada como o humor para suavizar o peso de assuntos que nos perturbam e envergonham) como, no final dos risinhos, se faz acompanhar por esgares de nojo e comentários depreciativos. Que não se faça por não se gostar é uma coisa, mas por achar sujo e degradante já é mais triste. É isso que perpetua o estereótipo da submissão e falta de prazer feminina - a noção de que, de facto, muitas mulheres o fazem por insistência do parceiro, sem conseguir "integrar" o momento no seu próprio prazer por o condiderarem feio, degradante e vergonhoso.
Há, por outro lado, uma questão que ainda não foi abordada - o sexo oral é uma via de dois caminhos, não tem se ser sempre a mulher a ajoelhar ;-)))

Bjo


De sissi a 13 de Setembro de 2005 às 14:02
Cláudia,
chuif, chuif...cheguei tarde...;-)

Rosinha,
tb concordo que as premissas do Noise correspondam a imagens e ideias gerais que vigoram, e, suponho, ainda cá estarão por muito tempo.
Qt ao ajoelhar, concordo novamente. Mas como saberás, poucos são os homens que gostam de fazer sexo oral. Regra geral, fazem-no como resposta ao ensejo feminino, sem grande vontade ou jeito para a coisa.
Vamos lançar um manual??!!!

Good to be back!

beijinhos às meninas!


De Segredo a 17 de Dezembro de 2009 às 01:26
Olá Sissi.
Dizes que são poucos os homens que tem vontade de "ajoelhar" e dar prazer ás companheiras.
Deixa-me dizer que é das variantes do sexo que mais prazer me dá.
Excita-me tremendamente sentir o calor da vulva húmida, o cheiro e o sabor.
Sentir as coxas a vibrar, o clitoris a crescer, cada vez que lhe toco com a minha lingua.
Quando o faço, adoro chegar ao ponto de ouvir "continua assim, não pares que me vais fazer vir".
Depois de ela se vir, é um consolo ver um par de olhinhos a brilhar, que revelam satisfação e felicidade.
Espero que não sejam tão poucos os homens que gostam de sexo oral como eu.
Um beijinho para todas as mulheres.


De sissi a 13 de Setembro de 2005 às 14:10
Caro anónimo,
quanto ao engasgar, faz-se o que se pode...;-)


De Anonymous a 13 de Setembro de 2005 às 14:27
E faz-se muito bem, ó se se faz


De sissi a 13 de Setembro de 2005 às 14:43
Então? Qué isso? Eu não sou suck and tell...;-)


De sldance a 13 de Setembro de 2005 às 15:32
sem papas na lingua !!

chiça !!!


De sissi a 13 de Setembro de 2005 às 15:56
Dançarina,
isto aqui neste palácio é tudo gente que tenta ser descomplexada. No fundo, é o que se leva da vida...aproveitá-la com poucos ou nenhuns filtos.
Seja bem aparecida!


De noiseformind a 13 de Setembro de 2005 às 16:21
Penso que pegaste muito pelo lado das buddies (Rosebud e Claudia) ; )
Essencialmente estás a falar de um broche ideal, como se o sexo só acontecesse em condições ideais. Eu lido com a realidade e com a satisfação vigente no rectÂngulo, e ela favorece largamente o homem. Em caso de dúvida fica desde já marcada uma ida ao parque de estacionamento no farol de Leça no fds para análise "no terreno" das condições brochísticas do povo ;))))))))


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