Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010
I have a dream

A vida em comum é qualquer coisa que me atrai e repele com a mesma força. Quanto mais o tempo passa menos vontade tenho de encontrar o cheiro a macho em cada recanto do Palácio. Por outro lado, tenho dias em que o sonho romântico e adolescente me acerta em cheio qual maçã envenenada. O ideal seria enamorar-me pelo meu vizinho de baixo. Ou do lado. Ou da frente. Alguém que estivesse perto mas não demasiadamente perto, e apenas à distância de uns 3 minutos.

 

E nem vou aqui elucubrar sobre como a proximidade dá cabo do romance e do mistério. Até porque se dá cabo de umas coisas, constrói outras e ninguém disse que isto acontecia de forma fácil e sem trabalho. Concentro-me apenas na logística, no dia a dia, no quotidiano que encerra a manta e o sofá mas raramente compreende a casa inteira só para nós e para um desleixo que é útil e saudável. Nem sempre me apetece estar de banhinho tomado ou de cabelo penteado. Tenho dias em que este pele alva e leitosa só vê água antes de Morfeu e isso seria impensável com um macho a viver debaixo do mesmo texto.

 

E de pensamento em pensamento até à teoria final, lembrei-me de uma actividade diária sem a qual os meus nervos sobreviveriam muito pior: masturbação. Onde fica este deleite quando a vida de casal se instala? I have a dream. O sonho de poder masturbar-me quando me apetece sem que o parceiro se incomode, a não ser que se queira dar ao «incómodo» de se juntar. Mas não carece. Na verdade, esta obtenção do prazer autónomo é das coisas mais bonitas que uma mulher pode fazer por si. E disto não abdico. Como dizia, I have a dream. O de encontrar um parceiro que, percebendo a minha vontade de gemido em mono se orgulhe de mim e vá dar uma volta ao bilhar grande durante meia horita. Ou faça o jantar. Ou vá ler o jornal. Ou à bica. O que lhe apetecer. Mas que me deixe estar sossegada e quieta um bocadinho.

 

I have a dream. Still waiting.



publicado por sissi às 13:42 | link do post | adicionar aos favoritos

De ana a 3 de Novembro de 2010 às 17:39
Eheheheheh realmente lido da forma como deve ser lido, soa mesmo muito mal; "sou a número um da minha lista" lol (só prova que não sou um ás da escrita).

Tenho mesmo de fazer alguns esclarecimentos: o primeiro é de que não sou a número um da minha lista de prioridades, sou a número em escolhê-las e em preocupar-me com elas. A Sissi dizia para eu me preocupar com a minha vida e deixar a dela. Nisso sou mestre: em definir as minhas prioridades e cagar-me para quem não conheço de lado nenhum. Já agora, e porque a vida traz-nos uma quota parte de hipocrisia e eu não sou excepção, faço questão de enaltecer a burra que sempre tenho sido por colocar a relação à frente da minha vida profissional. Perdi grandes oportunidades de trabalho (o que implicava sair do país) por me empenhar tanto nas relações. Fui um bocado ingénua até certa altura da minha vida, porque não soube equacionar o que "tinha em mãos". A prioridade estava desequilibrada, apenas isso. Sinceramente? Também não me arrependo.
Mais hipócrita talvez não seja, mas já aprendi a refrear certos comportamentos tidos de "gente meio louca": sou sim muito impulsiva, defendo a minha dama até ao fim (nem que seja num blog de pessoas que não conheço de lado nenhum) e vou aprendendo a substituir a "resposta torta" pelos argumentos de quem já passou os 30 e sabe o que diz.

Isto quanto às prioridades e ao ser "a número um". Não coloco pessoas numa lista; o que eu queria mesmo era dizer que se há pessoa que se preocupa em fazer boas escolhas e definir prioridades, essa pessoa sou eu. E tenho-me em conta de pessoa equilibrada.

Já agora, também faço questão de dizer que a relação que tenho não caíu do céu. Nunca fui pessoa de grande sorte ao amor, sempre fui é certo, pessoa de grandes amores e de grandes paixões. Revejo-me nesse conceito de "estar sozinha e de estar feliz" porque mesmo quando estava "sozinha" (sem namorado) nunca me senti sozinha; ao invés do que está patente neste post "I have a dream", nunca me debrucei muito sobre a questão de "casar ou não casar?" ou "juntar ou não juntar?" e penso que esta minha opinião não deve ser encarado como afronta pela Sissi. É apenas a minha visão e a minha experiência de vida. Uma coisa sempre foi assente para mim: não casar pela Igreja e jamais em tempo algum CASAR sem antes ter vivido com a pessoa o tempo suficiente para saber se seríamos compatíveis. Sinceramente, acho que nunca pensei sequer que algum dia fosse encontrar alguém que me aturasse lol e alguém capaz de me seduzir e picar ao ponto de não me fartar dele. Que possa vir a acontecer? Claro que sim, vivo com essa certeza, mas enquanto estou "nisto" acredito que é pra sempre.

Não me imaginaria a partilhar tudo na minha vida com qualquer um dos meus ex-namorados, ex-casos, etc. A pessoa com quem estou é um homem fantástico, único mesmo, que admiro muitíssimo e com quem não tenho de fingir absolutamente nada, ou de disfarçar os meus horríveis defeitos lol

Mas penei muito até encontrar "the one"!
Just shoot me, mas devo ser a última das românticas...

Desculpe lá qualquer coisinha Sissi, pelo aluguer do espaço, a conversa tornou-se interessante.

Beijinhos e obrigada


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