Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
Pensamen(tesão) de Fim de Semana

A Carla Bruna vem na capa da Vanity Fair. Eu gosto da Carla Bruna, entre outras coisas, por isto:

 

«It´s not that I had a lot of lovers. It´s that I never hide them.»

 

A principal razão pela qual eu gosto da Carla Bruna é porque me parece que ela se está cagando para o facto de ser a Primeira Dama do Eliseu. Tenho para mim que os ajustes que fez relativamente às funções de Estado do seu novel marido não mudaram um centímetro aquilo que é e, sobretudo, aquilo que foi. Só um homem forte aguenta com uma mulher bonita e com um passado amoroso/sexual visível. E desses há poucos.

 

 




Terça-feira, 26 de Agosto de 2008
Ái lôbe tibi

Enquanto espero que os senhores do IKEA percebam que a minha vida não se resume a esperar que eles venham para alindar o palácio ainda mais, delicio-me com o facto de, quase com 34, ter comprado a minha primeira televisão. Pareço uma criança numa loja de doces e os meus estados de alma variam conforme a programação - neste momento está uma senhora no Goucha a dizer que esteve seis meses sem menstruação. Eu sou completamente fanática por televisão, adoro reality shows e confort TV, choro, rio e sofro e se tivesse nascido noutra altura era pessoa para achar que as novelas não são ficção - no programa Fátima há um senhor que fala da menopausa das mulheres, o que me leva a desconfiar de uma certa obsessão dos programas da manhã pelo aparelho reprodutor feminino. 

 

Mas dizia eu que desde sábado, dia em que a bicha (a TV) me entrou cá em casa, que se acabaram as leituras nocturnas e o restante trabalho. A minha mais nova companheira é a TV Cabo e os seus quase 200 canais (10 ou 15, se quiser ser preciosista) e tenho para mim que isto é uma lua de mel que tem pés para andar e durar. E porquê? Por três simples razões: Oprah, Tyra e Bunny Ranch (yummy!). Claro que adoro as séries do FX e do Fox Life mas quem me tira as coelhinhas do Rancho é como se me arracasse cabelos à dentada. Um a um. Com a Oprah e a Tyra aprendo várias coisas, desde como comer só alimentos verdes e rejuvenscer a acabar com relações com grande limpeza e sem chiqueiro ou mesmo coisas tão úteis como manter-se casta até casar.

 

Ver relevisão é como comer chocolates. Não precisamos dela mas apetece-nos sempre um bocadinho. E podia aqui dizer que só vejo a BBC, a Bloomberg e o Arte mas na realidade, vejo esses e os outros todos. Tenho pavor de viver num só lado da vida. Seja ele qual for.

 

A Brenda do Beverly Hills 90210 está na Tyra?!!!! Lindo!




Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008
Hoje acordei de mau humor

Foda-se, filhosdumagándapúta!

 

Todos os trimestres tenho um dia destes. Cá está ele.

 

 




Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008
E a palavra para este fim de semana é:

ÉVORA

 

Depois dos atletas «da caminha», das «éguas histéricas», do «muito vento» dentro do pavilhão e da impossibilidade de participar numa prova porque «as africanas são muito fortes», eis que Nélson Évora mostrou que há portugueses que não são fraquinhos de cabeça.

 

Para além disso, não sei se repararam, mas o homem tem, provavelmente, o corpo mais perfeitinho de todos os (muitos) que vi estes JO e uma carinha muito laroca a acompanhar. Falta ali algum salero mas também não se pode ter tudo.

 

Nélson, toma lá um beijinho da Sissi e em tendo amigos giros, é passarem aqui por casa.

 

Obrigada.

 

PS: Diz que hoje à uma da tarde é a entrega das medalhas.

 




Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
III

 

A grande vantagem das caixas de comentários é a de uma certa acepção, tão apurada quanto possível, da ideia dos outros sobre mim. É interessante perceber o que é que perpassa e de que forma essa informação é mastigada e devolvida. É impossível não fazer juízos em causa própria, não tentar perceber se as palavras têm fundamento e já dei por mim, várias vezes, em debates interiores com uma opinião aqui manifestada. Quatro anos depois, sinto-me menos extraterrestre que no início, sobretudo porque me incomodo e preocupo menos com isso. O tempo tem esta capacidade extraordinária de nos mostrar apenas aquilo que é importante. Quase com 34 sinto-me incomum na normalidade instalada e vivo tremendamente bem assim. Não sou acéfala emocional e preciso tanto de amor quanto qualquer um de vocês. Não nasci para estar sozinha nem para viver demasiadamente acompanhada. Seguramente, não nasci para viver sem sexo mas gosto de saber que o meu bem-estar interior não depende da qualidade e quantidade das minhas conquistas sexuais. Sou feita de pequenas raridades mas assento na mais comum das matrizes. A memória já não me fustiga e aprendi a tratar-me com garbo. Sou a minha maior cobaia e vivo em paz no meu egocentrismo. O que vocês debitam aqui é lido, relido, guardado e apreciado. Apesar de algumas aleivosias, agradam-me o cuidado e a deferência. Obrigada.
 
Em Novembro sai o terceiro livro da Sissi. Desta vez com foto.



Terça-feira, 19 de Agosto de 2008
Oye que rico!

E depois da leitura costumeira pelas publicações de referência, eis que as dores, o sono, a letargia, a preguiça e outros tantos estados de alma similares se esvaem perante o embate da retina neste exemplar macho da maior de todas as craveiras.

Já aqui falei das qualidades espanholas no que toca ao bem falar e bem foder. E como mais de cinco é já uma amostra concreta, falo de boca cheia e em mais que uma vertente. Ora, repare-se no exemplar infra. Não é positivamente extraordinário? Não carrega mais testosterona que qualquer Brad Pitt da vida? Não tem aquele ar misto de «comia-te toda» com «deixa-me deitar a cabecinha no colo»? Mais e mais importante: tem ar de quem sabe dar um tau-tau apenas no momento certo, não antes nem depois. É o tipo de homem que está a perder 40-0 num final dos JO e ainda ganha o jogo. E isso, por si só, já me dá uma tesão descomunal. Vamos pôr as coisas assim: se os homens do mundo fossem colocados numa bandeja, Rafael Nadal seria o primeiro a vir ao beija mão.

 

 




Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008
Só coisa que chateiam e aborrecem

Ando num caralho de uma preguiça que não se aguenta. Demoro o triplo a pensar e o dobro a fazer e todas as actividades, à excepção da foda, me parecem tão confusas e difíceis quanto derivadas matemáticas com 40 variáveis. Para além de ser Verão, o que me fode sempre o juízo, deixei de comer carne há um mês, por imposição médica. Foram demasiados Blinis com Caviar e muito vinho do bom aliado a uma úlcera que teima em viver para além das minhas vontades. A puta.

 

Vai daí que, diz o senhor doutor, devo cortar na carne e tomar suplementos de ferro e assim, uma tarefa que, claro está, ainda não fiz. Vai daí outra vez, anemia. Maneiras que entre o sono e o dormir, resta-me pouco tempo para ver receitas vegetarianas e descobrir uma maneira de as cozinhar - logo eu que em três meses de Palácio Novo continuo com o fogão à estreia.

 

Maneiras que é assim, grandes queridos. Só coisas que chateiam e aborrecem. Se alguém tiver dicas de como sobreviver sem comer carne nem passar a vida a bocejar, a gerência agradece.

 

 




Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
ZZZzzzzzzzzz....

Não estivesse eu ainda meio ébria, a recuperar de uma festa na praia até de manhã, escrevia agora aqui sobre as pick up lines que não se podem, verdadeiramente, usar, quando se tentar sacar grelame. Assim sendo, e como não estão reunidas condições para semelhante pedaço de prosa, deixo-vos um amouse bouche para que sintam o gosto à coisa:

 

«Danças tão bem...sabes, eu moro aqui mesmo ao pé...»

 

Já cá volto. Vou ali esbofetear o Tico e o Teco até acordarem e pedirem por clemência.




Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
Parece que há razões menos óbvias para se gostar do Brad Pitt...

«I happen to be with somebody who finds pregnancy very sexy. So that makes me feel very sexy»

 

Angelina Jolie, Vanity Fair, Julho




Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
Vivam as tecnologias!

Sms´s enviados para uma amiga:

 

Sissi: Querida, salva-me!

 

Amiga: Estás num date marado?

 

Sissi: Estou! Liga por favor e deixa o resto comigo.

 

Amiga: Qual é o problema desse?

 

Sissi: Nenhum. Simplesmente we don´t connect.

 

Amiga: Foda-se, mas esse não é aquele gajo lindo que se meteu contigo no Vertigo no outro dia?

 

Sissi: É mas não rende. Liga lá caralho!

 

Amiga: Já ligo. Mas conta-me o que é que está a correr mal.

 

Sissi: Epá o gajo é daqueles que se ri muito das piadas que ele próprio faz, ri-se sozinho, claro. Além de que isto não é uma conversa, ela espera apenas a vez dele de falar. É lindo, de facto, mas nem sequer dá para foder porque é demasiado auto-centrado. Já para não falar que estou a trocar sms contigo e o gajo ainda não deve ter reparado. Enfim, liga-me lá ó vaca! Agora! Pleaseeee

 

Trim Trim, Trim, Trim

 

Sissi: Olá querida!

 

Amiga: Sim vacarrona sou eu.

 

Sissi: Tu não estás bem pois não?

 

Amiga: És tão puta! Tu assim não vais longe...

 

Sissi: Mas tem calma, não chores, de certeza que a coisa se vai compôr.

 

Amiga: Vai-se compôr vai... Tu não tens emenda. De facto tens razão, és uma snob intelectual de merda. O gajo é podre e tu aí com preciosismos.

 

Sissi: Espera querida, eu vou já aí ter contigo. Não faças nada.

 

Amiga: Pois, exacto, vem, vem...

 

Sissi: Não faz mal, ele vai compreender, não te preocupes com isso, nós ainda nem tinhamos pedido. Estamos só nos drinks. Na boa.

 

Amiga: Ai porque não funciona de cabeça...tu preocupas-me Sissi...

 

Sissi: Então vá, até já.

 

Horas mais tarde, no jardim de Sissi:

 

Sissi: Tu és uma puta do caralho, foda-se, quase me desmachei!

 

Amiga: Cala-te vaca! Tu preocupas-me mesmo.

 

Sissi: Mas não há razão para isso. You win some, you loose some. É normal.

 

Amiga: Mas qual era o problema deste?

 

Sissi: Basicamente, adorava-se. Estava ali para se impressionar, para se ouvir, para se mostrar, e estava-se positivamente cagando para mim. Um pavãozito. O gajo não me fez uma única pergunta sobre mim. Tudo era a seu respeito. E depois ria-se imenso das próprias piadas, o que matou a coisa. Enfim, era muito giro mas pronto.

 

Amiga: Podias ter aproveitado e mandavas-lhe um encostão.

 

Sissi: Pois era.

 

 




 
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