Quarta-feira, 30 de Abril de 2008
Homens improváveis a quem faria feliz durante umas horas (III)

                                              

 

David Walliams. I´m a hugeeeee Little Britain fan!!!




Terça-feira, 29 de Abril de 2008
Afecto

Dearest,

 

o que aqui vou deixar escrito está cravado noutras paredes. Queria dizer-te que és importante naquilo que sou. Que a tua doçura encapotada e tímida me comove com a mesma força com que me irrita o cinismo por justificar. És garboso, generoso, tens patine na forma cirúrgica com que olhas o mundo. A dor da falha empurrou-te para a excelência. A tua obsessão favorita. És clarividente, sensato, honesto, como mais ninguém que conheça. E medroso. Muito medroso. Mas para mim és o maior. Mesmo que sabendo que não és tudo aquilo que a minha cabeça me diz que és, és o gajo mais decente e fixe que conheço. E isso toca-me o coração...




Quarta-feira, 23 de Abril de 2008
Orgulhosamente Sós? A Time Out ajuda

E eis que a Time Out, a luz das minhas quartas-feiras, revista a quem augurei, erradamente, uma vida curta, publica um artigo sobre os solteiros. E eis que me apetece desfazê-lo em pedacinhos. Mas não vou fazê-lo. Vou só fazer uns reparos, por um lado, e concordar, por outro. Que fique aqui esclarecido, que sou assinante. Maneiras que independentemente da forma como a coisa soar, serei sempre devota. Avé!

 

Ora, a bíblia do bem sair pergunta num artigo: Orgulhosamente Sós? E eis que me levantei do onanismo tri-diário (são fases...) e despertei da modorra: Oh lecas, isto é para mim! Solteira profissional e fóbica do compromisso. Vamos lá ver então o que as miúdas escreveram. E reza assim:

 

1 - Não almoçarás numa cantina só porque é mais barato.

 

Diz que a hora de almoço é menosprezada. Concordo. Que a chave do sucesso está na escolha de sítios para almoçar. Discordo em parte, mas é pacífico. Que os sítios que tem mais «gente nova e com bom ar» são Amoreiras Plaza, Campo Pequeno e Saldanha. Discordo. A não ser que gostem de betos, com fatos Sacoor, a roçar a Opus Dei, que fodem com o crucifixo na mão e quando se vêm dizem «Ai Valha-me Deus». Se esse é o estilo, então força. Boa sorte para a demanda de encontrarem alguém com o tal «bom ar» que se sente ao vosso lado e meta conversa. Sorte nisso! Só uma dica: isto ainda é Lisboa...

 

2 - Não serás visto a dar um pé de dança nas Docas

Diz que tem muito turista e muita permanente. Discutível mas dou de barato. Diz que o melhor mesmo, assim mesmo, mesmo bom, é pézinhos e mãozinhas de dança no Lux, Bairro Alto e Braço de Prata. Deixem-me que vos pergunte uma coisa miúdas: vocês acham mesmo que vão encontrar um gajo que goste de gajas no Lux ou no Bairro? Hein? A sério... O Bairro é heterofriendly, é certo, daí até vos aparecer alguém com «bom ar», gente «nova e fresca», vai um pé enorme de dança... O Lux...que dizer do Lux...só se vai ao Lux quando o alcóol e a droga começam a bater e aí já vale tudo. Quem nunca fodeu um gajo encostada à cabine do DJ que lance a primeira pedra! Hein! Não tou a ouvir pedras!!! Adiante... O Lux é gay. O Bairro é gay. E o Braço de Prata é local de artistas...daqueles imperceptíveis e que não se lavam. Sou habituée. Sei do que falo.

 

3 - Não sairá da tua boca a frase «Posso-te conhecer?»

 

Epá...mais ou menos...tomara eu que alguém se chegasse à frente mais vezes em vez de ter que ser eu a fazer manobras de diversão para conhecer um tipo! A frase só soa mal porque nos catapulta para os putos ranhosos que queriam curtir connosco atrás do pavilhão! De resto, abordagens são sempre bem-vindas! Em tempo de crise não nos armamos em Edite Estrela! 

 

4 - Não levarás o teu possível engate a jantar à Companhia das Sandes.

 

Oh minhas queridas, francamente...Então se o gajo é giro, muito giro, discorre, sabe umas coisas, tem piada, vos trata bem e vos respeita, será que a sandocha vai fazer diferença? For real...Ainda por cima quando não fodem há algum tempo, ou quando já passaram lustros suficientes em que ninguém sopra na vossa direcção, será que o sítio importa assim tanto...?

 

5 - Jamais anunciarás o nome dos teus futuros filhos num primeiro encontro.

 

Eu cá acho que se a gaja for do tipo casadoira mais vale que diga logo ao que vem. Da mesma forma que se o tipo for Playstation freak (e isso me incomodar) que se chegue à frente também, se tiver mesmo que ser. Acho que, certamente, haverá outras coisas mais engraçadas para se conversar, porém, está longe de ser assunto tabu.

 

6 - Não ficarás em casa aos fins-de-semana a cantar o «All by Myself»

 

Eu por exemplo gosto muito de roçar os glúteos trabalhados pelo meu sofá «a comer porcarias» cheias de calorias que gasto no ginásio à segunda-feira. Sair sim, mas se o fito for o engate então não se dêm ao trabalho. Trust me. Nunca corre como o planeado. Ai não era de engate que estava a falar...? Ah, tá bem...

 

7 - Beijarás no primeiro encontro

Se apetecer aos dois sim, se não apetecer não apetece...Qual é o stress...? Beijar bem é importante, sim senhoras, tem toda a razão, mas vocês também sabem que o beijo, tal como tudo o resto, não vem por osmose não é...? As meninas querem ainda que guardemos esta ideia: «ser demasiado fácil é vulgar, ser demasiado difícil já não se usa». Oh caralho! Agora baralhei-me...então mas em que ficamos? Eu por mim avanço! Ah espera! Se calhar estou a ser demasiado fácil. Oh diabos! Com mil caralhões africanos! Oh, porra, lá estou eu a ser vulgar outra vez! Xiça...

 

8 - Usarás apenas a linha amarela do Metro.

 

Diz que vai apenas do Rato ao Campo Grande e que se fizermos olhinhos a um desconhecido diz que «é interessante» mas se ele sair no Intendente «fica esquisito». Já se trocarmos olhares com um desconhecido no Saldanha, TODA A GENTE SABE, É COMPLETAMENTE DIFERENTE! Eu percebo. A sério. Eu também só faço broches no Ritz... Além disso, TODA A GENTE SABE, é muito diferente engatar «gente bem vestida, cheia de ideias de negócios ou ideais para o mundo». Sim de facto. Esses pagam melhor. E vão mais vezes ao Ritz.

 

9 - Escolherás criteriosamente o sítio onde fazes as compras para casa.

 

Obviamente. E por isso vou sempre ao supermecado do IKEA (sítio de engate, internacionalmente reconhecido). É bom e barato. E quando estou no máximo da indulgência, o Corte Inglês. É bom e caro. E, às vezes, quando estou com muita tesão, vou ao LIDL que têm sempre uns ucranianos a precisarem de ser salvos.

 

10 - Não tomarás atitudes desesperadas

 

Nãooooooooooooo...Claro que nãooooooooo... Nada dos nove items anteriores denota, de forma alguma, qualquer tipo de desespero, double stantard, preconceito, nada, nadinha, nadica. Dizem estas grandes queridas que o leitor tem de «ter calma». Que se nada disto resultar, A -  «a Time Out está errada» ou B - «o leitor tem um problema sério entre mãos». Ou então a hipótese C: a Time Out tem um sério problema entre mãos.

Vocês andaram na Católica, não andaram?




Terça-feira, 22 de Abril de 2008
Divagações sobre um banner

Portanto,

 

o que vocês acham bem, giro, correcto, é que eu escreva à parva, todos os dias, e ainda responda ao caralhão de mails que recebo, aos vossos comentários, que leia o suficiente e saiba em quantidade exequível para continuar a partilhar convosco o que penso, rumino, leio, faço, fodo. E tudo isto num blog sem publicidade, mau grado as várias investidas nesse sentido, as quais sempre recusei. Até agora. Ou seja, a coisa colhe se for pobrezinha, de borla, sem guita, money, zilt, zero. Se mete vil metal, ou qualquer outro tipo de remuneração, pára tudo que nos estão a ir ao bolso!

 

Agora, que há um banner lá em cima onde cobro 1 euro - pécora, bandalha que sou a cobrar esta pequena fortuna - por cada sms, e notem (se conseguirem) um serviço TOTALMENTE FACULTATIVO, ou seja, liga quem quer, agora que decidi, AO FIM DE QUATRO ANOS, fazer algum dinheiro com uma actividade que, pelo tempo que toma, já roça o full time, já nada disto faz sentido...

 

Mercenária do sexo, impostora, e depois os comuns puta, vaca, destruidora de lares e quejandos. A todos vocês que, com carinho, mandarem emails neste sentido, tenho outras palavras calorosas: isto ainda só agora começou...

 

Foda-se. Isto esta semana vai ferver.




Segunda-feira, 21 de Abril de 2008
Homens improváveis a quem faria feliz durante umas horas (II)

                                                      

 

Gary Lineker. Excelso comentador do Match of the Day I e das emissões de golf da BBC. Bons tempos em que comprávamos o jornal do mesmo sítio... (suspiro) Há qualquer coisa neste homem que me faz querer dar-lhe de mamar... (suspiro)




Sexta-feira, 18 de Abril de 2008
Pensamen(tesão) de Fim de Semana

De quando em vez há que colocar um ponto de ordem neste Palácio sob pena dele virar um galinheiro de galos.

 

Estimados, vamos lá ver uma coisa, se há aqui alguém que tem direito a insultar sou eu. Porque isto é meu e porque sou mais insultada que o Chalana, seja de forma velada ou bem concreta, ele é insultos para todos os gostos e feitios. Porém, não o faço. Por uma razão apenas: não me apetece, não estou para isso, os idiotas não são importantes. Aqui quem manda sou eu e eu serei sempre o lastro desta troca de ideias.

 

Claro que há sempre gente que gosta de medir a pila, de mostrar que ela é maior que a dos outros e que sabe mais palavras de sete e quinhentos. Ora, o que eu gostava de vos dizer é que este não é um lugar para isso. Aqui as pilas usam-se, por mim, quando eu quero e decido. Insultos, idiotices e barbaridades, guardem-nas para quando forem solicitadas. Querem vociferar, abespinhar-se, indignar-se, tudo bem. Mas longe daqui. Quando quiserem falar, argumentar, com inteligência e brio por vocês mesmos e pelo cérebro que tão prontamente querem mostrar, voltem. Mas só aí e nunca antes.

 

Até lá, bom fim de semana. Enjoy!




Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
Sissi Responda - Roçar de Vulva

Cara princesa,
 
tenho 29 anos e de ha uns tempos para cá ando completamente tarado pela minha cunhada de 20. Ela é loirinha, com 1.70m, não é magra mas também não é gorda.. é o que se pode chamar de toda boa mas com sitios para agarrar... alem disso tem o par de seios mais bontos k ja vi... copa 40 e super empinados e redondinhos e um rabinho de parar o transito.
 
nos temos uma relação muito intima e somos mesmo o melhor amigo um do outro, sendo que sabemos coisas um do outro que mais ninguem sabe. brincamos muito os dois...e é precisamente de ha uns tempos para cá que ela aproveita as brincadeiras para ora esfregar o peito ora a vulva no meu corpo... "acidentalmente claro"... e fixa-me com o olhar mais sacana k ja vi...
 
estarei a ficar louco? adorava mostrar-lhe k tb gosto dela..mas nunca faria nada que pusesse em perigo a minha relação com a sua irmã.
 
por favor o que devo fazer? e como?

Súbdito Devidamente Identificado

Estimado Súbdito,

depois de lido o seu email, e de ainda me doer a barriga de rir, pergunto-me: tem a certeza que namora com a irmã certa? E depois desta questão, muitas outras me vieram à cabeça: se namora com uma, porque razão a sua melhor amiga é a irmã? Não deveria ser a própria? E que raio de namorado é você que permite que a sua cunhada, muitooooo amigaaaaaaaa, esfregue a vulva - adoro esta expressão - e passeie o rabinho empinado perante a sua retina em estertor?  E já agora, está com medo do quê? Por muita tesão que sinta, o seu livre arbítrio e sua vontade ainda são mais fortes. Ou não serão?

Bem sei que a tentação existe. Principalmente quando ela se materializa numa bacante de medidas certas. Ainda assim, não há nada que nos obrigue a tomar decisões assentes na tesão quando o que está em causa são coisas, supostamente mais importantes. Corpos perfeitos e a pedir umas palmadas existem por aí aos magotes mas isso não quer dizer que tenhamos que lhes fazer a vontade.

É caso para dizer: valores mais altos se levantam. A si, resta-lhe perceber quais.

 

Disclaimer: Este consultório não é profissional, como imaginam. Aqui não se resolvem problemas, conversam-se. O que terá apenas a importância que cada um de nós lhe der. As questões serão respondidas por ordem de chegada, todas as quintas-feiras. Missivas para aqui: princesa-sissi@sapo.pt




Terça-feira, 15 de Abril de 2008
Modernas ou talvez não

O advento da nova mulher trouxe-nos coisas boas. A independência, ou a aparência dela, é uma delas. Podemos, ou achamos que podemos, ser aquilo que quisermos, sem que isso seja uma fatalidade ou uma âncora que carregamos para a vida.

Como se sabe, a liberdade é um valor bonito em absoluto mas que convém lidar com cuidado. É aditiva, leva a excessos, e a simples ideia de que fazemos porque podemos trilha caminhos perigosos.

 

O campo da sexualidade é quem mais tem privado com esta novel condição. De submissas passámos a activas num piscar de olhos e muito se perdeu nesse caminho de desembaraço social e afectivo. Perdeu-se uma certa feminilidade, a delicadeza do gesto, o glamour e a beleza de sermos o belo sexo. Claro que tudo isto é recente e por isso ainda acertamos as agulhas que definem o equilibrio entre o que queremos e o que parecemos. E depois caímos em excessos, sobretudo quando não temos arcaboiço e jogo de cintura para os aguentar.

 

Quando nos mandamos à parva para cima de um tipo, quando achamos que porque somos gajas e modernas e não queremos mais nada que não foder e ainda assim levamos um rotundo não, ficamos fodidas. Aliás, não fodidas. E ressabiadas. E achamos logo que, das duas uma, ou é paneleiro ou idiota ou qualquer nome carinhoso destes. Ora, porque raio não há-de um gajo querer foder comigo, que até nem lhe vou ligar mais ou mesmo que ligue nunca vou querer ser namorada dele, cruz credo, isso é para as outras as cornudas, que cada um sabe de si e eu só quero saber de mim?

 

É obvio que os tempos em que bastava abrir as pernas eram tempos felizes. Mas eram sobretudo falíveis. Na realidade, quando tínhamos o comando remoto da piça alheia não sabíamos exactamente porque razão eramos fodidas. Havendo pau tudo marcha.

 

É preciso mais do que uma aparente modernidade para levar um não de perna aberta e sair de sorriso sincero nos lábios. Pois é. São precisas muitas negas.




Quinta-feira, 10 de Abril de 2008
Oferenda

Princesa de calibre europeu que sou, já passei por várias fases nesta existência real, todas elas com um pendor agradável e prazeroso. As minhas várias facetas foram, quase sempre, recebidas com Hossanas e Vivas por toda a auto-estrada e curva perigosa por onde passeei as minhas carnes rijinhas, chegando mesmo a criar-se um Dia de Sissi, numa república lá longe que vocês não conhecem e assim...

 

Ora vem isto a propósito de uma novel face de Sissi. Que não sendo bem uma novidade também não deixa de o ser. Eu sou uma oferecida. É oficial. Gosto de me oferecer. Tenho talento e jeito para isso. Gosto de deixar os meus préstimos por mãos alheias, desde que devidamente escolhido o trigo do joio. Depois de extraído o mosto, gosto de oferecer os meus skills, expertise e devido embrulho a quem provar prová-lo decentemente. Sou de uma generosidade que faz inveja a qualquer beata de sacristia.

 

Estou cada vez menos lady like. Queres? Embora.




Quarta-feira, 9 de Abril de 2008
Homens improváveis a quem faria feliz durante umas horas (I)

                                            

 

António Mexia. Não sei se é dos óculos se do olhar meio estrábico por detrás, mas que era pessoa para lhe amaciar o pêlo, era.




 
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