Cara Sissi,
(...) É que se eu e o meu grupo de amigas sofre do mesmo mal e as amigas delas também, começo a crer que este mal é uma mancha social muito maior do que se sabe ou admite:
Os nossos gajos perdem o interesse sexual enquanto nós não. Aliás procuramos explorar cada vez mais a nossa sexualidade (por "nossa" entenda-se a individual e a do casal) mas a "fome" deles reduz-se a olhos vistos! Bem sei que o macho vive mais da imagem do que nós o que o leva a ter um interesse particular pela "novidade", mas daí a só foder uma vez por semana (isto com sorte) e é porque não comeu muito ou tem sono ou quer acabar de ver o filme e não se consegue concentrar no filme enquanto lhe fazem um broche, etc., deixa-nos a pensar! Refiro-me obviamente a casais que vivem juntos há alguns meses ou anos, da faixa dos 30, com ou sem crias. E somos miúdas criativas que tivemos bastantes e ricas experiências antes de dar o passo do casamento ou "ajuntamento". Creio que não somos más fodas.
Desabafei com a minha mãe sobre o assunto e ela revelou-me que lhe aconteceu o mesmo após ter casado com o meu pai... Isto é verdade Sissi ? Então porquê o mito de que as mulheres é que têm dores de cabeça e os homens estão sempre prontos ???
Estou perdida e preciso de foder novamente. Não o quero enganar mas também não quero viver sem sexo :(
Ajude-nos por favor...
Súbdita Devidamente Identificada
Estimada Súbdita,
o que define ou não uma má foda é qualquer coisa que começa a pertencer ao domínio do sexo dos anjos. Não há uma tabela nem standards que nos guiem e ainda bem. Porém, e para balizar a discussão, digamos que sim, que são todas grandes fodas, que adoram broches e levar no cú a toda a hora - os baluartes da excitação masculina - sexo dentro e fora de portas, dizer palavrões e dar uma de submissas. Mesmo que tudo isso esteja reunido, que os astros se alinhem e decretem o Ano da Foda, mesmo assim, o mito de que os homens estão sempre prontos para foder é a mais insidiosa falácia.
Não é verdade, não consta de nenhum livro nem tem lugar na minha vastíssima experiência com homens e mulheres de vários pontos do globo. Os homens excitam-se com mais facilidade, isso sim, porém, isso não faz deles piças automáticas, robots do sexo, autómatos da foda. Tal como as gajas, aos gajos também lhes foi dada a prerrogativa de dizer que não. E porque o fazem? Muitas vezes por razões concretas que não tem a ver com a poda, por outras, e são muitas, por absolutamente nada. E ainda outras porque não é fácil acordar e adormecer dias a fio com a mesma pessoa e ter sempre vontade de a foder. E essa é uma verdade insofismável. Válida também para nós gajas. Simplesmente, nós não temos pau para levantar e isso ajuda a que, mesmo que o desejo não aflore em quantidades apreciáveis, mandemos umas ou outras para manutenção da relação. Já eles, nem por isso.
Assim sendo minha querida, tente perceber com ele a melhor forma de revitalizar a vossa vida sexual. E, sobretudo, esqueça os mitos urbanos e perceba que a rotina é a mãe de todas quebras de relação. Fuja dela como puder e não stresse. Há períodos mais profícuos que outros. Até lá, não desespere. Use o vibrador. Aliás, mostre-lhe que o usa. Faça-o quando a ele não lhe apetecer. E mostre-lhe que o seu prazer também passa por si.
Disclaimer: Este consultório não é profissional, como imaginam. Aqui não se resolvem problemas, conversam-se. O que terá apenas a importância que cada um de nós lhe der. As questões serão respondidas por ordem de chegada, todas as quintas-feiras. Missivas para aqui: princesa-sissi@sapo.pt
Depois da rambóia do fim de semana decidi fazer o meu próprio top musical de melodias próprias para uso na arena fodal, daquelas que nos obrigam mesmo a bombar à parva.
Cá vão elas, sem nenhuma ordem específica:
Personal Jesus - Depeche Mode
Beautiful People - Marilyn Manson
Undercover of the night - Rolling Stones
Forever More - Moloko
Sliding - Dzhian and Kamien
Take it Slow - Boozoo Bajou
Galvanize - Chemical Brothers
My Humps - Black Eyed Peas
Seven Nation Army - White Stripes
Underground - Celeda
Maneiras que é isto. Exorto-vos a fazer o mesmo. Escolher umas musiquetas e gravar um CD que colocarão em repeat. É sucesso garantido.
Jamais direi que não voltarei a fumar. Tabaco. Porém, é com cada vez mais segurança que afirmo que objectos fálicos na minha boca só mesmo os originais. Faz hoje um mês que não fumo e sinto-me com menos 5 anos. A minha pele está diferente, os meus pulmões exultam e o olfacto está melhor que nunca.
Ainda assim, estou insuportavelmente irritante, petulante, bruta e passo por cima de tudo e todos com a força de uma chuva tropical. Há quem me peça para voltar a fumar.
Moral da história: nestes dias sem fumo, não fodo gajos. Bato-lhes.
Bom fim de semana.
Colega do lado - Olha, fui ali comprar tabaco, vi isto e lembrei-me de ti. Diz «chupar relaxa»...
Gosto quando a minha fama me persegue.
Diz o nosso Sapo que, num estudo da Men´s Health, os homens portugueses são dos que mais fodem e, paralelamente, os mais insatisfeitos com a sua vida sexual. O que não faz sentido. Portanto, fodem muito mas mal mas continuam a foder muito e mal? Não entendo.
Já aqui manifestei a minha desconfiança face a estes estudos. Até parece que já estou a ver o macho tuga a fazer o teste das cruzinhas e a colocar a dita no quadradinho «Mais de 5» quando questionado sobre quantas vezes faz sexo por semana, mesmo que esse número, na realidade, se refira à regularidade anual...
Ora vem isto a propósito do tempo médio da foda, assunto que me interessa já que o penúltimo macho que degluti demorava uns míseros 10 minutos a encher-me os lençóis de linho monogramados de toda uma quantidade inusitada de «Creme La Mer». Não fosse a minha vasta experiência no campo, em número, género e classe social, e acharia que teria sido alvo de uma experiência juvenil ao invés de uma relação sexual strictu sensu. Se fosse a confiar no porno que veja com afã, pensaria que o normal seriam fodas de 40 minutos, até cheirar a borracha queimada e eu não me conseguir sentar durante 2 meses. Mas não.
O tempo médio da foda é relativamente curto, especialmente quando há seconds, thirds e, já no campeonato do mito urbano, quatro por noite. A primeira, já sabemos, é sempre supersónica, especialmente quando não fodemos há muito ou a pessoa é especialmente tesuda. As restantes, são na maioria dos casos, brindes. No que me respeita, prefiro pensar que as fodas são curtas porque sou para lá de boa e, enfim, eles e elas não são de platina.
Mas vocês, grandes queridos, que eventualmente terão participado neste estudo, o que vos leva a ficar insatisfeitos?
Nunca percebi como é que há pessoas que gostam de foder sem música. Tantas vezes fodi ao som de um pauta melhor que o amante que hoje não passo sem esse horizonte musical que tem um pouco de tudo, desde que me dê tesão, o que não é difícil.
Não podem ser slows, nem músicas queridinhas, tem que ter uma batida forte a fazer-me imaginar que estou ali exactamente como queria estar. Neste campeonato, e depois dos últimos dias em teste, apraz-me dizer que a melhor música para foder é, sem sombra de dúvidas, Unfinished Simpathy, dos Massive Attack. Em repeat no carro e em casa.
Princesa prevenida fode por duas.
«The most obvious answer to that question is that thinking about the future can be pleasurable. Indeed (...) it can be so pleasurable that sometimes we´d rather think about it than get there»
O título é parvo e tem pouco a ver com com o conteúdo. Mas o livro é extraordinário. Grosso modo, fala de como o nosso cérebro nos rasteira a cada esquina fazendo-nos crer que queremos alguma coisa que, na realidade, nem podemos saber que queremos.
ola sissi
eu sou uma grande admiradora tua e tenho um grande problema!O meu namorado sofre de ejaculação precoce. Ja deves imaginar a minha angustia.Ja namoramos ha algum tempo e amo-o bastante e ele a mim.No inicio pensei que fosse normal por ele ter ficado algum tempo sem ter relações.Mas estava muito enganada não consigo ter um orgasmo com ele!Ele da-me imenso prazer mas não sei o que fazer.Fingo ter um orgasmo para não o deixar triste.Diz-me sissi o que devo fazer para ele ser normal(para eu ter um orgasmo)eu amo-o imenso e não o quero magoar.Tem tratamento?O que devo fazer?
Súbdita Devidamente Identificada
Estimada Súbdita,
first things first. A que se refere exactamente quando fala em ejaculação precoce? Ele vem-se à primeira bombada? Vêm-se ainda a súbdita acaricia o marsápio? Vêm-se ao mais leve sinal de foda? Urge clarificar. E porquê? Porque se o seu namorado demorar 5 minutos a vir-se isso prova muitas coisas mas não exactamente a ejaculação precoce. E é precoce em relação a quê? Ao seu orgasmo? Ao tempo médio de foda? Está a ver a teia intrincada e a plêiade de respostas que lhe posso dar? Vou tentar ser generalista...
Se o seu namorado chega ao Olimpo mais depressa que a Súbdita o melhor é que ele se venha primeiro antes, por exemplo, da foda propriamente dita, através de um broche ou mesmo de uma canhola de luxo. Ele acalma-se, treina o lado retentor do prazer e a minha cara deixa de ter que fingir. Ou então faz o contrário. Ele que a minete com decência até que a Súbdita veja passarinhos verdes.
O que interessa, Estimada, é que a minha cara perceba a razão dessa antecipação, desse «estava quase a conseguir bater o recorde do minuto e meio». Converse com ele e entedam de uma vez a razão desse desconcerto. Porém, atente e pense nas questões que lhe coloquei. E aceite que o tempo médio de uma foda nem sempre se compraz com os ditames do nosso próprio desejo. Obviamente, isto não é uma fatalidade. É antes alguma coisa que com treino e prática (muita) vai ao lugar. Até lá, compre um vibrador.
Disclaimer: Este consultório não é profissional, como imaginam. Aqui não se resolvem problemas, conversam-se. O que terá apenas a importância que cada um de nós lhe der. As questões serão respondidas por ordem de chegada, todas as quintas-feiras. Missivas para aqui: princesa-sissi@sapo.pt
Conversa entre dois namorados. Ele acorda de bandeira hasteada, ela ainda dorme. Ele, com a subtileza de um hipopótamo, puxa-a com intenção libidinosa.
Ele: estás acordada?
Ela: não
Ele: anda cá.
Ela: Oh Nando deixa-me....
Ele: Anda lá vá...
Ela: Oh Nando desliga isso!! (furiosa)
Ele: vá deixa lá estar aqui, eu depois apago - diz Nando enquanto vai apalpando e explorando orifícios
Ela: Oh Nando já te disse que não gosto daquilo ligado... - diz ela, em «com tesão mode»
Ele: Deixa lá estar, só uma vez, eu depois apago, juro... - enquanto a apalpa, mexe, lambe, ou seja, apanha a gaja em falso.
Mais (do mesmo) deste diálogo pode ser encontrado em www.youporn.com, a maravilha das maravilhas, onde podemos ver sexo amador e caseiro (o meu favorito) à distância de uma ligação à net. É simplesmente maravilhoso e dele se extraem grandes conclusões sobre a interacção homem/mulher. Ando a tirar notas para escrever aqui.
Até lá, enjoy!
PS: a moral da história tem, obviamente, dois contornos: se virem uma luz vermelha num aparelho de gravar ou fotografar, tirem a piça da boca e nunca mais voltem a metê-la. Aquela, claro. Quando ouvirem «é só desta vez, eu depois apago», não acreditem. Claramente.
To clit or not to clit. Eis a questão. Muitas vezes ignorado, o clítoris é um rapaz vivaço que nasceu para dar prazer. Única e exclusivamente. Não se conhecem outras propriedades ou funções ao pequeno, que não sejam as de ser massajado com garbo, levando ao orgasmo. Maiores ou mais pequenos, mais acima ou mais abaixo, o clítoris é o princípio do prazer. Digamos que é o Luís de Matos da biologia feminina. Tocado sapientemente, saem coelhos daquela cartola de forma profunda.
Porém, para alguns homens, o clítoris é pura magia. Ou seja, tal como os truques a que assistimos mas não fazemos ideia de como se fazem, também o manusear clitoriano se reveste de uma ciência, para muitos, equivalente a um número mágico muito bem feito. Horas depois ainda se perguntam como é que a coisa se deu. Esses, regra geral, encaixam no intervalo profissional entre os espeleólogos e os ginecologistas porque são os que acham que o clítoris fica algures entre o útero e as trompas de Falópio. Aquilo é gente que enfia, escava, garimpa num labor que comove, sem se aperceberem que a pepita de ouro está do lado de fora. Para esses grandes queridos, Sissi, a vossa princesa mais-que-tudo, vai explicar-vos umas técnicas para não voltarem a passar vergonhas nem a ganhar mapas do corpo humano no Natal.
Antes de mais, e para os distraídos, estimular o clítoris não significa esfregá-lo como se estivéssemos a tentar tirar uma nódoa de Tinta da China. Não senhores. É antes um meneio de dedos natural, cima e baixo, esquerda direita, isto para começar. Mas atentem só nas sugestões.
A Bíblia deste mês tem a Floribela na capa. Não tenho palavras.
