Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007
Mind the flight!
Faltam apenas dois fugazes dias para que esta princesa volte a casa. Vou para Lisboa? Não, vou para Londres.
Vou para os pequenos almoços com calorias de almoço, para o torpor alcoólico antes de anoitecer, para as livrarias de sete andares e os passeios pelos mercados, para o Queen´s Walk até os pés miarem de dor, para o buraco financeiro e a subsequente satisfação material, para as sex shops e a mala cheia de prazer. E claro, voltarei ao Palácio, o mais lindo de todos, aos jardins com miradouro, ao cheiro a frio e a batom de cieiro e às mãos sujas de tinta de jornal. Voltarei a tudo isso e a uma forma de deificação urbana pouco útil mas muito quentinha.

Maneiras que é isto.


Vamos lá a ver se a gente se entende de uma vez por todas...
Eu percebo que a blogosfera seja uma Finisterra, uma terra de ninguém que parece não ter regras nem barreiras. Até entendo que a coberto de anonimatos e outros mantos pouco diáfanos os visitantes dos blogs se julguem no direito de julgar. Nos outros sítios manda quem de direito, aqui mando eu. E aqui há regras para quem as quiser entender e cumprir.

Enfatizo: o altruísmo invade-me quando faço um esforço para compreender que existem pessoas que não foram abençoadas com a capacidade da retórica e a arte da argumentação. Tenho pena, mas é um facto. Há quem ainda não distinga o dichote do insulto, a simples divergência de ideias do ataque gratuito, o passeio virtual por si só da competição desenfreada e a luta pela last word.

Para se comentar neste blog (e digo-o neste tom maternal e paternalista ao mesmo tempo, como quem admoesta meninos pouco dotados cerebralmente e a quem temos que dizer as coisas over and over and over again...) a única premissa necessária é o respeito pelos outros. Curiosamente, é a aquela que mais vezes falha (não sei se reparam no tom que ainda persiste...) contrapondo com a soberba, sobranceria, idiotice e, pasme-se, até umas fímbrias de maldade que por aqui abundam.

Eu também podia mandar alguns de vocês pó caralho e dizer-vos para não se levarem tanto a sério que o conteúdo dos vossos comentários não pede tanta pompa bacoca, que isto era tudo muito mais giro se soubessemos ter uma boa discussão com o equilíbrio assente na seriedade e leveza, incongruentes mas possíveis.

Podia, mas não o fiz.


Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007
E por falar em sedução...
Why don´t you come on up and see me sometime, when I´ve got nothing on but the radio...

Pela fabulosa Mae West


Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007
TPM # 20
E ao sétimo dia descansámos. Deixámos que a vida se intrometesse e que os atrelados e a bagagem viajassem à nossa frente e nos marcassem o trilho. Permitimos que as pechas nos invadissem e agora somos um para o outro apenas aquilo que todos os outro vêm. Deixámos de ser especiais. E sobretudo de filtrar as importâncias e as irrelevâncias. Vivemos sem pele e as poeiras fazem ferida.
Será que um penso rápido estanca? Pelo sim, pelo não, abasteci-me de uma quantidade deles.


Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007
Pensamen(tesão) de Fim de Semana ou a nova FHM já cá canta
Se um calhau na parede é considerado arte, deleitar-se com a Jenna Jameson a cavalgar um batalhão de bombeiros é arte da boa. E com a boa de serviço. A Pornografia, considerada o bicho mau da sétima arte, é a poção mágica para os desarranjos de baixo ventre. Admirada por uns, odiada por outros, é consensual no seu resultado. Provoca uma monumental e inexorável tesão, à qual esta princesa não é imune.

Por certo já repararam que há uma nova FHM nas bancas. Dado que a Jenna Jameson vem na capa, não percebo como é que ainda estão a ler este texto e não se apressaram a levantar o nalguedo das cadeiras em fuga até ao quiosque mais próximo. É que para além da Deusa do Sexo, a seguir a mim, obviamente, Sissi entrevista Paula Lee, Amante Profissional, também conhecida como prostituta, e ficou boquiaberta com a clarividência desta mulher.

Aliás, bom, bom, é que o número deste mês tem um especial dedicado ao Sexo...entrevistas com uma realizadora de porn, uma reportagem na rodagem de um fime, e uma análise idónea sobre o estado desta arte em Portugal. E depois tem outros assuntos, certamemente relevantes, mas só este é que me ficou na retina...

É a chamada memória selectiva...

Corram a comprar. Enjoy!


Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007
Sissi Responde - O que as mulheres querem
My Dear Sissi,
Para começar e como qualquer súbdito que se preze, os meus sinceros parabens pelo blog e livro, tais biblias são para mim!

Gostando de ser diferente passo ao assunto em si...

Sou um jovem com 19 aninhos no rabiosque, bem constituido, confiante q.b., com a vontade de triunfar e ser diferente, excentrico e perfeccionista - direi mais, com uma visão um pouco acima para jovens da minha idade. Sempre me envolvi com moçoilas da minha idade ou um pouco mais novas mas recentemente ganhei um interesse especial por mulheres mais velhas, se é que me faço entender, e como qualquer um gosta de sair a noite para ver as vistas, também eu gosto! Saio, bebo o meu copo e danço a noite toda e sempre me deparo com mulheres entre 20 e 30 anos.

Agora vêm as perguntas pertinentes... O que é que mulheres nesta faixa etária procuram ? Como me diferenciar dos outros homens, que mais parecem cães atrás de um osso ? Como chegar até elas ?

Cumprimentos reais*
God bless the princess!


Estimado Súbdito

O que me pergunta não tem resposta certa...o que as mulheres querem é uma noção que nem as próprias têm. No entanto, garantidamente, as mulheres só querem um tenrinho de 19 anos quando já vão para mais velhas. Diz me a experiência que é para se manterem mais jovens e terem sempre cavalgadas pujantes. Se é a este tipo de mulher que se candidata, prepare-se para ser homem objecto. Não dói nem deixa marcas. Pelo contrário, diz que é até bastante agradável quando o objectivo é o sexo em si mesmo e nada mais.

Se pretende então uma jovem entre os 20 e os 30, assegure-se que é cavalheiro e cortês. Os efebos da sua idade são de uma brutalidade idiota. Umas crianças em corpo de adulto. Também não vale a pena dar um ar alternativo e distante. Não vai querer tornar-se num frequentador do Mahjong antes do tempo. Seja natural, seduza-as sem lhes dar tooooddaaa a importância. Ele há miudas que se deixam envaidecer com pouco.

Aconselho ainda a abordagem do género humorística, caso o meu caro possua sentido de humor. Senão vai parecer um idiota chapado e as gajas não gostam disso. Acima de tudo, faça o que fizer, que seja com inteligência (sobretudo a distanciar-se da restante manada), com calma e segurança. Os detalhes dependem das situações. E isso cabe-lhe a si ajuizar.

Disclaimer: Este consultório não é profissional, como imaginam. Aqui não se resolvem problemas, conversam-se. O que terá apenas a importância que cada um de nós lhe der. As questões serão respondidas por ordem de chegada, todas as quintas-feiras. Missivas para aqui: sissiresponde@yahoo.com


Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007
SIC Quê?
E por falar em coisas que me enervam, hoje calhou a rifa à SIC Mulher. Pensando nisso, uma piquena questão me invade, de imediato, o espírito: que tipo de mulher esperam aquelas alminhas atingir com a programação que exibem?

Ora vejamos. Ao sintonizar o canal 6, poderemos ter a oportunidade de ver a Oprah, os episódios defuntos do Sexo e a Cidade, o magazine Essência, o Médico de Família, o Dr. Phil e a Martha Stewart, o Querido Mudei a Casa e outros sub-produtos de uma sub-grelha de um sub-canal.
Mais certo seria chamar ao canal SIC Tontas, o target que esta escolha parece implicar. E não é que uma grelha não possa ter estes programas ou quejandos, mas, por Zeus, por toda a mitologia grega, que caralho pensam aquelas alminhas que nós gostamos? Ponto de Cruz e Bilros, desgraças da vida e decorações avulsas? E que tal um programa sobre sexualidade? Ou uma rubrica sobre saúde, com questões específicas de interesse das mulheres (já que é suposto ser a SIC Mulher...)? E sobre moda? E documentários sobre as grandes mulheres do nosso século (por exemplo), portuguesas e estrangeiras, para que possamos compreender as várias correntes de pensamento femininas?

Porque caralho um canal que se diz Mulher nos brinda com programação plena de entretenimento e falha de informação realmente útil? E porque caralho ainda os separadores insistem no uso de clichés como «mulher sensível», «mulher moderna», «mulher leoa» e depois só passa merda de «mulher tonta», «mulher fútil», «mulher oca»?

Don´t get me wrong, eu adoro a Oprah (o programa, a ela não a suporto) e...assim de repente de mais nada, mas o equilíbrio é uma virtude que o Canal não tem e está muito longe disso. Digamos que preferia que esta SIC fosse mais SIC Gaja e menos esta SIC Mulher.


Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007
Ninguém leva a mal...
E depois do dia de S. Valentim, que outra época igualmente bonita e pândega poderia colocar um sorriso amarelo cueca nesta minha facies de veludo? O Carnaval, obviamente.

Se há coisinha que me enerva é o Entrudo. Não tem uma utilidade prática (para além do feriado), um intuito cultural, uma motivação pedagógica ou didáctica, enfim, não gosto. Acho ridículas as máscaras, os carnavaleiros que tremem de frio enquanto tentam ensaiar um samba manhoso ao som de um autofalante com ruídos, os corsos pobrezinhos com as caricaturas gigantes dos políticos, os cabeçudos, e, pior, os homens que se mascaram de mulheres. Estes sim, fazem as minhas sinapses baterem ao ritmo de um compasso desregulado.

Como em tudo o que envolve o Carnaval português, também os mascarados são de má qualidade. Já que insistem em fazer a coisa, ao menos que a façam bem. Assim sendo, pode ser que um dia veja, de facto, um macho BEM mascarado de mulher, alguém que tenha feito a depilação nas pernas e axilas (dou as virilhas de barato...), tenha ainda estilizado as sobrancelhas, limado as unhas e pintado de escarlate escuro, feito a barba ao milímetro, colocado uma peruca das boas com um bom corte e penteado, esteja impecavelmente vestido nuns jeans justos e um cardigan cintado e um pouco decotado, em cima de um salto que, não sendo agulha, lhe alonga as pernas e as faz menos redondas, que se maquilhe sem pecha e saia para rua de cabeça levantada e «segura» de si...

Talvez assim conseguissem perceber que ser gaja, às vezes, é fodido...


Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007
Sissi Responde - As Camadas Adiposas
Boa noite.

Depois de ler e reler algumas passagens na sua página, resolvi expor esta questão que me tem andado a "fritar" a mioleira. Sou um tipo na casa dos trinta e tais e com alguma experiência de vida. O meu tipo de mulher
sempre foi alguém mais para o esbelto, inteligente e sobretudo dinâmica. Acontece que conheci uma senhora mais para o forte, aconteceu um beijito entre nós e ultimamente não me sai da cabeça poder estar entre os lençóis com toda aquela carninha. A ideia, confesso, excita-me e tal nunca me tinha acontecido nem sequer me passaria pela cabeça. Não conheço suficiente bem essa pessoa para pensar que poderia estar interessado na sua atitude, cultura ou isso. Não, é mesmo aquela carninha toda que me tem dado a volta à cabeça, chegando a pensar que fazer amor com alguém assim deve ser muito excitante. Será que estou doido? Será que me passei de vez?

Obrigado


Súbdito Devidamente Identificado

Estimado Súbdito,

doido não estará certamente que as camadas adiposas não batem assim. Foi ver, e é uma gordinha que lhe povoa o imaginário...

Eu podia escolher a abordagem do «nós mulheres, coitadinhas, vítimas da pressão social de sermos todas Giselles Bundchens desta vida ingrata que nos coloca em patamares de exigência física diferente dos do macho comum e yada yada» mas não vou. Não por ser mentira, porque não o é, mas porque é um argumento batido e pobrezinho. Esse é o tipo de questão que nós gajas devemos manter on the back of our minds mas que nunca deverá ser óbice ou motivação para nada. Quem não está contente com o seu próprio corpo que faça alguma coisa por isso, que uma gaja que se queixa enquanto come o seu enésimo Éclair do dia é do mais idiota que há.

Não me espanta, caro súbdito, que tenha criado essa fascinação por tal escultura de Botero. As formas maternais sempre foram más para levar a festas mas boas para meter na cama. É esse o limbo masculino. O seu desconforto perante este caso é notório durante todo o email (até na forma como usou o adjectivo «forte» para a descrever...) mas aconselho-o a não resistir. No fundo, é uma escolha entre o olhar e o sentir, entre os preconceitos da sua cabeça pensante e a tesão da sua cabeça actuante.

Eu a si já lá estava.

Disclaimer: Este consultório não é profissional, como imaginam. Aqui não se resolvem problemas, conversam-se. O que terá apenas a importância que cada um de nós lhe der. As questões serão respondidas por ordem de chegada, todas as quintas-feiras. Missivas para aqui: sissiresponde@yahoo.com

PS: Estimados, mais uma semana difícil na limpeza de pó e manutenção aqui do palácio. O Sissi Responde «foi para o ar» hoje mas volta na próxima quinta-feira. Como de costume. Entretanto, a realeza vai estar no próximo Domingo, entre as 11 e o meio dia, no programa do Pedro Rolo Duarte na Antena 1. Um fartote. Enjoy!


Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007
Valentim, o Obsoleto
Estava eu aqui a deambular pelo palácio, a esfregar as mãos de pele leitosa pelo contentamento de arrasar com o dia dos namorados, quando pensei: «Tu minha Sissi, minha eminência parda de tudo e mais alguma coisa, um Pacheco Pereira nas artes da vida vivida, não podes arruinar assim um dia tão importante para tanta gente!» E se bem pensei, melhor o fiz e decidi dar-me ao panegírico eivado (adoro pleonasmos) do dia do Valentim.

Gosto deste dia porquê? Porque, na realidade, ele não significa um caralho, tal como todos os outros dias de alguma coisa, ao contrário do que se quer pensar. Porque um dia de uma merda qualquer significa automaticamente a exclusão dessa merda nos outros dias todos e no meu calendário mando eu. Adelante. Depois é um dia bonito também porque recebemos peluches, flores, molduras a dizer I Love You (que Amo-te soa mal...), aventuramo-nos num restaurante um pouco mais carote que os que servem as tradicionais Entremeadas e Morcelas de Arroz e conseguimos não vir para casa a cheirar a fritos, depilamo-nos e esperamos pela foda «especial», cuja «especialidade» reside em ser a meio da semana, mandamos mais sms´s que nos outros dias e, na loucura, ainda nos vão ao cú.

Ora, eu não quero com isto dizer que todas estas coisas são más. Recordo apenas que o ano tem 365 dias e noites e que todas são boas para isto e muito mais. Enerva-me um pouco esta falta de imaginação em dedicar um dia aos namorados quando os próprios se esforçam de caralho em manter o namoro o ano todo. Digamos que é um dia que com o passar do tempo e evolução das relações se tornou como o penteado da Farrah Fawcett: obsoleto.

Maneiras que é isto.


 
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