Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Sissi no METRO - Love

Cara Princesa,

Estou apaixonada. Estou irremediavelmente arrebatada por um Amor tão grande que chego a ter medo das proporções desmedidas que me abalam o sistema e a vida, há mais de um ano. Mas esse não é o problema. O problema é que a criatura, o homem perfeito para mim (…) está apaixonado pela ex-namorada, há mais de três anos. A ex-namorada, boa e sensata moça, tem casamento marcado (com outro, naturalmente). Ele, a criatura, vive num misto de arrependimento e esperança, escuda-se na fixação pela ex para se recusar a entregar o coração e a alma. Por mim, diz que nutre amizade e carinho, o que se traduz numas aventuras carnais esporádicas, mas não mais, pois que não substituo a ultra-fabulosa ex. Às restantes fêmeas, poderá dar hipótese. A mim jamais. Tentei esquecê-lo, ultrapassá-lo, substituí-lo. Sucesso 0%. Sugestões para conseguir a hipótese de felicidade com que, para já, me contentaria?

Estimada Leitora,

Antes de mais, urge parar com essas «aventuras carnais», como lhe chama, ainda que esporádicas. Se quer, de facto, esquecê-lo, tente afastar-se o mais possível do seu objecto de desejo e parta para outra. Perpetuar esses encontros não lhe vão trazer o quer, ao contrário, vão brindá-la com o que não quer, ou seja, com a insatisfação, frustração e tristeza que sempre trazem um amor não correspondido. Se, de facto, ele lhe diz e mostra que nutre por amizade e carinho, não me parece que haja uma fórmula mágica para o que procura. Aliás, parece-me que está à procura da coisa certa no local errado, ou seja, procura ser feliz com alguém que não a ama. E, assim sendo, só lhe resta afastar-se, lamber feridas, levantar a cabeça e seguir em frente. O que, talvez, fosse interessante perceber, é o que, na realidade, a liga a esse homem? O que é que ele tem de especial que a faz querer tanto e aceitar receber tão pouco? Pense nisso…

 

 

 

 

 

 



publicado por sissi às 18:32 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Comentários:
De kronos a 5 de Novembro de 2009 às 19:04
E MAI NADA!!


De NN a 6 de Novembro de 2009 às 18:39
São sempre precisos dois para dançar o tango...
Numa união e numa desunião, quanto mais equilibradas estiverem as forças, mais harmoniosas elas se tornam. Quando ambos têm "culpas" e vontade numa separação, o mais aproximado possível dos fifty-fifty, mais fácil é a separação. Assim como nesse namoro, e em todos... o ideal é ambos terem 50% de vontade que ele aconteça e se preserve. Se um tem 60% e outro 40, há um pequeno desequilíbrio que acho que qualquer apaixonado suporta. Se calhar a leitora está a dar 80% e ele 20. Mas é tão compreensível para quem sabe o que é essa paixão, esse amor desmedido!

E a experiência de se afastar, desaparecer do mapa (que é cada vez mais difícil por causa do raio dos gadgets), deixar-lhe o recado a bâton vermelho no espelho (metaforica ou literalmente falando) "se tiveres saudades, sabes onde eu ando", não dará nada? Fazê-lo desequilibrar-se, ficar sem pé, às vezes pode resultar. Ele está tão certo do seu amor...

Boa sorte.


De Sofia a 9 de Novembro de 2009 às 13:24
Ainda não consigo perceber porque razão as mulheres insistem em dar cabeçadas na parede...


De Zorze Zorzinelis a 10 de Novembro de 2009 às 00:50
Simples. Uma das 3:

a) Guito
b) Posição hierárquica
d) Necessidade própria que a mulher procura para sofrer


De Sofia a 11 de Novembro de 2009 às 10:19
Diria que é mais a necessidade de ter uma relação, mesmo que ela seja uma grande porcaria. Mas há homens que também são assim. olha não sei, há coisas que não consigo entender, nem explicar, mas custa-me ver alguém não quer apenas o melhor para si próprio.


De Óscar Delgado a 10 de Novembro de 2009 às 11:45
Sofia, essa coisa das cabeçadas na parede é para variar. Desde há muitos séculos que eram os grandes guerreiros da masculinidade que davam grande cabeçadas nas mulheres.

Cara, são sinais dos tempos.


De Sofia a 11 de Novembro de 2009 às 10:22
Ehehe ! Guerreiros da masculinidade? Essa é boa!


De Princesa Canela a 11 de Novembro de 2009 às 21:19
maybe it's all misunderstood...


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