Segunda-feira, 30 de Junho de 2008
Gay pride

Sábado foi dia de gay pride. O orgulho gay saiu à rua e estacionou na Praça do Comércio para gáudio das kings and queens do burgo. Sissi arrastou as carnes rijinhas até ao centro da cidade e com as suas manas cavaleiras aproveitou, e bem, este ajuntamento urbano que tem tanto de colorido quanto de caricato.

 

Por razões que me ultrapassam, o nosso gay pride é feiote e pobrezinho. Em termos de organização e estrutura, é assim um poutpourri de festa da aldeia e venda de garagem. As barraquinhas vendem todas o mesmo, são todas iguais e são igualmente feias. Não fosse o colorido dos utentes, aquilo poderia ser apenas uma concentração de roulottes. Calculo que o dinheiro não abunde, que o cariz da coisa possa paralisar, mas imaginação não falta e ali houve de tudo menos isso.

 

Esta semana ruminarei sobre estes assuntos, mais cor de rosa. Sobre gays. Homens e mulheres. E escusam de vir com comentários homofóbicos, dichotes parvos e pensamentos idiotas. Honestamente, não estou interessada. 

 

Amanhã: Homossexualidade masculina.  

 



publicado por sissi às 10:36 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Comentários:
De Capitão Microondas a 30 de Junho de 2008 às 12:47
Mai nada. Não há coisa mais ridícula nos dias que correm do que a malta homofóbica faltando ao respeito à panascagem. A mim revolta-me.


De Loira a 30 de Junho de 2008 às 20:43
Em Portugal têm de se ficar pelas festas, tipo arraial, porque as manifestações de cariz mais político não atraiem tantas pessoas. Talvez seja essa a explicação para o nosso gay pride ser tão pobrezinho.

Lamento que não possam fazer as coisas de outra forma e, provávelmente os objectivos a que se propõem, ficam perdidos, mostrar que os indivíduos gays deveriam estar orgulhosos pela sua orientação sexual e não se sentirem complexados, mostrar que existe uma diversidade sexual real e que essa identidade de orientação sexual e de género é inata e natural, não podendo nem devendo ser intencionalmente alterada.

De qualquer forma é melhor que nada. Tristes dos que julgam os outros pelas opções sexuais, religiosas ou políticas.




De Lilqa a 30 de Junho de 2008 às 22:55
Bem, se me permitem o link para un evento como em Portugal se há-de fazer um dia: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=99837
Vamos a caminho, por enquanto é só arraial, mas seremos melhores e mais tolerantes em pouco tmepo.
Um conseho para a Princesa, no próximo ano venha passear as reais carnes para esta bela terra, Berlin, onde poderá desfrutar de um evento em grande estilo. Já ssisti antes e adorei. E participação é massiva e faz deste dia um evento cultural com nível e tolerância.

Vénias


De Menhir a 2 de Julho de 2008 às 09:37
Não percebo qual a relação de um evento deste género com a cultura...


De Menhir a 1 de Julho de 2008 às 10:08
Acho que aqui há muita confusão.
Começa por se confundir tolerância com imposição da diferença.
Caminha-se para a massificação do discurso acrítico e politicamente correcto, e quem não alinha nele é facilmente apelidado de retrogrado e primário.


De Loira a 1 de Julho de 2008 às 18:23
Estimado Menhir,

Como é lógico no meio é que está a virtude. Como bem sabe, a história da humanidade está repleta de episódios de extremos. Tudo quanto é exagerado poderá ser perigoso e em nada nos beneficia. Como heterossexual convicta que sou, não faço a apologia da homossexualidade, mas também não a condeno. Entre adultos livres, conscientes e convictos, cada um faz o que quer com bem quer, é preciso é ser feliz.

Não considero que a imposição seja a via correcta. Não admito que os homossexuais me imponham as suas opções, assim como eu não imponho as minhas a ninguém. Tenho francamente pena que no século XXI ainda haja quem tenha de as esconder em prol de uma determinada situação profissional, social ou familiar.

Quanto ao arraial gay, continuo a achar que iriam mais longe e conseguiriam mais, se concentrassem mais nos objectivos e não na carnavalada. Acabado o carnaval, faz-se a limpeza e adeus, até para o ano...

Bjs


De Menhir a 2 de Julho de 2008 às 09:36
Cara Loira,
Basicamente concordo com o que diz.
Só não acho haja ainda assim tantos que escondem as suas tendências.
Bjs


De Estevão a 1 de Julho de 2008 às 17:29
Percebo a tua revolta Microondas. Com esse nome, só podes aquecer o que os outros comem...


De Loira a 1 de Julho de 2008 às 18:32
Caro Estevão,

A inveja é uma coisa muito feia...Sabe lá se o nosso Capitão Microondas só aquece, está a ser muito redutor. Cá a mim quer-me parecer que ele descongela, coze, gratina, grelha, tosta, frita...Mas isto é só a singela opinião de uma Loira.

Cumprimentos


De Estevão a 1 de Julho de 2008 às 19:01
Se ele faz isso tudo é porque é um ajudante de cozinha, o que é ainda pior


De Loira a 1 de Julho de 2008 às 19:41
Pior? Ai, ai, seu menino maroto. Pois fique sabendo que ele há belos exemplares e até bastante mastigáveis na profissão.

By the way, não tenho procuração do Capitão Microondas, mas já agora...faz de conta.

Está visto, não anda a fazer os TPC's! Tem de ir estudar a matéria em atrazo. O que significará descongelar, cozer, gratinar, grelhar, tostar, fritar, sem abarcar o termo culinário da palavra...Bom fica ao critério de cada um.


De Capitão Microondas a 2 de Julho de 2008 às 11:12
Apenas um comentário a esta expontânea e bonita defesa das virtudes da capitania do aquecimento: ao ler esses termos culinários nunca pensei que um tópico que versava originalmente a temática gay acabasse a fazer-me lembrar certos pratos femininos e tratamentos que lhes apliquei, resultando em enorme tesão pouco recomendável em dia de "denim" (aleija fds!).


De Capitão Microondas a 2 de Julho de 2008 às 11:08
Caro Esteveta,

Estou habituado à cruel ingratidão do meu semelhante, nesta missão do aquecimento. Não espero grande reconhecimento, encaro a obra com abnegação (e confesso algo prazer). Quiçá se não irá comer (ou já comeu) à pala de algum capitão microondas. Há espaço para todos e ser um heroi desta labuta tem uma vantagem: normalmente ao aquecermos temos a opção de comer ou não. Já o que beneficia da nossa segunda opção pouco lhe resta do que apanhar a sobra, sem nunca saber quem lhe aqueceu o prato e porque raio sorri de forma sacana aquele gajo com quem se cruza ocasionalmente e que não conhece (ou conhece) de lado nenhum.


De Petrus a 1 de Julho de 2008 às 21:01
Sissi , cuida-te que a Loira ainda te tira o lugar, hoje está muito bem, forte inspiração . Parabéns às duas.
Sobre o tema não sei o que dizer. Tenho muitos colegas gays, tenho algumas amigas lésbicas , conheço vários homens casados que vão para as saunas gays, No trabalho tive dois consultores americanos gays com os namorados...Nunca me apercebi que nenhuma destas pessoas tivesse vontade de ir para o arraial Gay-pride . Não me atrevo a dar palpites sem saber quem são, o que fazem na vida, qual o grau académico ...


De Loira a 1 de Julho de 2008 às 21:56
Nem pensar, o lugar de Sissi, só a Sissi pertence.

Oh! Petrus, quer que princesa me corra daqui à vassourada? Cheira-me que começou a doce vingança...

Bjs


De verde a 1 de Julho de 2008 às 22:26
O facto de haver necessidade de um dia para os gays, outro para as mulheres, um outro para o animal, revela o quanto a nossa sociedade não é ainda inclusiva.
Sinceramente não consigo perceber porque há ainda gente que faz discriminações baseadas seja no que for.
Não há lugar neste Planeta para a diversidade? A bio já quase a liquidámos, espero que derrotemos a tentação nazi de só os eleitos terem direito à vida.
Embora isto pouco interesse, digo-vos que só as gajas
turn me on... apesar de serem um mundo muito complexo que às vezes exaspera não compreender


De Riccardo a 1 de Julho de 2008 às 23:36
Bom dia, boa tarde ou boa noite conforme a hora e o local onde se encontrem! Cumprimento especial à nossa cara princesa! Ora bem, na minha nada modesta opinião digo: Gay pride? É um belíssimo momento humorístico! Porquê? Porque se o objectivo é serem reconhecidos e respeitados, creio que andar pelas ruas seja de onde for com aqueles "fatinhos" ridículos não abona a seu favor... Para conseguírem um maior respeito por parte de todos seria melhor agirem com naturalidade. Serem eles próprios e não andarem para aí com desfies parece-me ser uma atitude muito mais respeitadora e consequentemente criadora de mais respeito. Posto isto acho que a minha opinião acerca dos "carnavais gay" fica bem explicita, para quem não apanhou eu resumo numa palavra: ridículo.

Cumprimentos.


De verde a 1 de Julho de 2008 às 23:47
Com a crescente quantidade de gente que se assume gay qualquer dia teremos que inventar um straight pride? :-))


De Moi a 2 de Julho de 2008 às 09:34
Espera lá!

Então aquilo não eram as marchas populares de Lisboa???

Não eram???

As cores, os disfarces, a música...

Agora fiquei triste.


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