Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
Engate 101

E eis a razão pela qual não pego ninguém.

 

COMO ENGATAR UM GAJO DE UMA PENADA

 

Fácil. Facílimo. Vamos partir do princípio há uma atracção latente entre macho e fêmea, que um e outro já se olharam e cheiraram. A fêmea já decidiu que quer o macho. O macho vai pensar nisso quando chegar a casa do jogo de futebol.

 

A fêmea, expedita e com capacidade de elaborar e produzir em quantidades mais que apreciáveis, terá de munir-se de ofensivas técnico-tácticas, ao estilo Gabriel Alves, para caçar o macho, que nesta altura ainda não sabe o que lhe vai acontecer.

 

A primeira investida é importante. A fêmea tem que mostar ao macho que este se encaixa no seu dente canino, mas que, apesar de tudo, ela ainda não tem fome e portanto ele deve ficar atento que em breve ela lhe trará mais notícias a respeito. Uma coisa assim meio toca e foge. Estou aqui e já não estou. Olha para mim tão gira a dar-te bola e agora olha para mim a ir-me embora.

 

A segunda investida é ainda mais importante. Quando eles, uma semana depois, ainda estão a tentar perceber que tufão foi aquele que os despenteou, as fêmeas devem voltar à carga. Inventem uma manobra de diversão, vistam o vosso melhor fatinho domingueiro e ataquem. Um bocadinho de mamas é essencial. Mas não muito. Não vão querer correr o risco de caírem na gaveta do «boas para foder». O objectivo aqui é simples: vocês querem ter o autocolante do «queridinhas e boas para levar para casa». (depois se vão ou não é outra história, mas este rótulo é bom porque dá para foder e bazar ou para foder e ficar).

 

O ataque deve ser feito com cuidado. Devem dar SEMPRE aquele ar que é um misto de coquette com pessoa a precisar de ser salva, apontando, simultaneamente, ao lado paternal do macho e à sua respectiva piça. Tiro e queda. Sobretudo, se não se armarem em galifonas (como eu) eles não vão achar que vão ser comidos e relaxam.

 

Ora, quando eles já estiverem assim bem relaxadinhos, seguros portanto, quando estiverem prestes a convidar-vos para o próximo jantar em casa dos pais, vocês começam com dúvidas. Que está a ir muito depressa, que gostam dele mas calma, muita calminha, que foram feridas na última relação e tal e tal yada yada. Metem-lhe um travão e aguçam-lhe ainda mais a vontade.

 

MUITO IMPORTANTE: o sexo só deve passar-se lá para o quarto ou quinto encontro. Até aí já se enrolaram e apalparam e já lhes mostraram a bomba que são. Já desvendaram que são fogosas mas que não são fáceis. E que eles devem esperar.

 

Em suma grandes queridas, a chave é só uma: dar e tirar, esquerda e direita, sim e não. Todos os machos gostam de um puzzle embrulhado em boas curvas. Ou mesmo só boas curvas. Não exagerem na dose. Tenham calma, mostrem-se por um lado assertivas por outro frágeis. Deixem que eles pensem que a presa são vocês e que caçar é de macho. Deixem-nos pensar o que quiserem. Desde que o agir fique do vosso lado.

 

É tiro e queda. Mas é demasiado fácil. E aborrecido. E por isso não pego em ninguém.

 



publicado por sissi às 10:33 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Comentários:
De Loira a 25 de Junho de 2008 às 14:33
Mais uma vez nos surpreende agradávelmente com uma fabulosa descrição de uma das "nossas tácticas".

Adorei e acredite que conseguiu mais um texto repleto de grandes verdades e, grande coincidência, aplica-se à minha pessoa tout court, quando o macho em questão é mais qualquer coisa, e como também refere, o objectivo é não ser posta na gaveta das "boas para foder ".

"Olha para mim tão gira a dar-te bola e agora olha para mim a ir-me embora" é a grande super táctica, esta uso e abuso, dá-me uma pica desgraçada.

"Quando eles, uma semana depois, ainda estão a tentar perceber que tufão foi aquele que os despenteou, as fêmeas devem voltar à carga", divina e mesmo muito real.

"Até aí já se enrolaram e apalparam e já lhes mostraram a bomba que são", ora bem, dar a provar com certezas indiscutíveis de que o resto é insuportavelmente bombástico, mas aguenta, vais ter de babar, imaginar, desejar que nem louco até conseguires a cereja no topo do bolo.

Parabéns, muito bom mesmo.


De p a 25 de Junho de 2008 às 14:39
Lindo....................


De Riccardo a 25 de Junho de 2008 às 17:13
Saudações alteza! Só uma coisa, Mark Twain said: "All generalizations are false, including this one."

Cumprimentos.


De sissi a 25 de Junho de 2008 às 17:15
Estimado Ricc,
claro que sim. Mas como quer que escreva? Se fosse a pensar em todas as exclusões não escrevia, salvaguardava.
Cumps


De Ricardo a 25 de Junho de 2008 às 17:32
Cara alteza,
Antes de mais, os meus sinceros parabéns pelo palácio real!

É verdade que somos sempre demasiado básicos, sem dúvida! Mas com uma contra-táctica ficam sempre desconcertadas, sem saber o que fazer...

Daí que ache (sem qualquer tipo de 2ªs intenções) que as mulheres também tendem a ser previsíveis, sempre que a situação foge ao planeado...

Com a devida vénia,
E com desejos de continuação de bom trabalho!
Ricardo


De sissi a 25 de Junho de 2008 às 17:34
Estimado Ric,
seguramente, tem razão. No próximo número da FHM ajudo a tomar as rédeas a uma mulher. A justiça e a equidade são valores que prezo. eh eh
Cumps


De Menhir a 25 de Junho de 2008 às 17:35
Coitados dos homens, são tão previsiveis...
...e elas tão espertas.
O contrário também não é verdadeiro?


De Loira a 25 de Junho de 2008 às 17:48
Estimado Menhir,

Evidentemente que os homens não são assim tão previsíveis, não há dois iguais e ainda bem. Cada caso é um caso.
Penso que a nossa Princesa generalizou e tipificou um comportamento masculino e feminino mais usual.

Como é lógico poderá haver um fio condutor de determinados comportamentos, mas há que adequar e ter jogo de cintura perante as situações, raramente uma circunstância se repete.

São tantos os factores...

Mas quando há o famoso coup de foudre, convenhamos que, com os devidos ajustes, os comportamentos descritos pela Princesa estão muito bem apanhados.


De Menhir a 25 de Junho de 2008 às 18:00
Cara Loira,
Realmente o coup de foudre, pode baralhar os neurónios como uma cortina de fumo, mas baralha ambos, não me parece que a frieza matemática do post se relacione bem com o dito coup.

Só um aperte, sissi, num primeiro encontro não temos duas gavetas, só uma e diz "boas para foder".
Bjs às duas


De Loira a 25 de Junho de 2008 às 19:03
Tem toda a razão, a Sissi não falou em coup de foudre , nem em qualquer envolvimento emocional ou sentimental.

No entanto tenho um ponto de vista diferente, não acho o post frio, apenas descreve, ao jeito habitual da Sissi , uma situação tipo. Não são referidos sentimentos, mas em algumas destas situações também os há. Isso fica ao critério de cada um. Como referi, no meu primeiro comentário, gosto destas coisas, também sei, e por mim falo, que na maior parte dos casos sucedidos não estava muito na deles, mas deu-me um prazer danado, claro que houve pelo menos atracção de parte a parte.
Mas, e há sempre um mas, nesta mesma situação já tropecei no tal coup de foudre duas vezes, com uns valentes anos de intervalo, com o mesmo homem, e não andei a fazer joguinhos, apenas não estava consciente que ele é mesmo o tal, dê eu as voltas que der.
Admito que eu é que ando baralhada e com as ideias completamente toldadas pelo dito coup de foudre .

Gostei dessa frontalidade da "gaveta", quer-me parecer que afinal nós é que temos de definir em que gaveta queremos ser metidas...


De Menhir a 26 de Junho de 2008 às 08:38
Cara Loira,
O acto de classificar como "boa para foder" é pessoal, não me parece que dependa da vontade alheia.
De qualquer forma, tem razão, uma vez que à posteriori, pode haver lugar a repescagem por méritos evidenciados.
A gaveta única masculina não tem paralelo no universo feminino, nesse caso, tenho que reconhecer que existem duas gavetas logo à partida. Uma para os machos alfa e segunda rotulada de “amigos”. Normalmente que cai na segunda não tem hipótese de passar para a primeira.
Bjs


De Loira a 26 de Junho de 2008 às 11:57
Estimado Menhir,

Pois claro que não depende da vontade alheia, estaria a alucinar se me passasse pela cabeça que somos nós a definir em que gaveta queremos ser metidas. Queiramos ou não, gostemos ou não, o "engavetamento" depende dos gostos ou desgostos do macho em questão. Podemos dar uma ajudinha com algumas atitudes, mas é um tiro no escuro. Nada nos garante o "engavetamento" indesejado ou desejado.

Bjs


De Guilherme a 25 de Junho de 2008 às 17:57
Andas a ver muito o Seinfeld com o yada yada yada :)


De Anónimo a 25 de Junho de 2008 às 18:39
Let the games begin...

Toda a gente tende a gostar de ser o rato e gato, oscilando entre um e outro quando lhe dá mais prazer.

Pegar ou ser pegado.
No fundo parece andar por aí.


De Pirikita a 25 de Junho de 2008 às 19:31
"não se armarem em galifonas (como eu)... E por isso não pego em ninguém." ja somos duas... uma gaja já nao pode ser verdadeira!!!


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