Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007
Ju(l)go

O jugo do sexo é tão pernicioso quanto o jugo de outra coisa qualquer. Quando aperta o garrote da vontade, esse híbrido ubervalorizado, tornamo-nos, rapidamente, reféns de qualquer coisa que não reconhecemos como palpável. Que raio é ter vontade de foder? De que falamos exactamente quando dizemos «apetece-me foder»? Coloco-me a questão há anos porque não tendo uma personalidade aditiva, deparo-me com esta vontade de tudo e de nada que não identifico como real. Sinto-me a serva da gleba dos conceitos de livros da especialidade.

Será que me falta o beijo? A cópula? Seja o que for o melhor é entrar em detox.



publicado por sissi às 15:35 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Comentários:
De ricardo a 10 de Outubro de 2007 às 15:59
Eh lá... Esta é tramada, Sissi. É para queijo?


De mr. heavy a 10 de Outubro de 2007 às 18:12
não sei responder a isso... vi uma vez num filme uma frase que dizia isto " um homem dentro de uma mulher está mais perto de deus que a igreja"...
se calhar é isso.... uma questão de aproximação com deus!!!!!!!


De Sol a 10 de Outubro de 2007 às 21:26
Sissi, concordo em gênero , número e grau. Jugo é jugo em qualquer situação, sexo , inclusive. O que fazer?

Não se preocupar, com certeza. Não fazer de sexo um problema,posto que é diversão. Ignorar solenemente essas revistas e estatísticas de como, quando, onde e porquê. Acho que o "quero foder" é mais ou menos, como o "quero comer"! Difícil resistir à um bolo de chocolate, não ?

Agora, quando um se preocupa em ser escravo das próprias vontades, que tome as rédeas e controle da sua vida, faça meditação, faça promessa, sei lá eu... Eu trato de colocar as minhas próprias vontades dentro do meu próprio controle porque de jeito nenhum abro mão de controlar a minha própria vida.

Mas isso, também, é óbvio, depende do vivente...

Há quem ache romântico, bonito, heróico e sublime viver controlado pelas próprias vontades ou subjugado por elas. Eu, dessa, tô fora!

Beijinhos,


De antídoto a 10 de Outubro de 2007 às 22:51
Não é prorrogativa sua, parece que andamos todos obcecados . Mas há coisa melhor?


De shibumi a 10 de Outubro de 2007 às 23:38
...ipsis verbis...ou seja lá o que isto significa. Em tempos achei ter achado o santo Graal – tomei conhecimento do termo e significados de "shibumi" – daí a ousadia de o ter adoptado, ainda que esteja longe de possuir a vontade férrea e feérica de almejar semelhante patamar. Entre outros predicados, reza a história que o termo significa (ainda que redundantemente, pois não é fácil) um estado de perfeição tal que só o etéreo lhe é comparável. Mas, o interessante ou fácil não é estar lá mas sim como lá chegar. O pressuposto obriga-nos a despir o consciente, mesclá-lo com o sub e inconsciente de modo a por tudo em pratos limpos. Atingido este patamar (são anos de ensaios...) temos a noção de que a vontade de algo está definitivamente ligada a outro algo, sem máscaras, sem sombras e sem medos. Como o sexo, a vontade de foder, o foder em si, a satisfação inerente, tudo aquilo que recheia o imaginário e é descarregado sob a forma de orgasmo, também há um shibumi. O que nos move é o prazer inerente ao acto mas, o caminho para tal nem sempre encontra eco, seja por inoperância do adversário, por incúria nossa, por falsas esperanças. Etc. acaba-se por ter o orgasmo mas a vontade de foder mantêm-se. Porquê? Talvez porque o patamar de satisfação está de tal modo elevado bem como camuflado, que a simples cópula é por demais exígua para o satisfazer. Daí a eterna insatisfação e a constante procura na foda perfeita. Qual o caminho? Qual o segredo? Segundo aprendi e de acordo com o conceito que barrica a elevação a shibumi, eu tenho que me foder a mim, fodendo outro(a) apenas como veículo de transição. Assim só me satisfarei quando for capaz de satisfazer e sem permitir que me satisfaçam, apenas quando eu quiser. Este jogo deve ser jogado a 2, de preferência alguém com alguma prática. Pode ser apimentado (cá está a chave para uma ultra satisfação) com um desafio a quem perde (quem atinge o orgasmo em primeiro lugar) o de promover, sem cópula e sem tocar nos genitais, através de jogos eróticos de todo o tipo, incluindo massagens, calor, lâminas etc., o adversário a atingir o orgasmo que ainda está contido. Pode durar horas mas a satisfação compensa. A perfeição – Shibumi – atinge-se quando se consegue mentalmente simular o orgasmo de modo a levar o companheiro a ter o seu e perder...é aqui que tudo se resumo, é aqui que se encontra o companheiro, é aqui que o cérebro finalmente atinge o orgasmo, deixando para segundo e até terceiro planos, a trivial troca de fluidos... Há alguém que ainda pense que o prazer se mede pelo tamanho? Sabendo que o maior órgão sexual é p cérebro e não dependendo do QI, metam-se á estrada e descubram uma vida nova.
Até breve

Shibumi


De verde a 11 de Outubro de 2007 às 00:11
Foder é como comer? Come-se quando se tem fome?
Respondo sim a ambas as perguntas e acrescento: anorexia? Não obrigado!


De ZOT a 11 de Outubro de 2007 às 10:15
O problema é sabermos que não é possivel satisfazermos sempre a nossa vontade quando ela aparece, por nossa culpa. A vida é muito injusta até neste sentido. Ora, sendo bom e à borla, porque é que somos tão complicados no processo para chegarmos ao momento da satisfação? Claro esta', ficamos stressados e preocupamo-nos ter que passar outra vez pelas dificeis etapas, apenas para saciar um desejo tão natural como a nossa sede. O beijo, a copula, a luxuria, o calor, nada disso nos preocupa. Preocupa-nos o tempo que perdemos, o dinheiro que gastamos, as cedencias que fazemos, o risco que corremos, etc.

Era tudo mais facil se a alma gémea que procuramos fosse a alma gémea principalmente sexual, que tivesse um relogio biologico/sexual perfeitamente sincronizado com o nosso. Isso é que era serviço!

Cumps


De sofia a 11 de Outubro de 2007 às 15:14
Estou a terminar a aleitura di livro .

Não conhecia esta existencia, mas agora que tenho conhecimento, pretendo acompanhar .

Um must Sissi .



De www.forumsporting.com a 15 de Outubro de 2007 às 08:57
Bem dito!!!


De I mean a 15 de Outubro de 2007 às 15:58
É o animal a sobrepor-se ao racional!

E o contexto em que se exprime tal desejo? E o tom?

- Posso dizê-lo, sussurando junto do ouvido da minha parceira: "Apetece-me foder [contigo]..."
- Posso dizê-lo ao meu amigo, "Apetece-me foder ! Vou-me fazer à gaja."
- Posso dizê-lo, em pensamento, quando adormeço a pensar numa gaja ou, mesmo sem pensar em gaja nenhuma em particular.

E claro está... Hoje é Segunda-feira e só me apetece foder . Porquê? Sei lá!


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