Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007
Sissi na FHM - dirty talking

Ter sexo é, antes de mais, comunicar com o corpo. Mas muitos há para quem as palavras pesam no desejo como lastro para um orgasmo profundo e intenso. Como se as letras e as frases catalizassem vontades e tesões várias em verborreia proibida e jargão próprio.No entanto, se é assim tão prazeroso, porque razão se chama dirty talk? Talvez porque em português a musicalidade seja outra...

 

Aliar a sujidade ao sexo só pode ser obra da Obra judaico-cristã e da alimária que inventou esta expressão. E mesmo que essas duas palavras coladas à higiene da coisa não tenham género, ou seja, são usadas no menino e na menina, nas mulheres a coisa pesa, pelo menos assim pensam ainda muito homens. Como se um «fode-me» sussurrado levemente por uma voz feminina não fizesse ressuscitar desejos e enterrar preconceitos. Como se a manifestação de vontades não fosse, por si só, àlcool etílico em fogueira. Especialmente porque esta dirty talk tem um código e tempo muito próprios, acoplados a um momento que ora se aguarda com expectativa ora se gera por iniciativa. Neste muito particular, as mulheres ainda amocham perante o jugo das ideias feitas. Mas como Sissi cá está para lhes dar a volta, eis que esta mês eu e a Bíblia decidimos orientar este Salmo todinho para elas. Prestem atenção minhas queridas. Sissi ensina a arte de mal falar como uma verdadeira lady, a asneirar como se pronunciassem os contornos da mais bela rosa e a fazer tresmalhar o seminarista mais convicto.

E na capa diz que há morangos.

Enjoy!



publicado por sissi às 14:53 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Comentários:
De Na Lisbolandia a 6 de Outubro de 2007 às 15:21
Pois...estou a ver que sou a unica que nao sou grande adepta do dirty-talk. Nao e por qualquer pudor mas simplesmente nao me excita and it even puts me off. Os melhores parceiros e as melhores fodas foram sempre com os dois olhos-nos-olhos, as maos que seguram, puxam, nos levam. Com a boca-junto-ao-ouvido para escutar coisas tao basicas como sim, assim, vem ca, mais perto que, no contexto, me levam ao ceu. Talvez porque tenham sido parceiros com quem a quimica era total. Ja experimentaram escutar no escuro o quase imperceptivel som do sorriso do outro? Ahhhh...sodade.


De ZOT a 6 de Outubro de 2007 às 16:13
Epah, nem sempre carne e nem sempre peixe. Por falar em peixe, foder devagarinho e bem roçadinho é muito fish. Agora no escuro é que não gosto muito, so se houver um apagão... mais vale um passaro na mão que dois a voar.

Cumps


De glana a 7 de Outubro de 2007 às 00:26
fish ... muito fish


De Na Lisbolandia a 6 de Outubro de 2007 às 17:39
Nem de proposito tenho estado a escrever da cama. Adormeci pouco dp de escrever o comentario e acordei agora...depois de um sonho fantastico com o bonzao do meu prof de ginastica desta manha. Ele nao falava...so lhe dava forte e suava em bica...ah, fominha...AHAHAHAHAH


De shibumi a 6 de Outubro de 2007 às 22:35
My dear Sissi , enfim podia dar azo a um intróito pseudo mon á rquico e colocar-me entre as pernas da época vitoriana mas não, é deveras enfadonho traduzir o Kama Sutra enquanto se entala ou se é entalado.
Tenho alguma curiosidade em roçar de perto essa pérfida mas incontida nuance do click " casuístico no uso de vern á culo, qual espoleta em pólvora seca, faz um barulho dos diabos mas, quando o fumo se dissipa, toda a pequenez disfarçada em jeito de Carnaval veneziano, se esconde por tr á s da mais perfeita m á scara.
Assim e assumindo um orgasmo eclético , qui á /a> orgânico parece-me acima de tudo que a mente mais do que pregar partidas nos aviva com uma memória dolorosa sobre o percurso GPSiano " para aquele afamado final – o orgasmo.
Vejamos, se o objectivo é atingir o orgasmo, então este deveria ser a apneia constante dos sentidos, i.e., a consumação final de um acto de extrema realização. Mas...no final apenas sabe a pouco mais do que uma descarga morfológica com contornos de imperfeições que nos levam a tentar outra vez! É aqui que reside o busílis, porquê de investir tantos como se fosse a última vez se no final apenas nos sabe a mais uma etapa? Por isso e assumindo uma cavalgada estóica pelo eterno erótico, todas as nuances façam parte de um qualquer vern á culo, um show erótico, um filme porno ou até uma sessão mono digital, passando pela á rea retro do swing , nos levam ao patamar seguinte: qual o grau de satisfação (vulgo orgasmo) que irei atingir?!...
É que a nossa animalidade nos permite entender os dois hemisférios como parte integrante mas contendo prazeres diferentes: copulo para procriar mas acima de tudo para ter prazer e esse...se não crescer definha, torna-se no refrão que publicita o preservativo – o sexo deve ser uma forma de seguro.
Gozas o uso mas não dispões do usufruto.
Enfim, onde fica a tesão no meio desta am á lgama de comportamentos? Entalada e completamente á mercê de uma mão diligente que qual carícia ternurenta, lhe devolve a calma da existência, aqui apenas o "vazio" é justificação.

Reparem na anómala suspeita de que os rudes são os melhores amantes...abençoados aqueles que fodem apenas por foder . Não h á concessão, não h á mistério, não h á remorso. Apenas tesão em forma de coito acutilante: até romper...
Aqui sim, a satisfação atinge o zénite. Não é uma forma menor antes uma bênção pois aqueles que fodem com o cérebro e descarregam com o caralho , são os meias-fodas ", pois testículos só conheço uns e estão sempre no mesmo sítio.
Como dizia um famoso hino, "de pé ó vítimas da fome" sim, sempre de pé até que uma alma caridosa vos esvazie de toda a emoção em forma de suco.

Bem hajam e não fodam com juízo – deixem-no em casa pois aqui, este salto quântico da evolução, nada tem a dizer, apenas a atrapalhar.

Até breve
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My dear Sissi , enfim podia dar azo a um intróito pseudo mon á rquico e colocar-me entre as pernas da época vitoriana mas não, é deveras enfadonho traduzir o Kama Sutra enquanto se entala ou se é entalado. <BR>Tenho alguma curiosidade em roçar de perto essa pérfida mas incontida nuance do click " casuístico no uso de vern á culo, qual espoleta em pólvora seca, faz um barulho dos diabos mas, quando o fumo se dissipa, toda a pequenez disfarçada em jeito de Carnaval veneziano, se esconde por tr á s da mais perfeita m á scara. <BR>Assim e assumindo um orgasmo eclético , qui á /a&gt; orgânico parece-me acima de tudo que a mente mais do que pregar partidas nos aviva com uma memória dolorosa sobre o percurso GPSiano " para aquele afamado final – o orgasmo. <BR>Vejamos, se o objectivo é atingir o orgasmo, então este deveria ser a apneia constante dos sentidos, i.e., a consumação final de um acto de extrema realização. Mas...no final apenas sabe a pouco mais do que uma descarga morfológica com contornos de imperfeições que nos levam a tentar outra vez! É aqui que reside o busílis, porquê de investir tantos como se fosse a última vez se no final apenas nos sabe a mais uma etapa? Por isso e assumindo uma cavalgada estóica pelo eterno erótico, todas as nuances façam parte de um qualquer vern á culo, um show erótico, um filme porno ou até uma sessão mono digital, passando pela á rea retro do swing , nos levam ao patamar seguinte: qual o grau de satisfação (vulgo orgasmo) que irei atingir?!... <BR>É que a nossa animalidade nos permite entender os dois hemisférios como parte integrante mas contendo prazeres diferentes: copulo para procriar mas acima de tudo para ter prazer e esse...se não crescer definha, torna-se no refrão que publicita o preservativo – o sexo deve ser uma forma de seguro. <BR>Gozas o uso mas não dispões do usufruto. <BR>Enfim, onde fica a tesão no meio desta am á lgama de comportamentos? Entalada e completamente á mercê de uma mão diligente que qual carícia ternurenta, lhe devolve a calma da existência, aqui apenas o "vazio" é justificação. <BR><BR>Reparem na anómala suspeita de que os rudes são os melhores amantes...abençoados aqueles que fodem apenas por foder . Não h á concessão, não h á mistério, não h á remorso. Apenas tesão em forma de coito acutilante: até romper... <BR>Aqui sim, a satisfação atinge o zénite. Não é uma forma menor antes uma bênção pois aqueles que fodem com o cérebro e descarregam com o caralho , são os meias-fodas ", pois testículos só conheço uns e estão sempre no mesmo sítio. <BR>Como dizia um famoso hino, "de pé ó vítimas da fome" sim, sempre de pé até que uma alma caridosa vos esvazie de toda a emoção em forma de suco. <BR><BR>Bem hajam e não fodam com juízo – deixem-no em casa pois aqui, este salto quântico da evolução, nada tem a dizer, apenas a atrapalhar. <BR><BR>Até breve <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>Shibumi</A> <BR><BR>


De marta a 7 de Outubro de 2007 às 12:17
Maria
Caia fora dessa! Uma relação entre pessoas tão diferentes é fracasso garantido. A sua insegurança e dúvidas não são mais do que um alerta vermelho e uma voz interior a gritar-lhe que não deve ir por esse caminho.
Acredite que o mundo dele e o seu são antagónicos, ainda por cima com um desnível hierárquico a atrapalhar. Irá de frustração em frustração e sairá muito magoada dessa história. A sua vida vai virar inferno.
Pode até ser a melhor pessoa do mundo mas, se nem tratá-la por tu ele consegue, pense nas inibições e todas as ideias pré-concebidas que atravancam aquela cabeça.
Antes de avançar, tente conhecer melhor o universo dele, as preocupações, conceitos e preconceitos. Deixe-o soltar-se e falar de si próprio. Não menospreze sinais de incompatibilidade de ideias préconcebidas na amizade e no amor: logo, logo elas se transformarão em grandes obstáculos.
Não se trata de um «blind date» ou de um namorado com quem pode terminar na boa e riscar da sua vida se a coisa fracassar. Vai ter de continuar a trabalhar com ele, se conseguir. Temos demissão à vista.
Não é «pegando-o de surpresa» que se evaporam como por magia todas as inibições e que ele vai assumir as fantasias dele e «autorizar» as suas.
Como não consigo conceber uma relação que me amordace e em que não possa assumir-me sem reservas, usar a linguagem que muito bem me apeteça e explodir de prazer, nunca me apanhariam nesse filme!
ZOT, Shibumi, Jones e outros já lhe deram boas dicas, isto para não falar da Bíblia e nos artigos da Sissi.
Boa sorte e mais confiança em si própria!


De oMorte a 8 de Outubro de 2007 às 00:34
Nessa manhã, descobrimos que nos ajustávamos um ao outro como colheres, ou cães, ou mesmo missionários, ainda sem a bebida e o cigarro aceso, escravos da loucura, suando pelos poros, e queríamos ajustar-nos ainda mais, até romper a carne, entre os ossos que colidem numa força nuclear forte, o que é muito bom, e se calhar surpreendente, a manhã antes do pequeno almoço, um tipo de queca sem Amor, como se o coração fosse uma divisão habitada por um lobo e um cordeiro, com a fome e o alimento.
Descobrimos neste ponto que o Inferno tem aquecimento central e que a vida é descartável enquanto fodemos numa entrega de choque, espremendo todos os cantos da estrada do corpo, sem limites de velocidade, descontrolados, e ao mesmo tempo com aquela sensação do Buda sob a Árvore e Siddartha a olhar para o rio que corre para o mar.
É aqui que surge o Amor.
Ah, o amor!
A droga das drogas, a parte de Deus que deixa impressão digital e que não necessita de erecção.
Neste instante, estava prestes a soltar-me de um ir que regressa como se atirasse fora todo o lastro de pesos e de amarras que conduziram-me ao sonho.
Agora, pouco importa o amor no momento da explosão, aí, somos só nós, nós-eu-tu, cada um de nós sem pensar no outro, sim, tu também, e é nesse instante que magoamos, com aquela dor viciante da nossa amiga Morte.
Hoje, sabemos que nada vem por vir e que na maior parte das vezes, apenas ficamos.

Doeu?

Que se foda!



De anónimo a 8 de Outubro de 2007 às 22:41
isto de repente, parece que se transformou num blog de um tal Zot... que tal criares um blog para os teus desvaneios sexuais?


De Menhir a 9 de Outubro de 2007 às 11:09

Desculpem este comentário atrasado, mas não tendo grandes teorias acerca deste assunto não deixo de ter algumas opiniões pessoais, que em parte estão em consonância com o post da Sissi - sexo é antes de mais um acto corporal (parabéns por mais um tema á volta do sexo – quando parece que os temas já foram esgotados).

Para mim, dirty talking não inclui palavras como vagina, pénis, beijinhos, amor, ânus, introduzir etc, mas sim outras que as substituem e são muito mais substantivas, como cona, caralho, chupar, foder, cu, meter, enfiar, etc.

Contrariamente a alguns comentários, não acho que a dirty talking funcione na antecipação do acto, prefiro nesta situação utilizar uma linguagem mais subtil e erótica e sempre que se proporcione humorística. Acho até que poderá ser contraproducente, se efectuada fora da “janela de oportunidade”.

Feito este aparte, e como sou uma pessoa educada, (ou preconceituada como quiserem) não consigo usar este calão fora do acto sexual, quando a tesão é máxima, e claro, se a parceira for receptiva, o que é fácil verificar.

Mesmo assim ainda distingo dois tipos de oratória, uma centrada na auto-satisfação cujo exemplo está expressa na frase “dá-me beijinhos no pénis” e outra na partilha, na busca da satisfação reciproca.

Assim como a linguagem corporal pode ser simulada (por parte da mulher), a teatralização da linguagem pode ser pior que estar calada/o, essencialmente se for contra a vossa natureza, não abusem portanto.
Bjs


De River a 11 de Outubro de 2007 às 14:04
Clap clap clap!!! Bravo Menhir!
Disse tudo.
Concordo a 100%. Não diria melhor :)


De Anónimo a 12 de Outubro de 2007 às 19:52

carroceira???!!!!!azeiteira!!!!!nop..nop

mas se tiveres esse problemazito.....ok....pede à dama" para calçar uns sapatitos tipo "prada"....sou o exemplo vivo de língaugem brejeira,e nunca por nunca perdi a "compostura" a pose se lhe quiseres chamar....(dizem os meus amigos,q até tenho "pinta"..ehhehh,,é que cá para mim uma foda é mesmo isso,uma foda mesmo...e um caralho é mesmo um caralho, lidooooo e bommmm

sissi bem hajas!........cassy (vou continuar)



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