Esta princesa apaixonou-se. Algum dia tinha que ser. Evitamos as coisas o mais que podemos mas um dia a coisa dá-se. E deu-se. Não sei bem o que fazer com isto. De conas e caralhos ainda vou percebendo. De borboletas na barriga e reações inesperadas, nem por isso. Não é que isto seja mau. Mas não o sendo, também não é do caralhão.
A ver, a ver.
...ou a Popota é ultra sexy, fofinha e feminina?
Cara Princesa,
Estou apaixonada. Estou irremediavelmente arrebatada por um Amor tão grande que chego a ter medo das proporções desmedidas que me abalam o sistema e a vida, há mais de um ano. Mas esse não é o problema. O problema é que a criatura, o homem perfeito para mim (…) está apaixonado pela ex-namorada, há mais de três anos. A ex-namorada, boa e sensata moça, tem casamento marcado (com outro, naturalmente). Ele, a criatura, vive num misto de arrependimento e esperança, escuda-se na fixação pela ex para se recusar a entregar o coração e a alma. Por mim, diz que nutre amizade e carinho, o que se traduz numas aventuras carnais esporádicas, mas não mais, pois que não substituo a ultra-fabulosa ex. Às restantes fêmeas, poderá dar hipótese. A mim jamais. Tentei esquecê-lo, ultrapassá-lo, substituí-lo. Sucesso 0%. Sugestões para conseguir a hipótese de felicidade com que, para já, me contentaria?
Estimada Leitora,
Antes de mais, urge parar com essas «aventuras carnais», como lhe chama, ainda que esporádicas. Se quer, de facto, esquecê-lo, tente afastar-se o mais possível do seu objecto de desejo e parta para outra. Perpetuar esses encontros não lhe vão trazer o quer, ao contrário, vão brindá-la com o que não quer, ou seja, com a insatisfação, frustração e tristeza que sempre trazem um amor não correspondido. Se, de facto, ele lhe diz e mostra que nutre por amizade e carinho, não me parece que haja uma fórmula mágica para o que procura. Aliás, parece-me que está à procura da coisa certa no local errado, ou seja, procura ser feliz com alguém que não a ama. E, assim sendo, só lhe resta afastar-se, lamber feridas, levantar a cabeça e seguir em frente. O que, talvez, fosse interessante perceber, é o que, na realidade, a liga a esse homem? O que é que ele tem de especial que a faz querer tanto e aceitar receber tão pouco? Pense nisso…
Apesar de todo o feminismo encapotado com que a modernidade nos tem vindo a brindar, e mau grado os soutiens que se chamuscam aqui e ali, a sexualidade feminina ainda está impreganada de alguns dogmas que teimam em esfumar-se, quais pegadas no areal algarvio.
Se não, vejamos: quantas de nós, grandes queridas, assumimos uma sexualidade individual? Assumir para si mesma, entenda-se, que não temos que andar com sinais luminosos na cabeça a indicar o Sul, mas quantas de vocês, excelsas súbditas deste palácio de esbórnia, já dedilhou, ou tem o hábito de dedilhar, os lábios do vosso contentamento?
Ora vem isto a propósito destas meninas, destas bebés, o mais recente treat, com consequente trick, com o qual me brindei. Depois do NEA, as LUNA não só são bonitas como cumprem, na perfeição, a função para a qual foram escrupulosamente concebidas: titilar o nosso interior sem que, para isso, precisemos de outrém.
Súbditas do meu reino, se gostam de se descobrir amiúde, passem por aqui. São bons, bonitos e cumprem. Que mais podemos querer?
ENJOY!
Pois que o twitter me parece uma coisa que anda à velocidade da luz, demasiada para as imenas sinecuras que a vida de princesa me obriga. Vai daí, porque me encontro numa fase seguidista, adicionei-me ao Facebook.
Maneiras que para estados de alma, ou mesmo detalhes sobre o lançamento do próximo livro, já no mês que vem, é ir ao FB e fazerem-se amigos. É só procurar por yours truly, Princesa Sissi.
E é assim.
Querida Sissi,
Tenho 42 anos e sou solteira. Dado que não concebo a ideia de sexo por sexo, a minha vivência nesse plano passou, em grande escala, pelo uso de sex toys como forma de satisfação, sempre que não tinha namorado. Há dois meses conheci um homem maravilhoso que me arrebatou e hoje vivemos uma relação saudável. Excepto quando tento incorporar os ditos sex toys na nossa relação sexual. Ele recusa-se a aceitar por pensar que tudo o que ele me dá não me chega. Já tentei falar com ele várias vezes mas ele recusa-se a ouvir-me. Que fazer?
Cara leitora,
Explicar a um homem que o prazer a solo nos é tão importante quanto o prazer em estéreo pode ser uma tarefa complicada. Nem sempre os homens entendem que nós, mulheres, podemos ter uma sexualidade que vai para além dos limites de uma relação ou de um companheiro. A masturbação, exemplo clássico, é a melhor forma de conhecermos o nosso corpo e nos providenciarmos prazer, e é uma prática que nem sempre implica a presença de outrem. Quanto ao seu caso, fiquei sem perceber a verdadeira importância dos sex toys na sua relação íntima: usa-os porque se habituou a isso ou porque fazê-lo potencia o seu prazer? E porque razão o seu namorado se recusa a sequer falar no assunto? Há aqui detalhes importantes que faltam. No entanto, parece-me que o mais prudente será, se a importância dos objectos sexuais for, de facto, imensa, tentar perceber porque razão isso choca o seu namorado. E quando perceber isso, explicar-lhe que ambas as práticas (a sexual, propriamente dita, e a dos sex toys) só contribuem para uma vivência a dois mais plena de satisfação. Mas se, de facto, o uso de brinquedos sexuais se inscrever mais num patamar de hábito antigo que numa premência actual, tente entender, de todo o modo, o que afecta o seu namorado, mas não faça finca pé.
Agora também no twitter. Sou muito seguidista, eu. E cusca.
Estimada Sissi,
Sou casada há 11 anos e já não sinto o fulgor sexual de outrora. Perdi-o algures entre as notas escolares do primeiro filho e as fraldas do segundo, entre manter um emprego que adoro e as obrigações familiares que me apoquentam cada vez mais. Sei que se continuo a negar-lhe o prazer sexual conjugal, a relação, que até nem vai mal, sofrerá danos irreparáveis. Porém, também não me quero obrigar a nada, sob pena de me sentir ainda menos mulher. Que fazer? Por favor, ajude-me.
Cara Leitora,
Se o seu marido não lhe desperta o desejo sexual de outros tempos, que tal aligeirar as suas outras vivências diárias e convocar a memória para dias mais felizes, onde o sexo imperava? A comunicação é chave (vivam os clichés!) e por mais assoberbada que esteja agora, permita-se a pensar com o seu marido em formas de criarem novos paradigmas sexuais que encaixem na vossa vida, agora mais cheia de afazeres e compromissos. Resgate o lado feminino que vive em si e planeie com ele estratégias que sirvam os dois. Diga-lhe o que gosta, como gosta, quando gosta, onde gosta…O sexo tem menos mistérios do que lhe gostamos de atribuir. E quando a vida lhe aparece de permeio, é necessário planear e confiar que ele já não aparece por osmose. Para que a vontade vá dando sinal, é preciso trabalhá-la, moldá-la, e, muitas vezes, recriá-la na nossa cabeça. Mas se este exercício ainda lhe parece demasiado longe, porque não começa com o mais belo e liberto prazer que podemos oferecer a nós mesmas, a masturbação? Arranje um momento para si, e toque-se, viaje ao baú das suas fantasias e permita-se apenas sentir. Comece por aí e vai ver que em pouco tempo sentir-se-á, novamente, uma mulher no sentido mais pleno do termo, consciente de que o corpo, o único que alguma vez teremos, também é uma fonte de inesgotável prazer.
Palavra de Sissi.
Maneiras que é isto. I´m back. Obrigada à súbdita que enviou esta questão. Em querendo enviar outras, não se acanhem. O anonimato é absoluto. Todas as segundas-feiras no jornal METRO. O Correio está mesmo ali ao lado.
Enjoy!
Bolas...não me lembro, nunquinha na vida, de me sentir tão cansada. Nem o sexo me entusiasma, nestes dias em que a cabeça pede mas o corpo não quer.
Será que alguém tem uma receita mágica para melhorar a vitalidade deste corpo de princesa, repleto de curvas sinuosas, que clama por energia?
E com o novo livro quase a ir para o forno, este palácio começa a acordar da letargia que o tem vindo a assolar. Daqui para a frente, haverá um pouco mais de tempo, já que os caracteres do novo manual finalmente tomam a forma final.
Hoje, apenas um apontamento para vos dizer que a partir da próxima segunda feira (de amanhã a oito dias) podem ler a vossa Princesa favorita, eu, no jornal Metro, em formato Sissi Responde. Por isso, quem quiser, de forma totalmente anónima, enviar a sua questão, poderá vê-la respondida às segundas no Metro e às quintas, aqui no Blog. Basta que o faça para o Correio da Princesa, em princesa-sissi@sapo.pt
Cumps a tutti que agora vou ali curtir o resto do domingo.
